1038 - NAS ONDAS DE LUZ DOS AVATARES – II
(Viajando Espiritualmente no Olhar de Ramakrishna)
Eu olhei em seus olhos...
E vi as estrelas da Mãe Divina.
E o Amor d’Ela transbordava por eles.
E vi as estrelas da Mãe Divina.
E o Amor d’Ela transbordava por eles.
Então, eu me lembrei do seu encontro com Jesus.
De como Ele entrou em seu coração...
E o quanto vocês riram juntos em meio às estrelas.
De como Ele entrou em seu coração...
E o quanto vocês riram juntos em meio às estrelas.
Ah, meu amigo, eu ouvi você cantando a favor do bem do mundo.
E sua canção atravessava os planos, como uma coluna de luz...
Até os corações sofridos, abençoando-os invisivelmente.
E sua canção atravessava os planos, como uma coluna de luz...
Até os corações sofridos, abençoando-os invisivelmente.
E eu também me lembrei do seu encontro com Krishna.
De como Ele o arrebatou nas ondas do samadhi**...
E do quanto você chorou ao tentar contar sobre isso.
De como Ele o arrebatou nas ondas do samadhi**...
E do quanto você chorou ao tentar contar sobre isso.
Ah, eu vi você meditando no Panchavati***.
E as luzes do Céu desciam ali, em seu coração...
Enquanto você absorvia as dores do mundo e as transmutava em bênçãos secretas.
E as luzes do Céu desciam ali, em seu coração...
Enquanto você absorvia as dores do mundo e as transmutava em bênçãos secretas.
Sabe?... Mais do que um mestre, você mais parecia uma criança.
E, no entanto, brotava dos seus lábios a sabedoria perene.
Talvez, você tenha vindo ensinar aos homens que o Divino também ri.
E, no entanto, brotava dos seus lábios a sabedoria perene.
Talvez, você tenha vindo ensinar aos homens que o Divino também ri.
Certa vez, você me disse: “É só o Amor que nos leva...”
E eu concordei e ri, mas sem a profundidade necessária.
Entretanto, hoje eu sei, e o meu coração compreende isso.
E eu concordei e ri, mas sem a profundidade necessária.
Entretanto, hoje eu sei, e o meu coração compreende isso.
Eu vi o seu olhar transbordando de Amor.
Então, os meus próprios olhos também transbordaram na mesma Luz...
E eu me dissolvi nas ondas do samadhi.
Então, os meus próprios olhos também transbordaram na mesma Luz...
E eu me dissolvi nas ondas do samadhi.
Ah, Ramakrishna, eu olhei em seus olhos.
E vi Jesus e Krishna dentro deles, em meio às estrelas.
E eles riram e me disseram: “Você já sabe: sem amor ninguém segue...”
E vi Jesus e Krishna dentro deles, em meio às estrelas.
E eles riram e me disseram: “Você já sabe: sem amor ninguém segue...”
P.S.:
Aqui, no mundo dos homens tristes e sem fé, onde campeia tanta violência, eu me lembro de Ramakrishna. Então, alguma coisa boa desce do Céu e se projeta secretamente por esse mundão de Deus... Um Amor. Uma Luz.
E eu vejo isso, em espírito e verdade, igual a uma criança olhando para o infinito, enquanto o meu coração me diz: “É só o Amor que nos leva...”
Aqui, no mundo dos homens tristes e sem fé, onde campeia tanta violência, eu me lembro de Ramakrishna. Então, alguma coisa boa desce do Céu e se projeta secretamente por esse mundão de Deus... Um Amor. Uma Luz.
E eu vejo isso, em espírito e verdade, igual a uma criança olhando para o infinito, enquanto o meu coração me diz: “É só o Amor que nos leva...”
Ramakrishna, valeu!****
Paz e Luz.
- Wagner Borges – pequena folha espiritualista impulsionada pelo Vento do Supremo...
São Paulo, 10 de agosto de 2010.
São Paulo, 10 de agosto de 2010.
- Notas:
* A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB – www.ippb.org.br -, e pode ser acessada no seguinte endereço específico:
https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5518&catid=62:wagnerborges&Itemid=174
** Samadhi (do sânscrito): "expansão da consciência"; "consciência cósmica".
*** Panchavati: pequeno bosque no qual se praticam disciplinas espirituais, composto de cinco árvores sagradas - uma ashvattha (ou pipal), um baniano, um bel (ou bilva), um amalaki e uma ashoka - plantadas em círculo, de acordo com as indicações das Escrituras, e com um altar no centro. O panchavati do jardim de Dakshineswar foi plantado por Sri Ramakrishna e Hriday.
