1408 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. - LXXXIV

1408 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. - LXXXIV
 
 
HÁ ALGO MAIS... UM AMOR. UMA LUZ. – LXXXIV*
 
Amigos leitores, só podemos honrar o que está vivo!
E esse é o espírito, o princípio imperecível.
Por exemplo, você honra a borboleta, não o seu casulo anterior.
O seu voo e suas cores não estão na casca abandonada.
Da mesma forma, o voo e as cores estão no espírito, sempre vivo.
Nenhum cadáver (casca abandonada) brilha sob a Luz do Eterno!
Algum mausoléu ou tumba brilha mais do que as estrelas?
Qual estátua feita na Terra pode reproduzir a vivacidade de alguém?
Nenhuma visita ao cemitério mata a saudade (aliás, só mata o discernimento).
O que ilumina o coração é a certeza da imortalidade da consciência!
E ninguém ganha essa certeza visitando os casulos antigos e partidos.
Quem quiser ver o voo da borboleta precisa olhar para cima, não para o casulo.
Ou seja, quem quiser matar a saudade precisa elevar o seu nível de lucidez...
Para olhar para cima, além de suas emoções ilusórias e sentir a Casa das Estrelas.
Lá, onde os sentidos não alcançam, os espíritos seguem a vida, como sempre.
E eles não gostam de ser honrados em nome de coisas tristes ou casulos inúteis.
Eles gostam mesmo é de sentir o Amor viajando por entre os planos...
E sentem-se honrados quando vêem os seus entes queridos agindo em nome do Bem.
Eles estão vivos! Continuam pensando e sentindo... Pois são centelhas do Eterno.
Nenhuma homenagem fúnebre pode honrá-los! Nem choro algum pode elevá-los.
O que os deixa contentes é ver os seus amados evoluindo e fazendo algo útil na vida.
Eles não são coisas mortas! Nem fantasmas! É gente viva e presente além do mundo.
Ninguém morre! O reencontro com eles é certo. E o tempo providenciará isso...
Eles são borboletas do Eterno... Saíram do casulo e voaram de volta para casa.
Sim, para a Casa das Estrelas. E eles voam, eles voam, eles voam...
Porque há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
 
P.S.:
No momento, estamos dentro do casulo.
E no momento certo também voaremos...
Porque somos espíritos e essa é a nossa natureza real.
Estamos aqui por um tempo de aprendizado...
Mas retornaremos à Casa das Estrelas, como deve ser.
E, até lá, temos muito a aprender por aqui.
Então, vamos fazer valer a pena a nossa estadia na Terra.
Vamos honrar os nossos amados com atitudes sadias.
Vamos honrá-los como borboletas do Eterno.
Se saudade não tem idade, o espírito também não tem!
Vamos honrá-los como gente que voa além da vida...
Porque eles já sabem de uma coisa maravilhosa:
Há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
E, agora, aqui embaixo, nós também sabemos.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
 
São Paulo, 08 de abril de 2015.
- Nota:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei em breve (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência). O mesmo será postado no site do IPPB e disponibilizado em aberto para todos.

Texto <1408><17/04/2015>