ALGUMAS CONSIDERAÇÕES PROJETIVAS E ESPIRITUAIS

(Texto Postado Originalmente na Lista do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)


Olá, pessoal.

Estou escrevendo agora, às 06h da manhã. Perdi o sono e vim aqui para o computador registrar algumas considerações interessantes, que, talvez, sejam úteis para a reflexão de vocês.

Normalmente, domingo é um dia bem tranqüilo e dedicado ao meu descanso, fico em casa namorando, curtindo a filha caçula (a cada 15 dias), vendo futebol, escutando música e me deliciando em não ter nenhum compromisso. Isso porque 6ª feira (dia de palestra pública) e sábado (dia de cursos intensivos, das 14h às 21h) são dois dias muito cansativos, devido ao fato de falar por muitas horas, aliado ao desgaste físico e psíquico de tal atividade (leia-se lidar com as energias de muitas pessoas, físicas e extrafísicas).

Então, domingo sempre foi um dia em que tirei para o descanso físico e psíquico (salvo as exceções, que ultimamente estão ficando muito freqüentes, de participar de eventos aos domingos). Porém, de uns dois meses para cá, praticamente todos os domingos, por volta das 20h, tem acontecido o seguinte: sou tomado por uma forte sonolência (claramente mediúnica), e a minha namorada também, mesmo que estejamos bem descansados. É um sono irresistível, daqueles em que nem se consegue concatenar os pensamentos para resistir a ele. E, lastreado por anos de experiências mediúnicas, me rendo e vou para a cama, onde apago inapelavelmente em segundos.

E nesse período de sono, por volta de três horas, rolam diversos trabalhos extrafísicos, onde funciono mais como doador de energias, para os amparadores (1) lidarem com entidades mais densas na assistência. Às vezes, esse trabalho se prolonga pela madrugada, mas sempre desperto por volta das 23 horas.

Talvez essa atividade dominical (verdadeira hora extra... hehehehe) esteja ligada ao fato de que nos últimos dois meses tenho ocupado a 2ª feira dando aula em diversos lugares. É que, normalmente, tiro as noites de 2ª feira para estudar e ficar quieto comigo mesmo, numa introspecção criativa e necessária para renovação do psiquismo e das energias.

Para vocês terem uma idéia (e até para alguns amigos pararem de me cobrar presença mais próxima), nessa última semana eu estava dando palestra na 2ª feira num centro espírita no bairro de Santana, na 3ª feira em Jundiaí, na 4ª feira em Serra Negra, na 5ª feira viajei de ônibus de volta para Sampa, e logo a seguir corri para fazer o programa de rádio lá na Av. Paulista; na 6ª feira, palestra no IPPB, e no sábado participei do evento ufológico no IPPB, também como palestrante.

E nesse domingo, que era dia de folga, novamente rolou um lance de assistência espiritual, dessa vez muito importante, pois envolve vários de vocês, que também estavam projetados no mesmo. Por isso estou escrevendo aqui na lista.

Diga-se de passagem, não costumo escrever todos os relatos projetivos, praticamente diários, há muitos anos, por considerá-los comuns demais: volita (2) aqui, vê um espírito acolá, exterioriza energia, faz a desobsessão extrafísica num lance, no outro está no umbral com os amparadores, em outro instante está numa colônia extrafísica; uma catalepsiazinha básica numa noite, um ballonemant (3) no meio da madrugada, um estado vibracional na hora de acordar, e por aí vai... faz parte do contexto de um projetor regular e que faz parte de uma equipe extrafísica (ou seja, não tenho tempo de ficar vagando por aí, e até o domingo está entrando na parada).

Bom, vamos ao relato.


* * *
Das 08h às 23h dormi feito pedra.

Levantei-me, fui ao banheiro, tomei água, li um pouco e deitei-me novamente, por volta das 23h30min. Dessa vez, mal deitei e vi duas mãos extrafísicas aplicando-me passes energéticos. Imediatamente fiquei cataléptico. Na seqüência, o psicossoma (4) se soltou um pouco para cima do encaixe com o corpo, com a parte inferior mais elevada do que o resto. Então, espocou um clarão dentro de minha testa, e aí apaguei na hora.

Quando despertei, estava projetado em pé num ambiente de recepção de pessoas recém-desencarnadas. O local era uma salão bem amplo e estava cheio de gente: vários amparadores dando passes e conversando com o pessoal recém-chegado. E a toda hora chegava mais gente...