Para mais informações sobre o Panchavati e de como Ramakrishna gostava de meditar ali, favor ver o texto “Viajando no Céu do Coração do Panchavati” – postado no site do IPPB no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5003&catid=31:periodicos&Itemid=57
**** Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma ideia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore
Obs.: Segue-se abaixo um texto sobre o primeiro encontro de Ramakrishna com Jesus.
* A primeira parte desse texto está postada no site do IPPB – www.ippb.org.br -, e pode ser acessada no seguinte endereço específico:
https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5518&catid=62:wagnerborges&Itemid=174
** Samadhi (do sânscrito): "expansão da consciência"; "consciência cósmica".
*** Panchavati: pequeno bosque no qual se praticam disciplinas espirituais, composto de cinco árvores sagradas - uma ashvattha (ou pipal), um baniano, um bel (ou bilva), um amalaki e uma ashoka - plantadas em círculo, de acordo com as indicações das Escrituras, e com um altar no centro. O panchavati do jardim de Dakshineswar foi plantado por Sri Ramakrishna e Hriday.
Para mais informações sobre o Panchavati e de como Ramakrishna gostava de meditar ali, favor ver o texto “Viajando no Céu do Coração do Panchavati” – postado no site do IPPB no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5003&catid=31:periodicos&Itemid=57
**** Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma ideia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore
Obs.: Segue-se abaixo um texto sobre o primeiro encontro de Ramakrishna com Jesus.
UM ENCONTRO LUMINOSO
“Enquanto eu caminhava sob as árvores, ele surgiu.
A princípio, pensei que ele era um estrangeiro.
Mas, seu olhar sereno não me deixou dúvidas.
Ele veio e cumprimentou-me.
Fiquei paralisado enquanto ele deu um leve sorriso.
Vi em seus olhos um oceano de doçura.
De súbito, ele entrou em meu peito e
Foi para dentro do meu coração.
Instalou-se lá, e eu submergi no mar do samadhi*.
Ele estava em mim e dizia-me que nós éramos avatares do mesmo amor."
A princípio, pensei que ele era um estrangeiro.
Mas, seu olhar sereno não me deixou dúvidas.
Ele veio e cumprimentou-me.
Fiquei paralisado enquanto ele deu um leve sorriso.
Vi em seus olhos um oceano de doçura.
De súbito, ele entrou em meu peito e
Foi para dentro do meu coração.
Instalou-se lá, e eu submergi no mar do samadhi*.
Ele estava em mim e dizia-me que nós éramos avatares do mesmo amor."
Foi assim, que Ramakrishna** contou-me sobre a primeira vez que se encontrou com Jesus. Da mesma forma, conto-lhes agora, do meu jeito.
O que sei é que Ramakrishna e Jesus andam juntos por aí, querendo encher os corações de amor e luz.
O que sei é que Ramakrishna e Jesus andam juntos por aí, querendo encher os corações de amor e luz.
OM TAT SAT!***
- Wagner Borges – espiritualista que não segue nenhuma linha em particular, viajante espiritual bem-humorado, filho da dona Maria Rita e do Sr. Valdemar, que escreveu esse pequeno texto com os olhos brilhando e com a certeza de que muitos leitores sentirão o toque espiritual no centro de seus corações.
P.S.:
Enquanto eu escrevia, rolava aqui no som a maravilhosa música "Oh Life" - faixa 12 do CD "Try Anything Once" - 1993), do músico inglês Alan Parsons.
Enquanto eu escrevia, rolava aqui no som a maravilhosa música "Oh Life" - faixa 12 do CD "Try Anything Once" - 1993), do músico inglês Alan Parsons.
- Notas:
* Samadhi (do sânscrito): "expansão da consciência"; "consciência cósmica".
** Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma ideia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
*** Om Tat Sat (do sânscrito): Tríplice designação de Brahman, O Supremo, O Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo. Como mantra, pode ser usado na concentração e ativação dos chacras.
* Samadhi (do sânscrito): "expansão da consciência"; "consciência cósmica".
** Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma ideia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
*** Om Tat Sat (do sânscrito): Tríplice designação de Brahman, O Supremo, O Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo. Como mantra, pode ser usado na concentração e ativação dos chacras.
Texto <1038><10/09/2010>
