1350 - GANESHA É O ESTADO DA CONFIANÇA PLENA

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- Por Maurício Santini* -
 
Quem conhece a lenda de Ganesha** sabe que essa miscelânea de elefante com menino foi por conta de sua fidelidade e coragem.
Nem sempre Ganesha foi um elefante.
Ele se tornou um híbrido pela destemperança do seu pai, Shiva.
Não fosse por Parvati, mãe do garoto Ganeshinha, ele não recuperaria sua vida e nem se tornaria o símbolo que é.
Parvati obrigou Shiva a trazer Ganesha de volta à vida. Assim, Shiva aproveitou para colar a cabeça de um elefante ao corpo do garoto jazido.
E assim, nascia o Patrono dos Escritores: Ganesha!
Além deste patronato aos que portam a pena (hoje, teclado), Ganesha é usado como um amuleto de proteção nas casas, ambientes e lojas.
Reparem que as pessoas o colocam na porta, como um guardião. No entanto, Ganesha também é conhecido como removedor de obstáculos, justamente porque é filho de Shiva, o eterno Deus da mudança!
Muitas vezes me deparei com momentos em que pedi auxílio à energia de Ganesha, para que esta pudesse desatar alguns nós e revelar o que estava oculto.
Na esmagadora maioria das vezes eu consegui meu intento.
O problema é que, muitas vezes, não queremos enxergar as verdades e as acobertamos. Assim, não escutamos as “ganeshadas”.
Há milhares de espíritos desencarnados que se vestem de Ganesha para auxiliar ao próximo. Quem costuma passear pelos planos astrais, superiores ou inferiores, pode ver alguns “Ganeshas” guardando templos, protegendo ambientes extrafísicos, atuando no resgate de espíritos perturbados, inspirando poetas, músicos e escritores. Há legiões de Ganeshas que lutam bravamente contra a ignorância.
Quem percebe a figura do menino-elefante pode ver um rato como seu companheiro. Grande parte dos elefantes sente pavor de ratos, numa espécie de receio ancestral. Eles têm medo que os animais pequenos entrem em suas trombas e os sufoquem. Ganesha mostra o destemor e a segurança de quem está com Deus e nada teme. Confiança.
Eu poderia escrever um livro sobre esta divindade, que muitos defendem como se fosse o capeta. Certa vez, uma evangélica me disse que o Deus dela era o original, e o meu, genérico. – “Como você pode acreditar num deus com cabeça de elefante?”
Eu não respondi. Para mim, Ganesha é tanto Deus quanto eu, você e ela, num Universo em que o Todo é Deus. 
Será que ela entenderia que a nossa segurança, a nossa confiança, o nosso destemor é um estado de Ganesha? E que todos nós somos Deuses, conforme o próprio Rabi*** predisse?
Eu não respondi, simplesmente pedi a Ganesha que a protegesse, mesmo que fosse de si mesma...
 
- Notas de Wagner Borges:
* Mauricio Santini é jornalista, escritor, poeta e espiritualista. É meu amigo há muitos anos, e sempre me emociono com os seus textos brilhantes e cheios daquele algo a mais que só os grandes escritores e poetas possuem. Para ver outros textos dele, é só entrar em sua coluna na revista on line do site do IPPB: https://ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=category&id=54&Itemid=88 - ou no seu blog na Internet: http://msantini.blogspot.com.br/     
** Ganesha – do sânscrito - o Deus com cabeça de elefante, filho de Shiva e Parvati, considerado o removedor dos obstáculos e também patrocinador dos escritores.
Obs.: Sobre o Deus Ganesha, favor ver os textos “Rompendo a Barreira do Passado – I e II”- e “Divindade Elefantóide”, no seguinte endereço específico do site do IPPB:
*** Rabi – mestre.
Obs.: No contexto desse texto, o mestre é Jesus.

Texto <1350><08/07/2014>