A TÉCNICA DE PROJEÇÃO ASTRAL DE OLOF JONSSON

- Por Wagner Borges -


Em 26 de fevereiro de 1971, a revista “Life” publicou uma reportagem a respeito de uma experiência telepática realizada entre o astronauta Edgar Mitchell (pesquisador e autor de vários livros sobre a paranormalidade humana), estando este em pleno espaço, a bordo da cápsula Apolo XIV, e o sensitivo e engenheiro sueco Olof Jonsson, este, na cidade americana de Chicago.

A reportagem teve grande repercussão na época e fez com que Jonsson ficasse mundialmente famoso, como um grande sensitivo, e com justa razão, pois a variedade de fenômenos parapsíquicos manifestada por ele é impressionante. Além dos fenômenos de telepatia, ele produz fenômenos de telecinesia, clarividência e projeção da consciência.

Ainda no mesmo ano de 1971, Brad Steiger (pseudônimo de Eugenie E. Olson), pesquisador americano e autor de vários livros sobre temas parapsíquicos, dentre os quais a excelente obra "Astral Projection" ("Projeção Astral"), publicou um livro sobre Jonsson intitulado: "The Psychis Fests of Olof Jonsson"( Os Feitos Psíquicos de Olof Jonsson). Steiger, que é amigo pessoal de Jonsson, relata e analisa vários aspectos dos fenômenos parapsíquicos ocorridos com o sensitivo sueco. Há um capítulo intitulado: “Viagens Mentais em Outros Planos da Existência”, que trata das experiências extracorpóreas de Jonsson. Deste capítulo, extraímos o trecho no qual Jonsson explica qual é o método que utiliza para se projetar conscientemente:
“Começo por deitar-me em uma cômoda posição. Cerro os olhos e relaxo até alcançar um estado intermediário entre o sono e a vigília. Passo a me encontrar então, nessa zona neblinosa e intermediária da consciência e sigo exercendo pleno controle sobre minha mente.

Ao cabo de alguns momentos, começo a ver-me desde o exterior do meu corpo. Quando se tem adquirido prática na projeção astral, poucos segundos decorrem para que a própria essência espiritual se encontre flutuando sobre o corpo físico. Uma vez liberado meu eu astral, visualizo o lugar aonde quero dirigir-me e, instantaneamente, encontro-me ali.

Quando você se encontra em seu corpo astral, fica mais fácil visitar familiares e amigos. Parece-me evidente que estes possuem certa classe de força que lhe ajuda a voltar.

A hipnose pode ajudar a liberar de seu corpo o viajante astral neófito, porém, este método só pode ser aplicado se ele dispõe de um bom hipnotizador, de grande reputação e ampla experiência em tais questões”.

Em outro trecho do mesmo capítulo, Jonsson faz um comentário muito importante a respeito da projeção:

“Tenho aprendido muitas coisas graças às minhas experiências extracorpóreas. Nunca tenho utilizado esta faculdade para espiar as outras pessoas e nem para tratar de descobrir coisas que outras queriam manter-me ocultas. E não pode imaginar quantas vezes tenho sido abordado por um homem ou uma mulher desejosos de que lhes ajudasse a observar a vida íntima de seus respectivos cônjuges, a fim de obter uma prova de sua infidelidade. Porém, nunca tenho desejado misturar-me nestas coisas. O que tenho adquirido com a projeção astral é essa calma e essa paz que só se alcançam ao estar em harmonia com o Universo. Tenho aprendido a dar o justo valor a meu corpo terreno, e tenho chegado a compreender que os afãs e preocupações do plano material em que vivemos são muito insignificantes. Que felicidade poder liberar-se da carne, poder voar a outras cidades e países, livre das travas do tempo e do espaço!”

(Extraído do livro “Viagem Espiritual II” – Wagner Borges – Editora Universalista – 1995).


Texto <623><08/07/2005>

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