Em dado momento, uma amparadora (por sinal, muito bonita e agradável) veio e conversou comigo. Identificou-me como projetor e me disse que eu estava ali para observar e aprender. Deu-me liberdade para conversar e transitar por onde eu quisesse. E ainda explicou-me que aquele lugar era específico para adaptação da galera após o descarte do físico. Segundo o que ela explanou, ali só estavam pessoas em boas condições espirituais, independentemente do tipo de morte, mas a maioria parecia ter desencarnado em acidentes violentos (não que parecessem queimados ou estropiados, eu é que sabia disso por intuição direta).

Ela ainda explicou-me que o pessoal desencarnado em condições precárias ficava em outro setor, num nível energético mais denso. E disse que esse pessoal dava muito mais trabalho na adaptação, seja porque não aceitavam a idéia de terem mudado de plano, seja porque estavam ligados a obsessores terríveis, que, mesmo de longe, ainda emanavam energias pesadas na direção de suas vítimas, dificultando o trâmite das mesmas.

Depois, ela foi atender alguém e me deixou totalmente à vontade no ambiente. Andei por ali, também apliquei passes e conversei com vários espíritos. Vi os amparadores ensinando o pessoal a se desvincular das idéias do passado. A técnica deles era fazer o pessoal pensar em determinadas cores e figuras projetadas mentalmente (ou seja, visualização criativa). Daí aproveitei e comecei a realizar os exercícios sugeridos. E fiquei surpreso com a ativação daquelas cores no frontal. Particularmente, a visualização de uma esfera branca brilhante em meio a uma atmosfera rosa pulsante me aumentava a lucidez e a energia. Também a cor verde clara.

No ambiente havia um aparelho extrafísico, uma espécie de máquina com um pequeno apêndice para fora dela. O pessoal encostava a paratesta (testa extrafísica) ali e pensava nas cores, e o tal aparelho mensurava a intensidade da concentração mental deles. Fui lá e fiz o teste também. Pensei em coisas boas e enviei mentalmente aquela luz rosa e branca, como se soprasse mentalmente a energia por dentro do apêndice. Imediatamente o mesmo se iluminou amplamente, e a tal máquina começou a emanar um som estranho, como um tipo de alarme de saturação. Daí aquela amparadora veio e explicou-me que o aparelho só estava calibrado para a monitoração de desencarnados e que, além de eu ser encarnado, o meu grau de concentração era muito acima da média do pessoal dali. Também me disse que as energias coloridas emanadas ali eram direcionadas posteriormente para a assistência extrafísica em outros ambientes mais densos.

Logo depois, ela me disse que era hora de sair dali e ir observar o nível mais denso daquele local, onde a assistência era bem pesada. Então, segurou em minhas paramãos (mãos extrafísicas) e concentrou-se. Em instantes me senti atravessando uma espécie de piso de madeira, para baixo, e me vi num ambiente lotado de gente desencarnada com o psicossoma refletindo o estado mental confuso delas. Vários espíritos pareciam dementes, outros estavam aparentando queimaduras horríveis, e outros estavam meio que deformados e em farrapos. É incrível o poder da mente sobre a plasmagem automática das formas no corpo extrafísico. O que a pessoa imaginar ou pensar de si mesma, imediatamente estará estampado no seu veículo astral, como uma duplicata exata daquilo que se pensou.

Pois é nesse ponto do lance que entram alguns de vocês.

Ao prestar atenção ao ambiente, vi vários de vocês lá, aplicando passes no pessoal junto com os amparadores. Fiquei contente de ver o fruto do estudo projetivo de vocês surtindo efeito para o bem dos outros. Vi a Elza, que estava com os olhos brilhando muito, a Júlia, sua filha, com a qual conversei um pouco depois, ali mesmo; vi o Vítor e o Samuel, e mais algumas pessoas do grupo, das quais não me lembro agora.

Para cada pessoa do grupo que eu via, se abria em torno da aura dela coisas do passado de outras vidas, e daí eu falava algo, como se orientasse a cada uma de acordo com a visão que era projetada em frente a mim. E o incrível era que dava para ver até mesmo o momento do desencarne de outras vidas, pois o psicossoma revela os registros inseridos no corpo mental, por repercussão direta.

