REFLEXÕES SOBRE A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Daqui a pouco, sairei para dar um curso e, enquanto isso, escuto uma música suave. Para poder dar um bom curso, faço um trabalho de energia comigo mesmo, para ficar com a intuição afiada, a inspiração limpa, as idéias claras, os sentimentos amigos e as energias equilibradas. Não por vaidade ou arrogância por ser o professor, mas porque preciso estar em boas condições para veicular idéias, energias e sentimentos bons, tanto meus como dos amparadores, para os alunos e para a humanidade toda.

Eu estava refletindo no sentimento, no amor pelas idéias e tudo que remonta à espiritualidade. Um sentimento bem grande, não só pelas idéias, mas também pelas pessoas, porque não adianta ser apaixonado por uma idéia e não pela humanidade. O ideal é ter um amor tão grande que envolva a tudo e a todos!

O amor pulsando no chacra cardíaco, com discernimento, alegria e inteligência, só tem como motivo ele próprio, não há como explicá-lo.

Este amor move a maioria dos processos inteligentes e conscientes da espiritualidade. Não há alternativa para o amor a não ser amar; não o amor convencional, mas um amor mais tranqüilo, mais sereno e mais equilibrado, contudo, não menos intenso.

Daqui a pouco, encontrarei uma turma de alunos fazendo o curso de projeção, muitas vezes, em busca de um fenômeno projetivo.

Na verdade, para mim, como professor, não é muito importante se elas terão uma experiência consciente ou não. Mais importante é despertar nelas um sentimento maior pelas pessoas e por tudo; revestir os fenômenos projetivos, bioenergéticos e espirituais com uma boa dose de espiritualidade e maturidade, isto é, uma noção espiritual maior das coisas; desenvolver no aluno o universalismo, a cosmoética e a certeza da imortalidade; fazê-lo compreender o respeito que se deve ter pelas leis de causa e efeito que comandam toda a natureza; fazê-lo perceber que só o fato de estudar algo positivo, já melhora a consciência e que qualquer esforço positivo vale a pena.

Algumas pessoas buscam a projeção e o estudo de chacras com uma leviandade, egoísmo e frieza impressionantes, tanto alunos, como pesquisadores que trabalham com fenômenos parapsíquicos, sem sentimento pelo que fazem ou pela humanidade. Alguns estão apegados à própria pesquisa, outros ao próprio ego. São raros aqueles que vão a um curso ou palestra, sejam professores ou alunos, imbuídos de uma consciência maior, maturidade, serenidade e amor real.

Refletindo sobre isso, tento levar o melhor que posso às pessoas, respeitando o limite e grau de consciência de cada um e pretendendo, sem dúvida, enchê-las de alegria, compaixão, espiritualidade, abertura mental e tudo de bom em relação à evolução.

Em resumo, é o que Ramatís me ensinou: tentar portar, dentro do coração, mente, alma e corpo, paz e luz; tentar veicular coisas boas, sabendo que nenhum de nós é perfeito, mas que também, muitos de nós já temos qualidades desenvolvidas e todos temos potenciais incríveis a desenvolver. Vamos seguir em frente, na direção de valores maiores, expandindo nossos conceitos, emoções e pensamentos no sentido de magnitude.

Isto é apenas uma reflexão para qualquer estudante de qualquer tema parapsíquico ou espiritual. Sem amor, nenhum de nós segue. E amor não se trata de emoções conturbadas, mas amor sereno, intenso, que move você, eu e a todos de maneira oculta e invisível.

Paz e luz para você!

- Wagner D. Borges -
São Paulo, 30/05/98


Texto <43><22/08/1998>

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