VIAJANDO NO VENTO EXTRAFÍSICO DA SABEDORIA CELTA

(Alguns Toques do Vento do Mistério Sobre a Imortalidade da Consciência)

- por Wagner Borges -

Quando sopra o vento do mistério, o coração se lembra da sabedoria antiga.
O escritor sente saudade das brumas sobre a campina e dos ensinamentos dos espíritos amigos. Tantas coisas foram vividas ali; tantas coisas foram ditas!
E, quando escuta a música celta, o seu coração viaja e os seus olhos brilham.
Em meio à correria do mundo moderno, ele ainda sente a sabedoria celta correndo pelos seus canais energéticos e ligando-o às linhas vitais do planeta.
Ele sente a graça da vida abençoando sua jornada e saudando-o na luz.
Entre as batidas de seu coração, os espíritos continuam ensinando, pois ainda há muitas mensagens a serem passadas e muitas coisas a serem ditas.
Ele sente o invisível pulsando, pela graça da Presença* e, gradativamente, se tornando visível nas canções, nos escritos e em outros corações sensíveis à beleza da vida.
Na cidade grande, ele olha para os prédios e o céu cinzento e nublado.
Mas ele vê algo a mais: o vento do mistério soprando o invisível por entre os prédios e os homens. E ele poderia jurar que também escuta os espíritos da natureza brincando entre as nuvens e saudando a vida.
Ele olha para os prédios, mas pensa nas montanhas sagradas de outrora. Parte dele se lembra do ar rarefeito e gelado das alturas; e também se lembra do calor das palavras ensinadas pelos mestres espirituais aos iniciados celtas, que valorosamente descerravam os véus da ilusão do ego.
Eles enfrentavam a si mesmos na grande batalha interior, a verdadeira iniciação; aquela, em que morria o ser velho e enferrujado de medo e ignorância, para, logo em seguida, renascer como ser dourado, na luz do conhecimento espiritual aliado ao amor do coração, que saúda a beleza da vida e inspira as canções que tocam a alma.
Ele vê a chuva fininha caindo na grande metrópole, e pensa nas pessoas que choram a passagem de seus entes queridos para o lado extrafísico da vida; em silêncio, ele faz uma prece por elas, enquanto se lembra dos ensinamentos dos espíritos das brumas: “NINGUÉM MORRE!”
Ele não sabe como, mas sente que, agora mesmo, em outros planos da vida, muitas consciências extrafísicas estão soprando suas vozes espirituais no vento do mistério e dizendo: “Escreva por nós. Fale que também sentimos saudades de quem ficou na Terra. A morte da consciência é uma ilusão. O amor não tem fronteiras. A sensação de distância desaparece quando o amor pela vida aumenta. No lugar da tristeza, que surjam novas canções; que novas danças aconteçam em volta das fogueiras festivas; que as pessoas brinquem como crianças, saudando a vida e agradecendo as bênçãos dadas pela Presença.
A melhor forma de honrar os que partiram, é fazer da vida uma linda canção de amor e luz. É viver cada dia como um presente, praticando ações sadias no seio da vida; é ser responsável e criativo, construtivo e generoso; e ser feliz, sabendo que, de outros planos da vida infinita, os seus entes queridos saberão disso e serão felizes também.”
O escritor anota o recado e novamente olha para o céu da cidade; o véu da noite já desceu e está frio. Mas os seus olhos brilham de contentamento, pois ele é capaz de ver e ouvir o que o vento do mistério está soprando por entre os prédios e os homens.
Entre as batidas de seu coração, os espíritos continuam ensinando, pois ainda há muitas mensagens a serem passadas e muitas coisas a serem ditas.

P.S.: Esses escritos são dedicados aos valorosos estudantes espirituais, de todas as linhas, que jamais renegam seu caminho nem desistem dos objetivos sadios, mesmo cercados por diversas dificuldades. Que a Presença continue dando-lhes força de espírito, para que eles cumpram sua jornada com sabedoria e amor.

Paz e Luz.

São Paulo, 20 de outubro de 2006.

Nota: Logo após eu ter feito esses escritos, pensei em copiá-los para o pessoal da palestra pública de daqui a pouco no IPPB. Então, um dos amigos espirituais que me orienta no trabalho, me disse o seguinte:
“Amigo, foi ali, no alto da montanha, onde os iniciados celtas nos ensinaram tantas coisas, que nós conversamos várias vezes sobre a mediunidade, a reencarnação, as saídas do corpo e a espiritualidade.
Era um outro tempo. O ar estava limpo, e nós podíamos ver a extensa campina lá embaixo. Lembro-me que você gostava muito de vê-la coberta pelo manto espesso de névoa. E eu lhe dizia: “aquela névoa porta mensagens, pois os espíritos das brumas estão ali.”
Com olhos de sonhador, você dizia: ‘um dia eu vou poder escutar o que eles dizem!’
O tempo passou e você, hoje, além de escutá-los com o coração, ainda ilumina outras consciências com os escritos que realiza. E, ao fazer isso, os seus olhos ganham o brilho do amanhecer.
Esse mesmo brilho dos nossos olhos de outrora, lá no alto daquela montanha.
Esse brilho dos nossos olhos de agora.
Esse brilho nos olhos de quem lê esses escritos nesse momento.
Esse brilho que inspirou você a iluminar outras consciências.
Esse brilho, nem meu, nem seu, mas do Grande Espírito, que brilha em todos nós.”

Paz e Luz.

São Paulo, 20 de outubro de 2006.

Nota do texto:
* A Presença: metáfora celta para “O Poder Maior Que Gera a Vida”; O Todo que está em tudo!

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