LIGAÇÃO COM A MÃE TERRA

No espaço flutua uma bola gigantesca,
Contornada por espaços brancos e
Tingida em quase a sua totalidade de azul celeste.
(Mas quem saberá as cores reais dela?)
 
As estrelas passeiam em volta dela e
O Sol aquece todas suas múltiplas faces,
Da mais concreta a mais sutil.
Os cometas entram em sua órbita.

As naves interdimensionais do Amor
Emitem na rota de inteligência
Da Mãe Terra sinais de vida
Da eternidade daqueles que habitam
Outros globos e dimensões.

Lá embaixo dela,
Na floresta,
Os índios, pés descalços,
Marcham a Dança da Vida.
(Quem sabe o que se passa
Em seus corações tão humildes?)

Lá embaixo homens meditam
Em cavernas geladas.
E seus corpos vibram e se aquecem
Com o calor da Bola Gigante Azul.

Nas cidades homens correm de lá para cá.
Perdidos em mundos e mundos de ilusão.
Coitados, são estrelinhas choronas,
Pois não emitem luz...

O que querem, afinal, da Mãe Terra?
Ficarão contentes com sua destruição?
A mesma Mãe que lhes deu os corpos,
A mesma Mãe que lhes deu a floresta,
A mesma Mãe que lhes dá a kundalini (1)...

E rotações e translações acontecem,
Independente da vontade da humanidade...
Mas neste momento,
O Universo parece parar o movimento imóvel
Para observar aquela criança...

Ela chora...
Um anjo do Senhor flutua ao seu redor
E, cuidadosamente, recolhe
Aquela lágrima pura,
Cheia de amor e inocência...

A meiga criança tinha visto uma
Foto da Mãe Terra e das estrelas
Que habitam em sua volta,
Em um documentário da TV,

Sozinha, à noite, em seu quarto.
Correu para a janela de seu coração
E viu, intuitivamente, a beleza
Que todos carregam dentro do peito...

O Gigantesco Amor da Mãe Terra,
Que abriga a todas as estrelinhas
Que estão agora andando por
Seu Solo Sagrado.

Mas que um dia serão enfeites,
No Céu Estrelado e Divertido do Amor...
E lembranças para outras estrelinhas
Que estiverem aqui embaixo...

E aquele anjo,
Voando nos corações
Dos que amam e não amam,
Abre sua mão para a humanidade

E, suavemente, lança o pó de lágrima
Daquela criança-estrela
Sobre toda a Mãe Terra...

E uma doce e tenra canção
Se faz ouvir nos quatros quantos
E em todas as dimensões da Mãe Terra:

“As estrelas do Criador
Nunca se apagam.
E levam sempre, para sempre,
A Mensagem Definitiva:
Somos estrelinhas do
Deus Pai-Mãe Criador...

Somos todos irmãos de Luz,
A festejar o Eterno reencontro
Do Amor Incondicional!”

(Esse texto é dedicado a minha amiga Solange, do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB.)


- Washington da Silva -

- Notas:
1. Kundalini (do sânscrito): Literalmente "enroscada". Trata-se da energia oriunda do centro do planeta e que flui de baixo para cima, entrando pelas plantas dos pés do ser humano e aninhando-se na base da coluna, sede do chacra básico, por onde ela interpenetra o sistema de nádis (condutos sutis de transporte energético pelo sistema psicofísico). Por metáfora, os antigos hindus passaram a chamá-la de "fogo serpentino" (enroscada como uma serpente de fogo num bastão, no caso a coluna vertebral) e criaram diversos métodos iogues para domínio e ascensão dessa energia poderosa oriunda da Mãe Terra.

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