1547 - RELATO DE UMA NOITE DE CARNAVAL

1547 relato de uma noite de carnaval
 
RELATO DE UMA NOITE DE CARNAVAL
(Texto Postado Originalmente na Lista Interna do Grupo de Assistência Espiritual da Salinha do IPPB)
 
Olá, pessoal.
Tirei esses dias de carnaval para ficar em casa lendo, vendo séries de TV, e escutando música. Ontem à noite, por volta das 21 horas, eu saí para passear com o Rama* aqui pelas ruas do meu bairro (moro perto da estação Saúde do metrô). Em dado momento, percebi uma energia pesada pairando na atmosfera.
Tratava-se de uma massa de energia amarronzada que impregnava a área, como uma “ferrugem psíquica”, saturando a atmosfera e pesando o astral em torno.
Eu já vi massas de energia densa assim em outros carnavais aqui na cidade, mas essa era maior e muito mais carregada. É óbvio que isso era resultado dos dias de momo. E eu não condeno nada, é do jogo de viver e faz parte... inclusive, tenho amigos que desfilam em escolas de samba aqui da cidade (sei que o ambiente deles é de alegria, assim como de muitos outros que assistem aos desfiles).
O problema está na atmosfera desses dias de momo, nos ambientes em torno, onde a exacerbação no consumo de drogas e álcool, aliados às emoções afloradas e ao sexo desenfreado libera energias pesadas. Isso atrai muitos espíritos desencarnados apegados a esses climas psíquicos densos.
Então, ali, na noite de domingo de carnaval, comecei a pulsar energia na minha aura** e acelerei as vibrações, para não deixar essas energias me saturarem também.
Não havia ninguém nas ruas, só eu e o Rama perambulando pelo bairro (que mais parecia um lugar abandonado e assombrado, sem carros ou pessoas nas ruas).
Na volta, o Rama parou para fazer suas necessidades, em frente a um bar aqui da rua (que estava fechado naquele momento, mas normalmente fica cheio aos finais de semana e funciona até a madrugada).
Na sequência, fiquei esperando ele terminar. Peguei papel higiênico e saco plástico no bolso da calça, para limpá-lo depois. E foi aí que eu vi algo muito interessante, do ponto de vista espiritual.
Havia uma energia acinzentada em torno da porta de ferro do bar, diferente daquela amarronzada de fora. Eu comecei a pulsar energias no meu chacra frontal***, para ver melhor, pela clarividência ativada... Notei que não era só a porta, mas também a atmosfera interna do bar, tudo cinzento.
Era nítida a diferença entre os ambientes: fora do bar, tudo amarronzado; dentro, tudo cinzento. Ou seja, ambas as energias eram densas, mas em níveis energéticos diferentes.
A atmosfera cinzenta do bar é comum em ambientes com muito consumo de álcool e caça sexual, já vi isso muitas vezes. E como o mesmo estava fechado e vazio, não havia espíritos desencarnados por ali (bem diferente dos dias normais).
No entanto, a atmosfera amarronzada de fora é típica do astral inferior (umbral), impregnando os ambientes saturados de emoções exacerbadas nas obsessões coletivas.
Pois é, meus amigos, a noite de domingo estava pesadíssima...
Logo depois, limpei o “serviço do Rama” e joguei o troço na lixeira em frente.
Ao chegar em casa, dei graças a Deus por estar num ambiente saudável e luminoso e fui tomar um banho. Em seguida, dei janta para o Rama.
Contudo, ainda tinha a “saideira” dessa noite de carnaval...
Mais tarde, enquanto eu fazia um trabalho de energia sentado no sofá da sala (com o Rama encostado na minha perna esquerda), surgiu na minha frente um espírito desencarnado denso. Ele estava contido por um campo de energia amarela (claramente patrocinado pelos mentores extrafísicos que amparam esse trabalho) e chorava muito.
Sua aparência extrafísica era a seguinte: ele estava fantasiado de pierrot, à moda antiga e o seu rosto estava pintado de branco de um lado e de preto do outro.
Ele me olhou de forma tão triste e eu senti o drama dele. De alguma forma, os mentores extrafísicos**** o tinham recolhido em algum ponto da cidade e o trouxeram para a devida assistência espiritual. Ele estava muito denso para ser levado para algum ambiente de tratamento no plano extrafísico. Então, eles limparam suas energias antes. Aí que entrava a minha participação, como elemento interplanos, anímico-mediúnico e experiente nesses trâmites desobsessivos.
Ele era um espírito preso a coisas terrenas e, nessa época de carnaval, encostava nos encarnados, drenando suas energias. Ele tentava ter um pouco de alegria, para compensar a grande tristeza que carregava dentro dele mesmo.
Ali estava ele, chorando na minha frente. E como não via os mentores, ele me pedia que não fosse tirado do carnaval, que era a melhor época para ele esquecer suas tristezas, agarrado nas auras das pessoas e dividindo sensações psíquicas.
Eu fiquei bem concentrado e emanei energias e pensamentos positivos para ele, até que sua figura foi se desvanecendo na minha frente (provavelmente levado pelos mentores para o plano extrafísico).
E eu fiquei ali, sereno, depois do trabalho feito, sentado no sofá e fazendo carinho no Rama...
 
