1716 - MANI

 
 
1716 mani
 
MANI*
 
O essencial não está nos olhos, nem na mente, está no coração.
Em seu centro espiritual, brilha uma luz verde contendo a essência do universo.
Muitas vezes, essa luz esverdeada é percebida na forma de uma joia (semelhante a um diamante incrustado internamente no peito).
Devido à essa essência, os antigos mestres hindus chamaram-na de “Mani”, a incomensurável essência do equilíbrio.
Nos centros de tratamento espiritual, muitos desencarnados portando a enfermidade do apego são ensinados a concentrarem-se nessa joia verde.
Fazendo assim, eles deslocam o foco de suas lembranças, fonte de todo apego, para a luz essencial. Mergulhados na essência verde, eles então encontram em si mesmos o equilíbrio.
Nesse processo terapêutico, a música também é utilizada para formar a atmosfera apropriada, por onde os protetores extrafísicos** emanam suaves harmonias que induzem a uma interiorização pacífica.
É possível desprender-se da agitação da mente e da turbulência das preocupações e lembranças tristes mergulhando na joia verde do coração espiritual.
Com as mãos no peito e a joia interna brilhando, é possível encontrar o centro de estabilidade e sentir as suaves harmonias de todas as esferas, comunicando a canção da paz no centro da alma.
 
* * *
 
Imagine-se perdido em meio às trevas, sentindo uma dor que nunca se acaba. À sua volta, gritos lancinantes ecoando e mil imprecações sendo vociferadas por espíritos turbulentos, que gritam sem parar.
Por onde você vai, o peso da culpa verga os seus ombros e o som das correntes do passado fazem seus pensamentos reviverem milhões de vezes os erros.
Você corre e a dor não passa. E você também grita.
Por vezes, você esbarra em outros e sente que seus corpos espirituais*** estão em chagas. Imagine-se em tal situação.
Visualize então, que um portal de luz se abre sobre você e mãos amigas o resgatam dessa atmosfera sombria... e que em meio à essa luz, você sente uma onda de amor banhando seu corpo e tratando-o com respeito, sem julgamento, só luz benfeitora jorrando ali, com o carinho de uma mãe.
Então, você é transportado para um lugar suave, onde pode, finalmente, repousar... É um ambiente musical onde você pode repensar e sentir esperança.
Para sua surpresa, você descobre que aquele portal salvador foi aberto não somente por seres de luz que resgatam sofredores nas trevas, mas também, por irmãos encarnados, que também exteriorizam bênçãos energéticas.
Você percebe que há servidores do Bem tanto no Céu quanto na Terra.
Você agradece e sabe o quanto são importantes as energias de quem trabalha.
Você valoriza os momentos espirituais e olha com admiração a luz que emana desses homens e mulheres, encarnados e desencarnados, que estendem as mãos e ajudam sem que o mundo os perceba.
Você reza por eles e pede a Deus para abençoá-los, e diz para os outros que há homens e mulheres virtuosos e responsáveis trabalhando na crosta da Terra e além.
 
- Os Amigos de Ramakrishna**** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; Itapetininga, 24 de dezembro de 2000.)
 
- Nota de Wagner Borges:
Sugestão de visualização criativa (fazer por alguns minutos):
Pôr as duas mãos em cima do coração, visualizando um diamante verde dentro do peito (em meio a uma luz rosada ou dourada). Do mesmo irradia a essência da cura e da estabilidade. Essa prática simples harmoniza as energias e leva à paz de espírito.
 
- Notas do Texto:
* Mani - do sânscrito – joia espiritual.
** Protetores extrafísicos – entidades extrafísicas e positivas que ajudam na evolução de todos; mentores espirituais; amparadores extrafísicos; auxiliares invisíveis; guias espirituais; benfeitores espirituais.
*** Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz – Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, atualmente mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
**** Os Amigos de Ramakrishna - é um grupo de mentores extrafísicos ligados aos ensinamentos universalistas de Paramahamsa Ramakrishna. Na verdade, são meus amigos de outras vidas e, de vez em quando, aparecem para matar a saudade e dar uns toques espirituais legais.
Certa vez, um deles me disse: "Sair do corpo é fácil. Difícil é ficar em paz, dentro ou fora do corpo."
Eles também me ensinaram essa verdade: "Dias ruins não são aqueles de tempestade, que até limpam a atmosfera de fora, mas aqueles dias em que permitimos as pesadas nuvens da mediocridade toldando o céu do coração, dentro de nós mesmos".
Agradeço a esse grupo de amigos pela amizade e pelos toques conscienciais pertinentes, que sempre me ensinam muito.
(Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX, é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma ideia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.)
Obs.: Passando a limpo esses escritos, lembrei-me de um texto do pesquisador inglês John Blofeld - do seu excelente livro, "Mantras - palavras sagradas de Poder", publicado no Brasil pela Editora Pensamento -, justamente sobre o Mani (dentro do contexto do mantra budista da compaixão, "Om Mani Padme Hum"):
"O Mani pode ser usado em qualquer momento, sem preparo especial, por aqueles que possuem algum conhecimento dos métodos do Ioga contemplativo ou por aqueles capazes de imbuir a forma do ser compassivo (Kwan-Yin) com o poder advindo das associações que ele desperta em suas mentes. Sua recitação por adeptos é, em geral, acompanhada da visualização da forma divina e das sílabas, cada qual com sua cor apropriada; simultaneamente, brota na mente do adepto o desejo profundo pelo bem-estar dos seres sensíveis e a vontade de experimentar compaixão por todos eles - não só por aqueles que é fácil amar, como amigos, cavalos, elefantes e cachorrinhos, mas também pelas criaturas até então consideradas repelentes, como insetos nocivos, répteis, bandidos, fantasmas e demônios. A princípio, mesmo sendo incapazes de amá-los, é possível ao menos simpatizar com suas tristezas e alegrar-se com suas transitórias alegrias, vendo-os como seres igualmente condenados, como nós mesmos, a vagar de nascimento em nascimento, era após era, até alcançar a Luz."
 

Texto <1716><25/11/2019>
 

Tags: Wagner Borges

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