TERRESTRES E EXTRATERRESTRES – IRMÃOS NA GRANDE LUZ

- por Wagner Borges - Um dos grandes sonhos da humanidade é o de viajar para além da Terra... Conhecer as estrelas e desvendar os mistérios siderais. Porém, o homem mal conhece a si mesmo. Quer viajar para fora do planeta, mas, sequer descobriu como viajar por dentro de si mesmo. Atualmente, fala-se muito de Multiverso e de tantas outras possibilidades no infinito da vida... Contudo, são bem poucos os que notam os “muitos versos” que se desdobram no Multiverso do coração. O homem é capaz de se admirar olhando para o céu coalhado de estrelas; no entanto, também é capaz de toldar o céu de seu próprio coração com pesadas nuvens de mágoa e incompreensão. Por causa disso, muitos sonham com a descida de divindades, anjos, espíritos, mestres ou extraterrestres, na esperança de que eles tragam a solução para o vazio consciencial de suas vidas.
Porém, de que adiantaria a presença de algum ser celeste, por fora, se o coração do homem for miserável, por dentro? Então, muitos esperam a salvação descer do céu, mesmo que o céu de seus corações permaneça sujo e nublado de medo e egoísmo. Fico pensando que, um dia, quando houver algum contato direto com outras raças do universo, talvez o lance não role do jeito que muitos esperam. Talvez os visitantes estelares venham apenas ensinar aquilo que o coração de cada um já vem tentando dizer, há muito tempo: - É preciso crescer! - Felicidade é um estado de consciência. - A consciência é imortal. - Cada ser é centelha vital do Todo que está em tudo. - Tudo o que vive é seu próximo. - É preciso amar, viver, sorrir e seguir...” Também torço para que esse dia tão esperado chegue logo. Não para que alguém das estrelas me salve de minha própria ignorância, não! Isso é responsabilidade minha mesmo. Mas para que eu encontre brilhando nos olhos extraterrestres, o mesmo brilho que já brilha nos olhos de cada terrestre. Sim, quero ver neles, independentemente de suas formas ou do lugar que venham, o mesmo brilho do Eterno que habita em todos os seres. Quero chamá-los de irmãos queridos, dançar e brincar com eles, como igual. Não quero ser salvo por ninguém! Não é necessário, pois isso é tarefa minha e faz parte do meu aprendizado como consciência viva. E, no final das contas, talvez os nossos irmãos siderais apenas digam: “Segue o seu coração... e seja feliz!” P.S.: Terrestres ou extraterrestres, encarnados ou desencarnados, todos nós viemos da grande luz. O TODO ESTÁ EM TUDO! Paz e Luz. São Paulo, 24 de junho de 2007.

Esse texto foi escrito durante o Seminário Especial de Ufologia, Ciência e Espiritualidade, que ocorreu em junho de 2007, em São Paulo, onde eu fui um dos palestrantes.

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