115 - MÃE-LUZ
Porém, um dia a morte convocou-a aos remos invisíveis. Ficamos, então, órfãos de sua presença física, mas não nos esquecemos de seus conselhos. Quantas vezes, no meio de uma daquelas crises vivenciais que todos passam na experiência terrestre, eu não me lembrei do que ela me falava?: "Olha, menino, Deus não está no céu, está em seu coração. Faça o melhor que você puder".
O tempo passou e eu também fui convocado pela morte aos remos invisíveis. Então, uma mudança maravilhosa aconteceu: o que era invisível tornou-se visível, e eu reencontrei minha mãe na "vida além da vida".
Descobri (ou redescobri) com ela tantas coisas importantes:
- A gente não morre, só sai do corpo.
- Nós somos o que pensamos.
- Há vida em todas as coisas.
- A experiência é a grande mestra de todos.
Estou aprendendo coisas incríveis por aqui, mas o que faz meu coração espiritual "dançar de alegria" é saber que coração de mãe "dança com amor sublime" e nunca se esquece dos filhos, seja na terra ou além dela.
Há muitos filhos chorando por aí, e há muitas mães trabalhando por aqui.
Espero que esses filhos leiam esses nossos textos e que seus corações dancem de alegria por saberem que suas mães vivem e amam no coração espiritual da vida além da vida.
- Marcos da Cia. do Amor -
(A Turma dos Poetas em Flor)
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges)
/*
Texto <115><09/05/1999>
