117 - FIM DO QUÊ? - IV
Tenho recebido muitos e-mails sobre fim do mundo isso e por isso tenho abordado o tema, muito embora ache esse assunto uma verdadeira perda de tempo. Não posso furtar-me a emitir opinião sobre um tema que suscita tantas dúvidas e cria tanta paranóia na vida das pessoas.
Acho que se essas pessoas tivessem o bom humor mais ampliado, tudo seria diferente. Nem o mundo acabará e nem haverá resgate algum, contudo, a presença extraterrestre em nosso planeta é certa, não para resolver nossos problemas humanos, mas para real intercâmbio entre povos. É só uma questão de tempo e circunstância, nunca por motivos misticóides.
É óbvio que o planeta passa por umas sacudidelas de vez em quando, um terremoto ali, uma erupção vulcânica acolá, mas sempre como eventos localizados em alguma área específica e sujeita naturalmente à esses movimentos de limpeza planetária. É como se de vez em quando o planeta precisasse "espirrar" ou "sacudir" em algum ponto, com o intuito de liberar pressões variadas. Mas, isso sempre foi assim, não tem nada a ver com apocalípse ou coisas do gênero.
O Japão está situado em cima de um monte de vulcões submarinos. Se um dia afundar, é pura causa e efeito em relação ao ambiente. Na Califórnia, existe a falha de Santo André, que se rachar, acabará com Los Angeles, São Francisco e mais um pedaço do México. O Chile, a América Central, as Filipinas, a Colômbia e vários outros países estão situados em área sujeitas a terremotos. Por isso, alguma coisa pode acontecer, mas isso não significa fim do planeta ou evento místico, apenas é o movimento natural de Gaia.
Quem renasce nesses lugares está sujeito carmicamente a esses movimentos. Isso não é bom ou ruim, é apenas a natureza e seu jeito. Não é ela que precisa ajustar-se ao ser humano, mas justamente o contrário. O homem está agredindo-a há muito tempo e uma hora dessas ela resolve dar uma "sacudida" nesses piolhos humanos tão imaturos e agressivos.
Seja em 1999, 2037, 3087 ou em 5470, precisamos crescer muito. Não existe data marcada para efetuarmos mudanças dentro de nosso coração e nem nenhum livro sagrado que mande em meus pensamentos. Não preciso que uma catástrofe externa me faça crescer, pois já estou convivendo com catástrofes internas tremendas. Todo dia saio na porrada com meu ego e tudo treme dentro de mim, sem que haja terremoto algum.
Há um maremoto de coisas esquisitas criando ondas sombrias nas mentes fracas de discernimento e ondas de confusão nos corações. Estou fora dessa vibração! É por isso que estou sempre contando piadas e rindo bastante, pois minha mente está forte e meu coração está cheio de amor. É por isso que procuro externar opiniões bem claras e objetivas. É por isso que não me aborreço com opiniões diferentes das minhas. E é por isso que dou muitas risadas, físicas e extrafísicas, de um monte de coisas. Sou imortal! E não preciso de extraterrestres (apenas irmãos nossos de outros orbes), catástrofes, livros sagrados, portais místicos ou a opinião alheia para provar-me isso.
A série de textos "Fim do Quê?"* objetiva apenas jogar algumas idéias positivas em cima dessas questões apocalípticas. O único fim em que acredito é o fim da ignorância. E, também, o "finn", marca de adoçante que uso no cafezinho.
Paz e luz!
- Wagner D. Borges -
São Paulo, 25 de março de 1999.
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Texto <117><14/05/1999>
