ESTRELAS ESPIRITUAIS NA TERRA

- Por Wagner Borges – Aqui na Terra, nós parecemos crianças perdidas e choronas. No entanto, somos mais do que imaginamos. Pulsa, em nossos corações, o fogo estelar. Somos viajantes espirituais e pertencemos ao infinito... Não fomos jogados aleatoriamente no orbe.
Estamos aqui porque precisamos aprender muitas lições de vida. Mas, em nenhum momento, deixamos de ser nós mesmos, espíritos eternos. Não estamos perdidos! Um Poder Maior nos colocou aqui. Viemos das estrelas, mas estamos humanos, neste momento. Há uma sabedoria secreta nisso, um mistério em nós mesmos. Às vezes, lembramo-nos espontaneamente dos espaços livres e da luz estelar, e sentimos uma saudade inexplicável. Saudade de algo que a inteligência não entende, mas que o coração sabe. Enquanto uma parte de nós escuta os ruídos do mundo, outra parte nossa, interna e sutil, escuta os ecos da canção universal. No bulício do mundo dos sentidos, uma parte de nós escuta algo, em espírito. Dentro de nós, na câmara secreta do coração, há uma luz sutil que nos guia em todas as jornadas, na Terra e em todos os planos. Ela nos lembra de nossos propósitos e nos diz que estar aqui é muito importante. Ela nos inspira a honrarmos a vida com nossa presença. Não estamos perdidos! Somos um lindo sonho em forma humana. Viemos das estrelas para iluminar o corpo de argila. Estamos aqui por um Bem Maior. Trouxemos a luz do eterno para o transitório. Precisamos resgatar o que somos! Não podemos fugir de nós mesmos - nem negar nossa verdadeira natureza. Somos cidadãos siderais! Não somos brancos, amarelos, vermelhos ou negros. Somos da raça da luz! Não temos idade. Somos mais do que sabemos. Somos viajantes espirituais e nosso lugar é em todo lugar. Todo ser vivo é nosso próximo! Somos irmãos de tudo. E, quando nos conscientizamos da luz eterna que somos, nada é capaz de impedir a irradiação sadia de nossos pensamentos e sentimentos. Parecemos crianças choronas, mas somos centelhas espirituais do Grande Amor. Somos partes de um lindo sonho do Todo. Não nascemos nem morremos, apenas entramos e saímos dos corpos perecíveis. Não podemos ser enterrados ou cremados! Que elemento transitório do mundo poderia destruir o sopro vital do eterno? A verdade é essa: entramos e saímos dos corpos de argila, vida após vida... Não estamos perdidos! Que alegria! Uma parte de nós sabe. Há compreensão intuitiva. Há sabedoria interna. Há amor. Há luz. Tudo isso dentro de nós. E isso não se explica, só se sente... (Esses escritos são dedicados a Francisco de Assis e a Mataji - mentora espiritual dos iogues e trabalhadores espirituais). Paz e Luz. São Paulo, 13 de fevereiro de 2008.

Esse texto foi escrito um pouco antes de uma reunião com a turma do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB.

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