P.S.:
No meio da noite amarronzada dos dias de momo, na grande metrópole de aço e concreto, onde o Grande Arquiteto Do Universo me colocou para aprender e trabalhar, o meu lar está cheio de Luz amarela-dourada. Talvez, agora mesmo, “lá em cima”, na Casa das Estrelas, aquele espírito triste também esteja banhado nessa mesma Luz.
Ah, oxalá ele reencontre a alegria perdida... e faça festa com as estrelas, como deve ser.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 27 de fevereiro de 2017.
 
- Notas:
* Rama é um cãozinho da raça Yorkshire Terrier, de cor escura mesclada com tons claros, atualmente com oito anos de idade. O seu nome é uma homenagem a Rama, um dos maiores avatares da tradição hindu.
Ver o texto “Rama – Um Presentinho da Natureza – IV”, postado no site do IPPB, no seguinte link: http://www.ippb.org.br/textos/textos-periodicos/1440-rama-um-presentinho-da-natureza-iv
Obs.: Rama – na cosmogonia hinduísta, é o sétimo avatar de Vishnu, o Divino Presevador da Vida. Sua história é contada no épico “O Ramayana”. Ao longo dos séculos, muitos iogues e iniciados tomaram o seu nome em homenagem as suas qualidades, como honra, Amor, generosidade, firmeza de caráter e serviço à Luz.
** Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
*** Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está ligado à glândula hipófise – pituitária - e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito ele é conhecido como “Ajna”, o centro de comando.
Obs.: Chacras – do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia – prana, chi – do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete, que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
(Ver o texto “Chacras e Cura Psíquica – II”, no seguinte link do site do IPPB: http://www.ippb.org.br/bioenergia/chacras-e-cura-psiquica-ii - E, para mais informações detalhadas sobre bioenergia, aura e chacras, ver a seção específica no site do IPPB, no seguinte link: http://www.ippb.org.br/bioenergia).
**** Mentores Espirituais - entidades extrafísicas e positivas que ajudam na evolução de todos; amparadores extrafísicos; protetores astrais; auxiliares invisíveis; guardiões astrais; benfeitores espirituais; guias espirituais.
Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no meu som uma coletânea de canções do músico americano Shimshai, que viaja o mundo cantando mantras de várias tradições e canções com temas ecológicos e espirituais. Então, deixo, na sequência, os links do Youtube para três de suas canções inspiradas.
Shimshai:
- "Pure… Like the Water" - (Healing Music Festival Tour) -
- "Come" (at the Secret Garden) -
- "Suddhosi Buddhosi" -
 

Texto <1547><03/03/2017>
 

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