UM GRANDE AMOR NUM PEQUENO CORAÇÃO III

- por Wagner Borges –
 
As palavras não dizem mais do que um olhar,
E o amor é a coisa mais linda de todas.
No entanto, emoções estranhas podem bloqueá-lo, 
Trazendo dúvida e rompendo a alegria.
O amor não rompe a luz do coração. 
Pelo contrário, faz o peito virar sol. Faz a vida valer a pena!
Torna o olhar luminoso. Faz, do ato de respirar, uma festa vital.
Quem ama sabe que um grande amor não cabe num pequeno coração.
Por isso, transborda de sentimentos bons para outros corações.
E, assim, faz o amor circular... E tudo vira grandeza no brilho do olhar.
Como dizia o poeta, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. 
Sim, tudo vale a pena quando o amor transborda.
Então, algo acontece no coração, que vira sol.
E que palavras poderão descrever isso?
Talvez, só o olhar revele tanto, mesmo à distância, por entre as estrelas.
O olhar do Grande Espírito, Causa da Vida e do Grande Amor,
E que inspira um pequeno coração a transbordar...
Para alguns, o amor é só uma palavra, mas, para quem ama,
É o que faz a vida valer a pena.
Esse amor que não se explica, só se sente...
 
Paz e Luz.
 
P.S.: Esses escritos foram feitos dentro dos estúdios da Rádio Mundial, momentos antes do início do programa Viagem Espiritual**.
 
São Paulo, 30 de Outubro de 2008.
 
- Notas:
* As duas partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB – www.ippb.org.br -, nos seguintes endereços específicos:
Parte I: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5794
Parte II: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5939
** O programa Viagem Espiritual é apresentado todas às quintas-feiras, das 19h às 20h, na Rádio Mundial de São Paulo – 95.7 FM.
Obs.: Enquanto eu finalizava estas notas, lembrei-me de um poema de Fernando Pessoa, o grande poeta português, gênio da escrita, e iniciado nas artes secretas do coração espiritual. Segue-se o mesmo na seqüência.
 
 
 
NÃO SEI SE É SONHO
 
Não sei se é sonho, se realidade,
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sol se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri.
 
Talvez palmares inexistentes,
Aléias longínquas sem poder ser.
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter.
Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez.
 
Mas já sonhada se desvirtua,
Só de pensá-la cansou pensar,
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar.
Ah, nessa terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.
 
Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.
 
- Fernando Pessoa -

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