1221 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. – LI*

Rostos desconhecidos na multidão...
E todos vindos da mesma Luz.
Porque somos todos um!
 
Mais do que imaginamos, estamos juntos.
Em essência, somos cidadãos do universo.
E não importa a cor de nossa pele...
Pois é a mesma Luz que habita em todos nós.
 
Não somos estranhos – ninguém é!
Podemos falar do Todo* com vários nomes...
No entanto, Ele é o mesmo Poder Imanente em todos.
 
Ah, podemos até pregar em Seu Nome.
Porém, isso é diferente de senti-Lo em Espírito e Verdade.
E quem O sente, não doutrina, jamais!
Porque o Amor não força a barra com ninguém.
 
Não somos altos ou baixos – e nem temos idade alguma.
Porém, ligados ao corpo, estamos sujeitos a tudo isso.
E, às vezes, nos esquecemos de onde viemos...
 
Na verdade, não nascemos nem morremos.
Só entramos e saímos dos corpos perecíveis.
Somos muito mais do que lembramos.
Somos consciências espirituais – como sempre...
 
E estamos aqui na Terra por um tempo...
Portanto, respiramos juntos com todos os seres.
Ah, rodamos juntos com o planeta – e nem percebemos.
 
Não somos negros, brancos, amarelos ou vermelhos.
E se matéria é energia condensada, nossos corpos são energia!
Ou seja, somos todos da raça da Luz.
Portanto, além do que achamos, somos todos um!
 
Viemos das estrelas – e a elas retornaremos.
Estamos aqui de passagem – e não é a primeira vez.
E como isso pode ter virado dúvida em nós?
 
Temos escutado demais a nossa mente técnica e cética...
E nos esquecido de nosso coração – fonte do que sentimos.
Por isso, negamos nossa própria natureza celeste.
E ficamos estranhos até para nós mesmos.
 
Contudo, algo em nós nos diz que há muito mais do que vemos, algures...
Sim, algo mais... Um Amor. Uma Luz.
E isso não se explica, só se sente – e nosso coração compreende.
 
P.S.:
Somos todos um!
Somos cidadãos do universo!
Somos estrelas na carne!
Somos algo mais...
Um Amor. Uma Luz.
(Pois o Todo está tudo!)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 13 de novembro de 2012.
 
- Notas:
** Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
*** Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no meu som a coletânea “Classic Hits” – do músico americano Jim Croce (com um estilo de violão e voz semelhante ao de James Taylor e Cat Stevens, que emplacou vários sucessos nas décadas de 1960/1970, e desencarnou jovem, em 1973, num acidente de avião).
Deixo na sequência alguns links do Youtube com lindas canções dele.
- Jim Croce - I Got a Name
- Jim Croce -These Dreams
 - Jim Croce - New York's Not My Home
 - Jim Croce - Lover's Cross
Jim Croce - Operator
 Jim Croce - Next Time, This Time
 Jim Croce - Time in a bottle
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, lembrei-me de um texto escrito no ano de 2005 - e que foi postado em diversas listas da Internet na ocasião. Então, deixo o mesmo na sequência, para enriquecer esse texto de hoje.
 
 
NO BRILHO DAS ESTRELAS...
 
Quando nós olhamos para o espaço sideral, com o coração generoso e a mente aberta, naturalmente o nosso ego curva a cabeça...
E, muitas vezes, admirados com o esplendor do infinito, as lágrimas vêm naturalmente aos olhos.
Olhando para o brilho das estrelas na imensa tapeçaria sideral, muitas vezes nós nos perguntamos: “Quem é o causador de todo esse brilho?”
Olhamos para cima em busca dessa Causa Cósmica Maior...
Mas não vemos nenhum Senhor de barbas longas, lá em cima, condenando os seres humanos a coisa alguma.
Pelo contrário, nós vemos um brilho intenso e zilhões de estrelas piscando na imensidão, como se nos alertassem de que a base da vida é a Luz.
Ao olhar para as estrelas, com o coração generoso, os problemas humanos se tornam pequenos demais, diante de tal grandeza.
Ao olharmos para o espaço sideral, por intuição, tomamos consciência de que, em outros orbes, outras humanidades também estão olhando para as
estrelas.
Em muitos desses orbes foram desenvolvidos recursos que permitem aos seus habitantes singrarem as estrelas com suas naves reluzentes.
Nós olhamos lá para cima, mas não vemos suas naves; no entanto, eles nos vêem e aguardam o despertar da humanidade para parâmetros melhores, para que possa haver um intercâmbio sideral digno.
Em outros orbes, outros homens e mulheres estão olhando para o espaço também. Eles são nossos irmãos e primos siderais.
Eles também se perguntam a mesma coisa: quem será o causador deste brilho?
Então, dentro do coração, inspirado ao olhar para o espaço sideral, nós podemos perceber, entre um sentimento e outro, no espaço interdimensional entre os próprios pensamentos, que existe uma canção sideral, que não é escutada nem percebida pelos sentidos da carne.
Uma canção que ecoa pelas dobras do coração, uma canção de Amor e de Luz...
Ela viaja por entre as estrelas e também dentro de cada um de nós.
A canção da Criação! A canção Estelar!
Uma canção sem som, que inspira, ilumina e que faz pensar na Grandeza Universal.
Ao olharmos para o espaço sideral, com o coração e a mente abertos, as lágrimas vêm naturalmente aos olhos.
Enquanto a canção vai descendo e entrando pelos chacras* - e chegando ao coração... Transmitindo alguma mensagem secreta, que, em um nível consciente, não percebemos; mas, talvez, em um nível inconsciente esteja sendo comunicada alguma idéia nobre, ou algum sentimento elevado que nos ajude pela caminhada da evolução.
Para que nós também, um dia, possamos singrar as estrelas em naves reluzentes. Mas, por enquanto, mesmo chumbados aqui na Terra, possamos pelo menos manter a integração espiritual com esses nossos irmãos e primos siderais, com as estrelas e com o Grande Arquiteto Do Universo.
Que cada um de nós possa, dentro de si mesmo, fazer uma integração sadia, e que essa integração se propague invisivelmente para outras pessoas, em outros lugares...
Nós, aqui da Terra, os habitantes de outros orbes, os extraterrestres que nos visitam secretamente, e quantos mais seres houver na imensidão sideral, todos olham para as estrelas e também se perguntam: “Quem será o causador deste brilho?”
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges -
São Paulo, 02 de fevereiro de 2005.
 
- Nota:
* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico. Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
 

Texto <1221><05/12/2012>