1272 - O AMOR É GRÁTIS

- Por Mauricio Santini -
 
Quem ama, faz isso de graça, sem estímulos.
Porque se o ser amado apenas responde, ele não expressa o seu amor. Ele reage.
Se eu vivo cutucando para que eu seja notado pelo amor, então não dou espaço para que o mesmo me note sem cutucar.
Não preciso mandar mais presentes e mimos para ser amado.
É preciso lembranças físicas para um amor que se sente lá dentro?
Não quero mais chamar a atenção, quero ser amado por si só, pelo fato de existir.
Esta é a passagem do amor implorado e mendigado... Para o definitivo amor-próprio.
O que precisa acontecer para que eu me ame de fato?
O que preciso fazer para ser amado? Nada!
Mando uma infinidade de “lembranças” para ser lembrado?...
E se eu não mandar nada, serei amado? Serei recordado?
Não é preciso fazer nada para viver o amor, pois ele está aqui, sem que sejam necessários os impulsos.
Está na hora de atravessar... E perceber que há amor suficiente em mim - sem a necessidade do outro.
Estamos no momento crucial do outro perceber seu amor sem a necessidade de lembranças... Porque o amor é - e basta!
 
São Paulo, 02 de abril de 2013.
 
- Nota de Wagner Borges:
Mauricio Santini é jornalista, escritor, poeta e espiritualista. É meu amigo há muitos anos, e sempre me emociono com os seus textos brilhantes e cheios daquele algo a mais que só os grandes escritores e poetas possuem. Para ver outros textos dele, é só entrar em sua coluna na revista on line do site do IPPB: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=category&id=54&Itemid=88   - ou no seu blog na Internet: http://msantini.blogspot.com.br/  

Texto <1272><16/07/2013>