FALANDO DE EXTRATERRESTRES, RISADAS E ABRAÇOS

(Quando os Caras do Espaço Vêm Escutar Música com a Galera da Terra)

- Por Wagner Borges –
(Conferencista, escritor, radialista e consultor da revista UFO)

Saudações, meus amigos de jornada ufológica e consciencial.
Todos nós temos o sonho de um eventual contato extraterrestre e de singrarmos as estrelas e seus mistérios.
O universo exterior nos fascina e isso é compreensível.
Contudo, há um outro universo, tão vasto quanto desconhecido. E está dentro de nós mesmos.
É o universo de nossos corações, sutil e insondável, onde viajam incontáveis sentimentos.
A aventura de descobrir o que viaja dentro de nós é tão importante quanto as descobertas de fora.
E, de que adianta conhecermos as estrelas de fora, se nós não descobrirmos o que anima nossos propósitos, por dentro?
De que adianta conhecermos o infinito material, se o infinito espiritual for um desconhecido para nós?
De que adianta olharmos para o céu, se não vemos o caminho à nossa frente e trombamos com os fatos da vida cotidiana?
De que adianta vermos uma nave e mapearmos de onde ela veio, se nós não formos capazes de mapear nossos caminhos de vida e nem de acertarmos os vôos da nave de nossos corações?
De que adianta encontrar um extraterrestre, se nós não encontrarmos com nós mesmos?
De que adianta falarmos em contato sideral, se não falamos direito nem com nosso vizinho?
De que adianta buscarmos um mestre externo, terrestre ou extraterrestre, se não formos capazes nem de apreciar um pôr-do-sol?
De que adianta falarmos de multiversos, se não somos nem capazes de ver o brilho nos olhos da pessoa amada e nem consideramos que ela é um presente?
De que adianta procurarmos sons no universo, se não somos capazes nem de apreciar uma linda canção e de deixarmos o amor fluir em nós?
Quem sabe não é isso que outros povos do espaço vêm querendo nos dizer?
Que, primeiro, precisamos encontrar a nós mesmos, num contato maravilhoso e inesquecível.
Que a mesma luz que criou as estrelas é a mesma que habita em nossos corações
Que todo ser vivo é nosso próximo e que vale a pena na viver.
Que viver é um privilégio, na Terra ou no Espaço, pois ganhamos a chance de aprendermos tanta coisa...
Que amarmos e sermos amados por alguém é um presente!
Que, quando abraçamos nossos filhos, nossos pais e avós, isso é um evento fantástico!
Que, quando encontramos nossos amigos verdadeiros, isso é uma festa da natureza humana!
Certa vez, ouvi um viajante espiritual dizer que os povos das estrelas admiram muito uma coisa nos humanos: a nossa capacidade de sorrir.
E, talvez seja isso que eles vêm nos dizer, em suas naves reluzentes e interdimensionais:

“RIAM MAIS E ENCONTREM COM VOCÊS MESMOS, PARA QUE NÓS NOS ENCONTREMOS NO MESMO GRANDE CORAÇÃO DA VIDA.”

Sim, talvez eles estejam aqui mesmo, nos observando invisivelmente e torcendo para que nos toquemos de nossos potenciais adormecidos.
Ou, quem sabe, eles apenas estejam aqui pelas nossas risadas e por nossos abraços.
É provável que eles vejam a verdade que anda em nossos corações e o que nos anima na vida. E também devem saber de nossos desejos de singrar os espaços e de conhecer outros povos no infinito.
Talvez até mesmo percebam aquela velha sensação de nostalgia que temos secretamente, aquela saudade de algo indefinível, que remonta às estrelas...
De qualquer maneira, independente de tudo isso, precisamos viajar na nave de nossos corações, com amor e alegria na jornada da vida, da Terra ou do Espaço.
Vamos pesquisar o universo de fora e as inúmeras raças que habitam o infinito, mas, a partir do equilíbrio em nosso universo interno.
Para que, quando fizermos contato real com outros povos do universo, possamos mostrar a eles como amamos aos nossos filhos, nossos pais e avós, e nossos amigos verdadeiros.
Para que eles vejam nossas risadas simples e humanas.
Para que eles venham escutar nossas canções que encantam e embalam os corações sensíveis ao Bem.
Para que eles nos ensinem sobre as coisas estelares, enquanto nós os ensinamos a rir de um monte de coisas daqui mesmo.
Sim, quem sabe eles não estejam aqui, agora mesmo, nos observando interdimensionalmente e pensando na melhor maneira de se apresentar a todos nós da Terra?
Então, enquanto eles decidem quando e como querem aparecer, segundo seus parâmetros e diretrizes cósmicas, vamos escutando algumas canções de amor aqui mesmo, na boa e velha Terra, nossa Mãe a Amiga.
Afinal, de que adianta estudarmos temas interessantes e elevados, se nós não formos capazes de ser felizes com isso, aqui e agora?
De que adianta falarmos da luz das estrelas, se carregarmos ódio em nossos corações?
Meus amigos de jornada ufológica e consciencial, talvez haja naves voando aqui por cima, agora mesmo, imperceptíveis aos nossos sentidos, quem sabe?
Mas, o melhor nós já temos aqui dentro: nossas risadas e nossos abraços*.

- Esses escritos são dedicados aos meus amigos Ademar Gevaer, Marco Antonio Petit e Rafael Cury**, pesquisadores valorosos da Ufologia brasileira e amigos de tantos congressos e de tantas risadas e abraços ao longo dos anos. Assim como as estrelas brilham lá em cima, que seus corações brilhem aqui embaixo, naquela sintonia espiritual que vem do Todo, que está em tudo.
Paz e Luz.
Curitiba, 22 de maio de 2008.

- Notas:
* Ademar Gevaerd é o diretor da Revista UFO, e Marco Antonio Petit e Rafael Cury são co-editores da mesma. 
** Esses escritos foram lidos durante o XI Encontro Internacional “Diálogo com o Universo” – 36º Congresso Brasileiro de Ufologia Científica, realizado em Curitiba, do qual participei mais uma vez como um dos conferencistas. Enquanto eu lia o texto para a turma de 250 pessoas presentes ao evento, deixei tocando de fundo, como trilha sonora, uma coletânea de músicas do excelente vocalista americano Steve Perry (que durante muitos anos cantou na banda de pop\rock Journey).
Obs.: Esse texto será publicado numa das próximas edições da Revista UFO.

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