Há certas pessoas que nem mesmo sabem fazer algo direito. Suas ações são tão equivocadas que mais parecem simulacros de ação. São fantasmas de si mesmas. São fatiadas o tempo inteiro pelo próprio ego, que as aprisiona às ilusões sensoriais e as arremete de encontro ao reino fantástico de Maya (ilusão).
Os homens transitam pela existência cheios de sonhos e quimeras distantes, deixando com isso de perceber a clara realidade da vida que os chama a todo instante para o justo aprendizado. Passam várias vidas assim, permeados pela ilusão do sentir e com as inexoráveis repercussões cármicas, açoitando-lhes os caminhos.
Buscam a fantasia, mas acabam encontrando a dor. Consomem o tempo com futilidades e acabam perdendo o tempo certo de viver e aprender. São escravos das sensações, sendo facilmente condicionados pelo ambiente cultural em que foram inseridos. São apegados a pessoas, objetos e situações, esquecendo-se de que tudo é transitório e de que a morte um dia vai arrebatar-lhes tudo, exceto o próprio nível de consciência, arrastando-os para dimensões espirituais que não admitem nenhum apego aos condicionamentos ilusórios.
- Os Iniciados -
(Recebido espiritualmente por Wagner D. Borges)
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Texto <39><09/08/1998>