CANTANDO E RINDO COM O TIO

(No Astral ou na Terra, Azul é a Cor do Mar)


Cara, não basta só ter voz para ser feliz.
Tem que ter um tesão danado para viver!
E valorizar muito o que está no coração.
A maior canção mora ali. E você sabe qual é:
A canção de amor!

Viver na Terra é complicado pra caramba!
A galera apronta mesmo... É cada uma que se vê...
Só vale mesmo o que cada um leva no coração.
O resto é disfarce e jogo de interesses.

Aliás, eu não sou o melhor cara para falar sobre isso.
Também fiz as minhas, mas sempre por leviandade.
Nunca por maldade ou para coisas ruins.
Dei e levei na cara, e aprendi um monte de coisas.

Alguns sofrem, outros riem, e a vida segue...
Mas quem sofre, tem que vir a achar algum motivo para viver.
Alguma razão para sonhar e admirar o azul da cor do mar.

Cantei tudo isso e ri pra caramba!
Foi o que deu para fazer, sou réu confesso.
Mas, longe de ser um safado.
Sou um quase nada, ainda rindo pra cacete!

E é para rir mesmo, estou vivo, na boa.
Aqui no Astral estou aprendendo a cumprir compromissos.
Tem uns amigos que estão me ensinando, são uns negos legais.
Mas, confesso, não mudei muito não. Hehehehehehe...
Não dá para transformar o tio aqui em anjinho não...
Mas aí, estou ficando bem na parada!

Aqui no Astral todo mundo aproveita o talento que tem.
No meu caso, só sei cantar e rir muito (cara, que beleza!).
Então, a galera daqui tem me levado para cantar em diversos lugares.
Canto para quem acabou de acordar após a morte do corpo.
Canto para a galera que está infeliz, para melhorá-los um pouco.
Canto e rio, rio e canto... e vou levando como dá...

Tem uns caras aqui que sofrem de saudade doentia, jamais se conformam.
Aí eu digo para eles: “Azul é a cor do mar. Vão nadar um pouco!”
Depois eu saio rindo da cara deles e digo: “Se não nadar, vão se ferrar!”

Aqui também tem uns caras metidos a besta, gentalha mesmo.
São canalhas moralistas, aqueles mesmo da Terra, agora sem corpo.
Mas eu canto para eles, mesmo assim. Mas rio também!
Porque eu quero que o mundo inteiro seja feliz.

E para você em particular, eu desejo a mesma coisa.
Seja sempre muito feliz, cara!
Siga com o que você está fazendo, espalhe luz por aí...
Cada um com seu talento...
Uns sofrem, outros riem; alguns cantam, outros escrevem...
E todos vivem!

Agora está na hora de subir, tenho uns compromissos por aí...
Vou cantar para uma galera num salão do Astral.
Hoje é noite de festa, folia dos espíritos que se mandam para outros lugares.
E eu vou cantar e rir muito, é o que sei fazer de melhor.
E para isso, não preciso ser santinho, basta ser eu mesmo.
Só no talento... cantando e rindo, rindo e cantando... sendo feliz!


P.S.:

Não vale a pena emburrar por alguma coisa.

Não vale a pena embarcar em canoa furada.

Não vale a pena cegar o coração porque alguém o feriu.

Não vale a pena deixar de correr atrás dos sonhos.

Não vale a pena deixar de rir por causa do que os outros pensam.

Não vale a pena se deixar abater pela hipocrisia dos homens.

Não vale a pena deixar de pensar por si mesmo.

Não vale a pena dar mole, só porque algo ruim aconteceu.

Não vale a pena ser dramático nem se sentir vítima do destino.

Tire o olho da vida do vizinho e preste atenção na sua.

Não seja moralista nem hipócrita, cuide de sua vida.

Nenhum santo ou extraterrestre poderá tirar a mediocridade de alguém.

Nem Jesus poderá transformá-lo no que você não é!

E a Cia. do Amor não faz milagres nem transforma idiotas em sábios.

Você só é o que carrega em seu coração.