Maravilhado, vi que cada pessoa do grupo que atendia a galera desencarnada carente, estava, na verdade, desintoxicando de si mesma as formas mentais de desencarnes passados em situações parecidas com a deles.

Também pude ver que várias pessoas do grupo já se conhecem de outras “encadernações”, ou do período extrafísico entre as vidas. E algumas delas, como o Vítor, o Samuel, a Cláudia (esposa do Guido), a Júlia e a Elza, que são mais próximas no momento, são conhecidas minhas de antes.

Depois, pude ir até cada um e conversar sobre o que tinha visto, como orientação. Pena que não me lembro de todos, mas sei que o conhecimento disso ficou gravado profundamente em alguma parte deles. De toda forma, o mais importante não é a lembrança em si, mas o benefício da atividade extracorpórea, que poderá surgir como bem estar e alívio, além de renovação consciencial e energética na vigília, mesmo que não se saiba sua origem no momento.

Lembro-me de que abracei cada um, como amigos espirituais e humanos, e que havia um clima amistoso e de cumplicidade sadia naquilo, sem nenhuma outra conotação. Parecíamos amigos desencarnados que se encontram numa atividade em conjunto no Astral. E a qualidade das energias não deixava dúvidas da afinidade existente. Inclusive, vale mencionar que senti (sem ver) a presença de uma consciência extrafísica sediada num nível superior, que talvez tenha sido o mentor por trás desse encontro extrafísico.


Logo depois, a mesma amparadora de antes (maravilhosa! Quando eu desencarnar, quero me casar com ela... hehehehe) me disse que era de hora de partir. E aí, nem deu tempo de pegar o paratelefone dela, pois fui puxado rapidamente para o corpo físico, com aquela clássica sensação de estar caindo de grande altura para dentro do corpo físico. Imediatamente abri os olhos físicos e vi a hora: 01h30min – duas horas haviam se passado, desde o momento em que me deitei pela segunda vez.

As lembranças estavam intactas em minha mente. A mesma luz rosada estava brilhando dentro de minha testa. Somente não me lembrava de todas as pessoas do grupo com quem estivera.

Levantei-me da cama e fui para o sofá da sala. Comecei um trabalho de energia, para aproveitar a repercussão daquela luz no frontal. E aí, vi as mesmas duas mãos extrafísicas de antes me aplicando passes. Dessa vez pude ver quem era o amparador: tratava-se de um médico extrafísico, conhecido de longa data, de muitas outras projeções assistenciais, desde a época em que eu morava no Rio de Janeiro.

Ele sorriu e me disse telepaticamente: “Agora vamos ajudar os outros colegas do grupo que não estavam por lá. Eu vou projetar a imagem deles em sua tela mental, junto com as imagens do passado que precisam ser desintoxicadas. Daí você projeta essa luz na intenção deles.”

Na seqüência, vi os rostos de vários de vocês, alguns eu conheço do grupo, mas sequer sei o nome (são 140 pessoas, e não dá para saber o nome de cada um, mesmo reconhecendo pelo rosto. E outros são aqui da lista, que, mesmo longe, são conhecidos pelos amparadores), outros eu conheço mais, até por privar de amizade bem próxima. Naturalmente que não interessa o fato em particular para cada um, mas sim o benefício espiritual invisível aplicado a favor do bem de vocês.

Contudo, como forma de alerta e, também, para baixar o ego, posso dizer que vi muitas confusões e violências rolando no passado da maioria (não estou julgando, só relatando, como toque lúcido e amigo).

Fiquei mexendo com as energias por uma meia hora, até quando o amparador me acenou em despedida, sumindo logo a seguir. Daí fui deitar novamente e finalmente pude dormir tranquilamente, sonhando muito até o raiar do dia.

E aqui estou eu, escrevendo esses lances projetivos e anímicos-mediúnicos na manhã que se inicia. Espero que tudo isso seja bom e útil para o progresso de vocês, humano e espiritual.


* * *


Antes de finalizar esses escritos, deixo na seqüência alguns toques de discernimento nos estudos espirituais, extraído de minha própria observação e experiência. Lembro a todos vocês que não sou mestre de ninguém nem sei tudo, mas estou nessa trilha espiritual há bastante tempo, e por isso já vi e vivi muitas coisas. Algumas delas me ensinaram coisas básicas dentro da espiritualidade, que poderão servir de reflexão para qualquer outro estudante e participante da senda espiritual, seja de que linha for. Vamos lá.


