NAS ONDAS DO DHARMA

(Com Krishna na Senda Espiritual)


Krishna, agora eu sei:

O amor que chegou aqui era Teu. Aquela luz pacífica que desceu no ambiente era Tua.

E a ansiedade que, felizmente, foi embora, era apenas minha.
Agora eu sei: tudo tem seu lugar na economia universal! E quanto maior a ansiedade, maior a angústia, e menores e mais fechados se tornam os caminhos.

E nisso, também está o coração, machucado de tantas patadas emocionais.

E, como um dia Você ensinou: “É loucura permitir que as trevas bloqueiem a expressão do amor no coração!”

Sim, é verdade! Coração sem amor não respira, não troca o ar, não se funde com ninguém e fica miserável mesmo.

Empobrecer o coração é loucura braba! E carregar ódio dentre dele é ferrar o próprio espírito nos campos da ilusão e da dor consciencial.

Por isso, Você sempre falou de dança e alegria e de cumprir o Dharma sem arrogância e sem personalismo banais.

Agora eu sei: Dharma é toda ação cheia de amor e dignidade. É quando o coração se encanta com a canção da vida e louva a luz. É quando as cargas trevosas são dissolvidas pacificamente no trabalho digno, com discernimento e paciência na jornada. É quando as escamas do ego caem e só fica aquela luz serena e alegre, convidando o espírito para a dança com a vida.

Agora eu sei, meu amigo: Não sou mais meu, também sou Teu!

Krishna, valeu!

P.S.: Esse texto foi escrito logo após um trabalho de irradiação de energias com a turma de 120 pessoas presentes na reunião do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. Inspirado pela atmosfera amorosa dos amparadores hindus que apóiam os nossos trabalhos, escrevi esse texto, como forma de registrar as vibrações sadias que esses amigos espirituais emanam para todos. Dias depois, o nosso amigo Adrianus Cafeu, artista e participante do grupo de estudos, fez uma bela ilustração de Krishna. Para quem quiser ver essa figura maravilhosa e inspirada do Senhor de olhos de lótus, basta entrar na minha coluna da revista on line de nosso site, onde a mesma está postada junto com esse texto (é o primeiro da relação de textos que está disponibilizada lá). www.ippb.org.br

Agradecimentos ao Adrianus, por ter disponibilizado e autorizado o uso de sua ilustração. Valeu, meu amigo de dharma!


- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, espiritualista consciente, que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, seja ocidental ou oriental, e que dá uma sorte danada de sentir as energias sutis chegando em seus centros vitais, sempre inspirando-o a grafar idéias sadias nesse mundão de Deus.
São Paulo, 05 de outubro de 2005.

* Dharma (do sânscrito): dever, missão, trabalho, programação existencial, meta elevada, ação virtuosa, mérito, benção, atitude sadia, ação digna na senda, espiritual e humana.

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