Essa é a verdade, e não precisa ser sábio ou filósofo para constatar:

“Cada um projeta em sua vida externa, aquilo que já carrega por dentro.”

Assim como é verdade, que está na hora de parar de escrever.

Como disse o nosso amigo cantor, chamado aqui de “Tio”,

É hora de cantar e rir por aí... Hoje é dia de folia no Astral.

Mas, ainda deixamos um toque final para quem gosta de sair do corpo:

“Se quiser ir a uma folia extrafísica, durma sorrindo.

Se quiser ir a um Templo do Astral, durma sorrindo.

Se quiser ir a uma universidade extrafísica, durma sorrindo.

Se quiser encontrar os mestres, durma sorrindo.

Se quiser encontrar um amigo espiritual, durma sorrindo.

Se quiser encontrar Jesus, durma sorrindo.

E se quiser encontrar a galera da Cia. do Amor, então,

Vá sorrindo já, não só na hora de dormir, mas durante o seu dia-a-dia.

E para fazer parte do nosso time, também tem que cantar e escrever.

Pegue o talento que você tiver, e vamos nessa!

Sempre se lembrando do Papai do Céu, o dono de todos os talentos.

É por Ele que escrevemos, cantamos e rimos, felizes da vida.


Cia. do Amor – A Turma dos Poetas em Flor*.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 12 de agosto de 2005).

* Para melhor compreensão dos leitores, reproduzo abaixo a introdução do livro “Cia. do Amor – A Turma dos Poetas em Flor”, onde aponto alguns toques interessantes sobre esse grupo de espíritos tão legais e humanos.

“A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria são poetas e muito bem-humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas também muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.


* * *

Mantive o jeito de expressão dos espíritos, pois não costumo alterar a maneira de expressão de ninguém, como muitos médiuns presos a condicionamentos bolorentos o fazem. Os espíritos são apenas pessoas extrafísicas. Comunicam-se usando as mesmas expressões que usavam quando encarnados, como o caso destes espíritos em questão.

* * *

Os textos da Cia. do Amor selecionados neste livro são bem divertidos e despojados. Como os seus escritos são direcionados para a população urbana, e eles não têm a menor pretensão de se passarem por sábios espirituais nem estão compromissados com nenhuma linha espiritual em particular, os seus toques são sempre cheios de galhardia e visam espetar o raciocínio das pessoas com tiradas criativas e bem-humoradas. O leitor mais atento e despojado de “bitolas doutrinárias” notará sérios questionamentos embutidos em suas brincadeiras. Muitas vezes, é brincando que se dizem as verdades mais sérias.

* * *

O objetivo dessa obra está bem claro: falar de temas espirituais dentro do contexto normal das pessoas e sem cabrestos doutrinários de qualquer espécie. Mas que os leitores não se iludam com a simplicidade da abordagem dos temas: aqui há toques profundos revestidos de fina ironia e palavreado simples portando questionamentos inteligentes e criativos.

Confesso que invejo sadiamente o jeito brilhante que esses caras têm de escrever sobre a espiritualidade, a forma como eles temperam temas profundos com pitadas de bom humor e o clima sacana com que eles jogam com as palavras em meio aos temas espirituais pertinentes.

Penso que o estilo deles não irá agradar aos leitores mais acostumados com mensagens de cunho espiritual mais religioso. Porém, esse trabalho não é direcionado para esse público em particular. O seu objetivo é bem outro: aqueles leitores que buscam uma espiritualidade despojada de qualquer peso doutrinário, principalmente aqueles de mente universalista e coração sensível à inteligência e a criatividade além dos limites convencionais.

Agradeço a esse grupo de poetas e cronistas extrafísicos pela oportunidade de participar como elemento interdimensional na passagem de seus escritos do Astral para a Terra.

A todos os leitores, Paz e Luz.”

Para maiores detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro "Cia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor" (Edição independente - Wagner Borges), e sua coluna no site do IPPB: www.ippb.org.br

OBS. : Não resisto à tentação e coloco aqui mais um trechinho da Cia do Amor:

“No bar do ego,
O barman é a arrogância;
O cliente é a vítima imbecil
E o drinque é pura baixaria".

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