1. Participar de uma atividade espiritual, seja onde for, sozinho ou acompanhado, com honra, qualidade, discernimento, amor e alegria, é muito importante para o progresso de cada um.

2. Os amparadores extrafísicos conhecem profundamente o histórico de cada um. Eles não são deuses nem mestres, são apenas caras legais que dão uma força muito grande para todos aqueles que trabalham dignamente.

3. Ninguém é perfeito! Temos defeitos e qualidades. Vamos tentar diminuir as encrencas e aumentar as qualidades?

4. Espiritualidade não é doutrina, é estado de consciência, íntimo e intransferível. Tem a ver com “SER” (em sânscrito: SAT). “Ter”, é outra história (coisa do ego; em sânscrito: aham).

5. Quando há a sintonia adequada, permeada pelo amor, as distâncias desaparecem. Para aqueles que estão longe, pelas circunstâncias de vida, o espaço entre as coisas e os seres parece muito grande. Contudo, para aqueles que comungam da mesma sintonia de objetivos sadios, a afinidade espiritual dissolve a noção de espaço e une as consciências no mesmo amor.

6. Saudade dói! Mas, falta de discernimento e amor dói mais.

7. Os amparadores ajudam a todos, de forma incondicional, e jamais julgam alguém. Mas, eles não são otários nem estão aí para paparicar as pessoas.

8. Nesse mundo caótico, vale a pena o estudo espiritual sadio. É ele que dá forças para segurar a barra. É ele que nos lembra da lucidez, mesmo em meio à loucura diária.

9. Mesmo em meio às dificuldades, jamais desistam da trilha espiritual. Seja onde e com quem for, é a melhor coisa a que alguém encarnado pode se dedicar, pois as repercussões disso ocorrem em vários planos ao mesmo tempo. A espiritualidade é interdimensional.

10. Lute tenazmente contra os desejos de vingança e os arroubos emocionais do ego. Livre-se disso!

11. Aumente sua auto-estima.

12. Não tente ser mestre ou santo. Isso é difícil demais. Que tal tentar algo mais próximo de sua realidade interna? Algo como tentar ser você mesmo, melhorado a cada dia, passo a passo?

13. Se quiser ser discípulo de alguém, então, seja discípulo do mestre bom senso.

14. Não dobre os joelhos para orar. Dobre o ego!

15. Eu existo. Vocês existem. Nós existimos. Vamos agradecer?

16. Viver é uma maravilha! Vamos valorizar isso?

17. Não acredite em vida após a morte, TENHA CERTEZA!

18. Dê um jeito de ser feliz, aqui e agora!

19. O primeiro passo para ajudar a humanidade é estar bem consigo mesmo.

20. Seja feliz, dentro e fora do corpo.



P.S.: Uma hora dessas eu despertarei projetado de vez num ambiente legal do Astral. Não sei o dia nem a hora. Quando isso acontecer, não me procurem no extrafísico. É que estarei em lua-de-mel com aquela amparadora. Hehehehehe...

Um abraço a todos.


- Wagner Borges, sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, e que se sente muito bem e feliz, cheio de energia e boa vontade de crescer, com as projeções que faz para fora do corpo físico.
E isso tudo sem perder de vista as coisas boas da vida na Terra nem o bom humor.

São Paulo, 28 de junho de 2005.


(Esse relato projetivo foi postado na lista interna do grupo do IPPB, mas estou disponibilizando-o em aberto para todos, pois o mesmo poderá ser útil para outros grupos de estudantes sobre os temas projetivos).

1. Amparadores extrafísicos: guias espirituais, mentores extrafísicos, protetores astrais, auxiliares invisíveis, aliados extrafísicos, benfeitores extrafísicos.

2. Volitar: voar.

3. Ballonement (ou ballonemant): dilatação da aura, sensação de estufamento energético na aura.

4. Psicossoma (do Grego: "Psique": "Alma"; e "Soma": "Corpo"): Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia). Sinonímias: "Corpo espiritual" (Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44) - "Corpo astral" (do Latim "Astrum": "Estrelado" - Expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente) - "Perispírito" (Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França) - "Corpo de luz" (Ocultismo).

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