1170 - FOGO D’ALMA: A CANÇÃO DO CORAÇÃO! - II

Nas ondas do Samadhi*, eu vi um chão de estrelas...
Então, olhei para cima e vi o meu rosto refletido na abóboda sideral.
E, entre o céu e a terra, eu vi Você dentro do meu coração.
E quando Você riu, percebi que todos os seres estavam em Seu Coração.
 
E que miríades de sóis gravitavam em torno do Seu Amor.
Sim, na mesma tapeçaria sideral evoluem os homens e os devas**.
E é Você que faz acontecer a sinfonia dos astros...
A mesma que, quando silencio minha mente, escuto espiritualmente.
 
Porque a música dos astros retumba na câmara secreta do coração...
E chama para o encontro de almas – que está além das palavras.
Ah, Krishna, eu vi Você voando pelo céu do meu coração...
E, acima da linha do horizonte, eu vi o raiar da aurora da consciência.
 
Sim, eu vi o Sol do Samadhi despontando e seguindo a sua trilha...
E quando Você riu, o Amor aconteceu – e eu me dissolvi na Luz.
E as camadas do universo se abriram diante de mim – como o desabrochar das pétalas de uma flor de lótus.
E tudo isso rolou em Seu Coração...
 
Ah, Meu Amigo, eu não sei mais o que dizer.
Porque eu vi que, dentro do Seu Sorriso, os eons de tempo são como átimos de segundo.
Além, muito além dos sonhos, eu vi o Amor acontecendo.
E também escutei a música das esferas espirituais.
 
Fui eu que me dissolvi na Luz?
Ou foi a Luz que se dissolveu em mim?
É, agora, faltam-me palavras, e eu só vejo Você rindo...
E os sóis gravitando em torno – e um chão de estrelas.
 
P.S.:
É, nas ondas do Samadhi, o tempo e o espaço dançam...
E o que fica não se explica - só se sente.
Sim, o que fica: o sorriso de Krishna na gente.
Ah, e um chão de estrelas...
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
Caxias do Sul, 31 de março de 2012.
 
- Notas:
* Samadhi – do sânscrito – expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
** Devas – do sânscrito – divindades; seres celestes; anjos.

 

Obs.: Deixo na sequência a primeira parte desse texto.

 
FOGO D’ALMA: A CANÇÃO DO CORAÇÃO!
 
Existe uma luz no coração...
Um Fogo que nunca se apaga;
Uma Essência Espiritual, calma e turbilhão...
Chama imperecível, estrela na carne.
 
Ó, Luz, Sol do Espírito!
Vida amanhecendo no coração...
Despontando no horizonte de si mesma,
Na grandeza do despertar.
 
A aurora da consciência cósmica...
A Luz que não ofusca;
O Fogo que não queima.
Ó, Luz, Sol do Espírito!
 
O Sol do Samadhi... Om!
Viajando na Luz, sem sair do lugar...
Poucos sentem, poucos compreendem,
Mas, essa Luz está lá, no coração.
 
Amor que não abrasa, só desperta.
Há um Fogo aceso no coração,
Que chama para o imperecível, em silêncio,
Na senda espiritual... Om!
 
Sim, existe esse Fogo sutil, Espírito Santo.
Poucos O sentem, poucos compreendem.
Mas, para alguns que ousaram levantar o véu,
A Luz revelou os arcanos do céu
 
Esse mesmo céu do coração,
Onde o Sol do Samadhi* surgiu.
Onde o Amor não abrasa,
E onde a Luz não ofusca, apenas desperta.
 
O Sol do Samadhi... Om!**
Turbilhão de estrelas, no céu tranquilo,
Ó, Luz, Sol do Espírito!
O iniciado despertou na aurora do coração... Om!
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – neófito do Todo.
São Paulo 18 de junho de 2005.
 
- Notas:
* Samadhi – do sânscrito - expansão da consciência; estado de consciência cósmica.
** Om – do sânscrito - a Vibração do TODO em tudo; o Verbo Divino; o mantra de Brahman, O Supremo.

Texto <1170><03/05/2012>