Veículos da Alma

- Por Rama e Ramatís -

Os antigos ocultistas costumavam utilizar uma analogia bastante interessante para simbolizar a interrelação energética dos veículos de manifestação da consciência (os corpos energéticos do homem).

Utilizando-se de um método esotérico denominado de "analogia dos contrários", baseado na "lei dos ternários" - composição musical de três tempos iguais -, esses iniciados do passado representavam esotericamente o corpo astral como um cavalo atrelado a uma carroça, que, por sua vez, é controlada e conduzida pelo cocheiro.

Nessa analogia ocultista, podemos confeccionar o seguinte quadro de idéias:

- A carroça é o corpo físico.

- O cavalo, fogoso e impulsivo, é o corpo astral com suas paixões.

- O cocheiro é o corpo mental, sede da consciência, que tem por obrigação guiar o cavalo, para que ele puxe a carroça adequadamente até o lugar de destino.

Se aplicarmos esse esquema ocultista no estudo dos corpos energéticos do ser humano, podemos fazer uma associação de idéias bastante interessante, exposta da seguinte maneira: normalmente, durante a vigília física, o corpo astral, interpenetrado no corpo físico, sofre uma redução do padrão vibratório de suas partículas energéticas.

Quando uma pessoa descontrola-se emocionalmente, há um desarranjo na vibração dessas partículas astrais, o que acarreta uma certa "turbulência energética" no sistema nervoso, pois o duplo etérico (matriz energética do cordão de prata), que é o filtro energético entre o corpo astral e o corpo físico, absorve essa descarga astral-emocional para dentro de seus vórtices vibratórios, denominados de "chacras ", que, por sua vez, descarregam todo o fluxo energético no conduto espinal, nos plexos nervosos e nas glândulas endócrinas. Isso ocasiona sérios transtornos no campo energético que, na tentativa de exaurir a carga deletéria vinda do corpo astral, termina por amortecer a própria vibração, criando assim, intensos bloqueios energéticos que enredam demasiadamente o ser espiritual na carne.

É óbvio que em uma situação dessa, não há como existir um bom progresso na "senda espiritual'.

É imprescindível que haja um ótimo controle mental para dominar as descargas emocionais que emanam do corpo astral.

Pois foi baseando-se nisso que os antigos ocultistas criaram seu sistema analógico de idéias, que pode ser bem simples na aparência, mas é dotado de um poder de síntese impressionante.

Podemos mostrar isso do seguinte modo:

- Se o cavalo (corpo astral) descontrolar-se e sair do domínio do cocheiro (corpo mental), pode acabar levando a carruagem (corpo físico) para fora da estrada e mergulhar no fundo do abismo.

- O intermediário entre o cocheiro (corpo mental) e o cavalo (corpo astral) são as rédeas, que representam, esotericamente, o cordão de ouro (laço energético sutil que prende o corpo mental ao corpo astral).

- O cavalo (corpo astral) está conectado à carroça (corpo físico) por meio de arreios e cordas, que representam, esotericamente, o cordão de prata (laço energético denso que conecta o corpo astral ao corpo físico).

Logo, resumindo todas essas idéias, podemos dizer que o condutor (corpo mental) consciente é aquele que, através da vontade firme, forjada na mais pura disciplina espiritual, domina com inteligência e bons sentimentos o "fogo emocional" do seu cavalo (corpo astral) e conduz a carruagem (corpo físico) com estabilidade até seu destino glorioso, a "estação da consciência imortal".

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Ao finalizar este trabalho, no qual muito se falou do corpo astral, que em algumas ordens esotéricas é chamado apropriadamente de "corpo emocional" ou "corpo dos desejos", não podemos deixar de assinalar que qualquer descarga emocional afeta diretamente os chacras submetidos à área emocional, a saber: os chacras umbilical, cardíaco e laríngeo.

Dependendo da frequência e da intensidade com que esses chacras são agredidos pelo desequilíbrio emocional, formam-se na "placa astral peitoral" da pessoa, bloqueios energéticos bastante densificados que impedem a livre circulação das energias vitais nessa

região. O efeito disso é a proliferação de sintomas tais como: taquicardia, tosse, pressão no peito, angústia ou depressão sem motivo, peso nas costas, irritação sem motivo, respiração opressa, vontade de chorar sem motivo e desvitalização geral.

Levando-se em consideração esse quadro patológico "astral-físico", podemos dizer que as pessoas desequilibradas emocionalmente são portadoras de "mofo espiritual" dentro do peito. Ou, como mostra a tradição ocultista, têm um "cavalo louco" (corpo astral) quebrando a carroça (corpo físico).

É necessário então, uma "catarse espiritual" ou um desbloqueio emocional, que consiste em uma "lavagem energética" da placa astral-peitoral da pessoa, removendo, através de um fluxo energético positivo, os "fungos psíquicos" aderidos ao campo emocional.

Na área espiritualista existem "ótimos remédios" contra a proliferação de "fungos emocionais".

São eles: concentração, meditação, ativação dos chacras e exercícios de ativação energética.

Porém, sem dúvida que o melhor remédio contra qualquer distúrbio emocional é a "PAZ" no coração e a "LUZ" nas idéias.

Paz e Luz!

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual - I" - Editora Zennex - 1993.)

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