BUDDHI

Outro dia, pesquisando o maravilhoso "Glossário Teosófico", de Madame Blavatsky (Helena Petrovna Faer Blavatsky;1831-1891; fundadora da sociedade teosófica e incomparável ocultista), deparei-me com o significado do termo sânscrito "BUDDHI".

Sua tradução* esotérica é: "Buddhi é o eu espiritual, intelecto, entendimento, conhecimento, intuição, discernimento, razão; o poder pensante por si só, independente das impressões vindas do exterior; a faculdade de julgar, discernir e resolver; a potência que transforma em conceitos claros e perfeitos as impressões procedentes dos sentidos".


BUDDHI

Outro dia, pesquisando o maravilhoso "Glossário Teosófico", de Madame Blavatsky (Helena Petrovna Faer Blavatsky;1831-1891; fundadora da sociedade teosófica e incomparável ocultista), deparei-me com o significado do termo sânscrito "BUDDHI".

Sua tradução* esotérica é: "Buddhi é o eu espiritual, intelecto, entendimento, conhecimento, intuição, discernimento, razão; o poder pensante por si só, independente das impressões vindas do exterior; a faculdade de julgar, discernir e resolver; a potência que transforma em conceitos claros e perfeitos as impressões procedentes dos sentidos".

Ao observar a explicação dada no livro, percebi intuitivamente que Buddhi é muito mais do que um termo sânscrito de significado bonito e esotérico. Buddhi é um mantra de iluminação espiritual!

Ao perceber isso, entrei em um estado alterado de consciência, e lembrei-me de já ter estudado profundamente o Buddhi em outra existência, quando fui um iogue (século 19). Disposto a resgatar aquele conhecimento do fundo da "memória espiritual", abri a mente e aprofundei o Buddhi em mim mesmo, à guisa
de mantra no chacra frontal.

O efeito disso foi surpreendente: surgiu uma luz branca fluorescente no centro da minha testa, envolvendo-me completamente. O "espaço mental ", com suas imagens naturais, desapareceu e só restou aquela luz branca. Mergulhei naquela brancura suave e entrei em uma expansão da consciência. Deslizei naquele oceano branco de serenidade absoluta e me dissolvi no êxtase espiritual.

A luz branca era eu mesmo, era minha própria essência espiritual e, ao mesmo tempo, era o Universo, eram todos os seres, era tudo! EU ESTAVA EM CASA**.

Era amor e consciência pura no TODO.

Lentamente, aquele estado consciencial foi passando e voltei à vigília física normal. Estava agradecido ao TODO (Brahman, Deus) e preenchido de "Amor Lúcido".

* * *

Pouco depois, surgiu um dos amparadores hindus e me deu a seguinte explicação:

"Buddhi é a origem e causa da perfeição em si mesmo; os poderes divinos sob o comando da razão; é a alma da vontade que impele o ser ao objetivo escolhido; é a força de caráter que leva o ser à plena consecução de sua tarefa no mundo.

No dizer dos rishis (sábios) que compilaram os "UPANISHADS"***, Buddhi é a força espiritual que permeia o coração e é também a chama espiritual, o sol interno, que vivifica e leva o ser na rota do SOL DE TODOS: BRAHMAN!

* * *

A essa altura, o leitor deve estar curioso a respeito da concentração de Buddhi no chacra frontal. Sabendo disso, descreverei uma prática simples para se fazer em casa. Porém, advirto sobre uma coisa: essa prática só deve ser feita por pessoas em boas condições psicofísicas.

Quem é muito medroso, fanático ou desajustado psiquicamente deve abster-se de práticas espirituais e buscar uma terapia psicológica adequada.

PRÁTICA DE BUDDHI (para elevação consciencial):

Sente-se confortavelmente em um ambiente tranqüilo e feche os olhos (se possível, ouvindo uma música inspiradora). Leve a atenção para o centro da testa. Visualize mentalmente, a partir desse ponto, cerca de 50 centímetros à sua frente, a palavra BUDDHI escrita horizontalmente, com letras douradas.

Enquanto observa a palavra flutuando à sua frente, repita mentalmente (sem mover os lábios ), com grande paciência, como se sua "voz mental" estivesse na testa, o mantra: BUDDHI, BUDDHI, BUDDHI...

Mantenha a concentração sem se dispersar, porém, sem "forçar a barra" mentalmente. Seja firme na vontade, mas suave no fazer. Medite profundamente no significado de BUDDHI. Permaneça assim por cerca de três minutos.

Após esse tempo, atraia lentamente em sua direção a palavra que está flutuando à sua frente. Interpenetre-a em sua cabeça; isto é, faça a palavra BUDDHI (dourada) atravessar sua testa e parar no centro de sua mente. Fique com ela aí, enquanto repete mentalmente: BUDDHI, BUDDHI, BUDDHI...

Tempo total do exercício: 6 a 8 minutos.

Observações:

• Faça esse exercício ao menos três vezes por semana.

•Tenha muita paciência e perseverança, pois o tempo para um resultado efetivo varia de pessoa para pessoa.

• Esta prática melhora a concentração.

• Experimente fazer esta prática na hora de deitar, pois ela pode criar ótimas condições preliminares para uma projeção consciente.

• Podem ocorrer algumas repercussões energéticas na testa e na cabeça. Veja algumas: pulsação na testa, pulsação nas têmporas, ardência na testa, formigamento na testa ou na cabeça, sensação de diluição no topo da cabeça (chacra coronário), como se a parte superior estivesse aberta, sensação de vácuo nos ouvidos, dilatação da aura (ballonnement) da cabeça, sensação de intumescimento energético da testa, pulsações no centro da cabeça (devido à dilatação da aura da glândula pineal), zumbidos no interior do crânio e sensação como a de um "vulcão de luz" no topo da cabeça.

• Lembre-se dos amparadores na hora de fazer essa prática.

• Não faça uma prática espiritual com motivos levianos.

• Se o leitor não sentir uma "sintonia espiritual" adequada com o BUDDHI, sugiro um outro mantra magnífico: OM. Ele tem várias interpretações esotéricas:

Vibração Cósmica, Verbo Divino, Amor Universal, Poder Supremo, Som do TODO, Voz de Brahman, Mahamantra etc. Porém, prefiro ficar com o significado espiritual dado pelos amparadores hindus: OM é a "SINTONIA ESPIRITUAL DE AMOR COM O DIVINO".

• Lembre-se de que BUDDHI ou OM, tanto faz; o importante é estar bem internamente e unido a tudo aquilo que for positivo.

• Se esta prática lhe fizer bem, procure compartilhar silenciosamente, com a humanidade, um pouco desse benefício; irradie PAZ e LUZ silenciosamente para o bem de todos os seres.

BUDDHI... OM...

PAZ E LUZ!


- Wagner Borges – (Texto extraído do livro "Viagem Espiritual III"; Editora Universalista)

- Notas:
* "Glossário Teosófico" - pág. 91; Editora Ground.
** Espero que o leitor compreenda a minha dificuldade de transcrever para o papel uma vivência espiritual dessa natureza.
*** Upanishads (do sânscrito): é a parte final dos Vedas, as escrituras sagradas mais antigas e importantes da Índia.

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