1405 - A CANÇÃO DO COLIBRI

1405 - A CANÇÃO DO COLIBRI
 
 
A CANÇÃO DO COLIBRI
(Numa Visão com o Coração)
 
Não é lá longe que está o Amor.
Nem aqui perto.
Não é no alto e nem embaixo.
Se digo que está fora, não é verdade.
E se digo que está dentro, isso também é falso.
Porque não é um lugar.
É algo mais...
Um estado de consciência.
Não se explica.
Só se sente.
E não pode ser definido.
Transborda...
Está além das palavras.
O Amor é!
E mais não sei dizer.
(E só o colibri sabe, pois Tupã revelou o segredo a ele.)
 
P.S.::
O colibri é o primeiro...
Ele é o favorito de Tupã Tenondé*.
Antes dele, o Amor já era...
Então, o colibri carrega o segredo.
Ele é o revelador daquilo que se sente...
E que só o coração compreende.
“O Amor é! Sempre foi... e sempre será!”
Foi o que Tupã Tenondé disse ao colibri.
E isso foi na Noite Primeira...
Quando o Amor já era!
Ah, só o Pai-Primeiro e o Colibri é que sabem...
(E mais não sei dizer.)
 
- Wagner Borges - pequena chama do Grande Sol de Amor.
São Paulo, 02 de abril de 2015.
 
- Notas:
* Tupã-Tenondé - dentro da Cosmogonia Tupi-Guarani é o Ser que a tudo criou (Criador da Luz que gera a vida).
Para maiores aprofundamentos sobre a Cosmogonia Tupi-Guarani, sugiro a leitura do ótimo livro “Tupã Tenondé” – de autoria de Kaka Verá Jecupé – Editora Fundação Peirópolis.
Obs.: Ver o texto “Toques espirituais da Sabedoria Xamânica”, postado no seguinte link: https://ippb.org.br/textos/textos-periodicos/1037-toques-espirituais-da-sabedoria-xamanica

Texto <1405><08/04/2015>