1246 - NAS SENDAS DO MUNDO

- Por André Luiz -

 
Deus, que nos auxilia sempre, nos permite possuir, para que aprendamos também a auxiliar.
 
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Habitualmente, atraímos a riqueza e supomos detê-la para sempre, adornados com as facilidades que o ouro proporciona... Um dia, porém, nas fronteiras da morte, somos despojados de todas as posses exteriores e se algo nos fica sera´ simplesmente a plantação das migalhas de amor que houvermos distribuído, creditadas em nosso nome pela alegria, ainda mesmo precária e momentânea, daqueles que nos fizeram a bondade de recebê-las.
 
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Via de regra, amontoamos títulos de poder e admitimo-nos donos deles, enfeitando- nos com as vantagens que a influência prodigaliza...Um dia, porém, nas fronteiras da morte, somos despojados de todas as primazias de convenção e se algo fica será simplesmente o saldo dos pequenos favores que houvermos articulado, mantidos em nosso nome pelo alívio, ainda mesmo insignificante e despercebido, daqueles que nos fizeram a gentileza de aceitar-nos os impulsos fraternos.
 
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Geralmente repetimos frases santificantes, crendo-as definitivamente incorporadas ao nosso patrimônio espiritual, ornando-nos com o prestígio que a frase brilhante atribui... Um dia, porém, nas fronteiras da morte, somos despojados de todas as ilusões e se algo nos fica será simplesmente a estreita coleção dos benefícios que houvermos feito, assinalados em nosso nome pelo conforto, ainda mesmo ligeiro e desconhecido, daqueles que nos deram oportunidade a singelos ensaios de elevação.
 
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Serve onde estiveres e como puderes, nos moldes da consciência tranquila.
Caridade não é tão-somente a divina virtude, é tambe´m o sistema contábil do Universo, que nos permite a felicidade de auxiliar para sermos auxiliados.
Um dia, nas alfândegas da morte, toda a bagagem daquilo de que não necessites ser-te-á confiscada, entretanto, as Leis Divinas determinarão que recolhas, com avultados juros de alegria, tudo o que destes do que és, do que fazes, do que sabes e do que tens, em socorro dos outros, transfigurando-te as concessões em valores eternos da alma, que te assegurarão amplos recursos aquisitivos no Plano Espiritual.
Não digas, assim, que a propriedade não existe ou que não vale dispor disso ou daquilo. Em verdade, devemos a Deus tudo o que temos, mas possuímos o que damos.
 
(Recebido espiritualmente pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - na década de 1960 – Texto extraído do livro "Estude e Viva" – Edição da FEB – Federação Espírita Brasileira.) 
 

Texto <1246><10/04/2013>