ENSINAMENTOS DO IOGUE IYENGAR - por B. K. S. Iyengar

“Assim como um rio caudaloso, adequadamente dominado por represas e canais, cria um vasto reservatório de água, evita a fome e fornece energia abundante para a indústria, do mesmo modo, a mente, quando controlada, fornece um reservatório de paz e gera energia abundante para o enaltecimento da humanidade.”

“O iogue compreende as faltas dos outros, ao identificá-las e estudá-las primeiro em si mesmo. Esta auto-análise ensina-o a ser caridoso com todos.”
 
“A ignorância não tem um começo, mas tem um fim. Há um começo, mas não há fim para o conhecimento.”

“Quando as águas do amor fluírem através das turbinas da mente, o resultado será a força mental e a iluminação espiritual.”

“No verdadeiro amor não há lugar para o ‘eu’ e o ‘meu’. Quando o sentimento do ‘eu’ e do ‘meu’ desaparece, a alma individual atinge sua maturidade.”

“Não é só porque um homem é vegetariano que ele necessariamente deixa de ser violento por temperamento, ou se toma um iogue, embora a dieta vegetariana seja necessária à prática da ioga. Tiranos sanguinários podem ser vegetarianos, mas a violência é um estado de espírito, não uma questão de dieta. Reside na mente humana, e não no instrumento que o homem tem nas mãos. Pode-se usar uma faca para cortar uma fruta ou para matar um inimigo. A culpa não é do instrumento, mas de quem faz uso dele.”

“Há dois tipos de ira (krodha): uma que rebaixa a mente, ao passo que a outra leva ao crescimento espiritual. A raiz da primeira é o orgulho, que enfurece a pessoa quando preterida. Isso impede que a mente veja as coisas na proporção devida e toma o julgamento falho. O iogue, por outro lado, enfurece-se consigo mesmo quando sua mente se rebaixa ou quando todo o seu conhecimento e experiência não o impedem de agir insensatamente.”


(Texto extraído do livro “A Luz do Ioga” – B. K. S. Iyengar – Editora Cultrix.)

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