1252 - A VOZ DO MESTRE

Nos dias antigos, quando o ego era robusto, e na época em que o Mestre estava ensinando na Terra, às vezes eu O ouvia... E aprendia!
De outras vezes, eu fingia que ouvia.
É que a mente falava alto, e eu achava que sabia.
Contudo, o tempo passou...
E, um dia, o coração se abriu, e a mente se calou.
E eu novamente ouvi a voz do Mestre no silêncio.
Finalmente compreendi, no coração, o que Ele ensinava.
E Ele apenas me disse:
“Filho, eu sempre estive com você.
Que bom que você despertou.
Venha, o Pai-Mãe de todos nos espera na Luz...”
 
OM Jesus!
 
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, que não é cristão nem coisa alguma, e que continua agradecendo ao Pai-Mãe de todos - O Grande Arquiteto Do Universo, O Grande Espírito -, por todas as chances de crescimento que recebe.
 
- Nota:
Deixo na sequência um texto que escrevi nos estúdios da Rádio Mundial, no ano de 2006, e que enriquecerá esses escritos de hoje.
 
 
JESUS – O SEMEADOR DE CORAÇÕES
(Quando os Desertos se Transformam em Jardins)
 
Certo dia, Jesus subiu no alto de uma montanha com seus doze discípulos. Era a hora mágica do crepúsculo!
Lá de cima, Ele apontou para a extensa planície à sua frente e disse:
“O coração do homem é semelhante a esse deserto. Mas eu semearei novas sementes nesse campo. Com a inspiração do Pai Celestial, a sabedoria tornará essas terras da alma férteis.
Prestem atenção nessas palavras: eu transformarei esse deserto em jardim!
Com o tempo, o coração do homem ficará cheio de flores espirituais desabrochando.”
Com os olhos cheios daquele brilho do Amor Incondicional, que os homens ainda não compreendem, Ele arrematou:
“Que essas palavras fiquem gravadas no éter planetário, na aura do orbe, para ecoarem por entre os corações sensíveis à paz e à luz.
Quando eu voltar para a casa do Pai, lembrem-se disso: eu transformarei o deserto dos homens em maravilhoso jardim de consciência.
Levem essas palavras em seus corações, em Espírito e Verdade.”
E ali, no alto da montanha, Jesus mais uma vez abençoou os seus discípulos.
Então, eles desceram e O deixaram quieto, orando.
Acima dele, sem que ninguém visse, estava uma imensa coluna de fogo. Parecia que ela descia do céu em sua cabeça, mas era o contrário: ela subia de sua cabeça até o céu profundo, abençoando as estrelas!
Ele via flores, não apenas no deserto dos homens, mas também na imensidão sideral. Ele, o doce Rabi*, que floresce nos corações e nas estrelas.
 
(Esses escritos são dedicados ao querido Francisco Cândido Xavier e ao grande poeta da Índia, Rabindranath Tagore).
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, que não é cristão nem segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, e que, muitas vezes, escuta as palavras de fogo do Rabi ecoando na aura planetária e em seu próprio coração.
São Paulo, 25 de outubro de 2006.
 
- Nota:
* Rabi – mestre.
 

Texto <1252><30/04/2013>