Fomos iniciados juntos.

Subimos e descemos os degraus do templo circundado pelas montanhas majestosas.

A neblina foi testemunha de nossos sonhos e ocultou nossa passagem.

Estudamos e falamos muito sobre honra e lealdade.

Os tambores celtas tocaram nossas almas naquele tempo.

Você ainda escuta a canção de nossos sonhos ecoando pelas montanhas?

Você ainda venera aquela lealdade?

O tempo passou e nós vestimos novas roupas de carne.

Voltamos à prova da vida e da honra.

O amigo de jornadas leais é reconhecido pelas afinidades espirituais.

A neblina é sua testemunha e as montanhas também são suas irmãs.

São suas companheiras silenciosas.

Os tambores celtas tocaram e os monolitos foram consagrados.

Você não se lembra desse tempo, mas seu coração sabe!

Irmão, as pedras do caminho são apenas isso: pedras.

Elas não são suas inimigas, só estão no caminho.

Quem já subiu e desceu das altas montanhas com honra não pode ser bloqueado apenas por pedras circunstanciais e temporárias.

Quem escutou e apreciou a melodia da alma, jamais apreciará os ruídos da mediocridade e nem desistirá de lutar.

Muitas vozes se levantarão contra a honra e conspirarão contra seus propósitos.

Mas, escute os tambores celtas e eles o guiarão na jornada.

A neblina ocultará sua passagem e os monolitos o protegerão.

O tempo passou e vestimos novas roupas de carne.

Subimos e descemos os altos e baixos da vida.

Estamos longe das montanhas, mas estamos protegidos pela honra.

Somos irmãos de jornada e os tambores celtas continuam tocando em nossos corações.

Escute a canção e encontre o caminho...

PAZ E LUZ!

PS: Essa canção é dedicada ao amigo e projetor responsável Sergio Kiss.

- Wagner D. Borges -
São Paulo, 24 de outubro de 2000.

/*



Texto <242><05/11/2000>