1426 - FLAMA OM! - III

1426 - FLAMA OM! - III
 
 
FLAMA OM! – III*
(Agora com Flauta)
 
Que som de flauta é esse no meio da noite?
Que me chama para fazer o Bem sem olhar a quem?
Que me faz lembrar o olhar silencioso dos Rishis?**
Que eu escuto, não com os meus ouvidos, mas com o coração?
Que parece que está aqui, e também algures, e dentro de mim?
Que me torna criança diante do infinito e me faz rir sozinho?
Que me faz respirar o Prana***, agradecendo o dom da vida?
Que me faz lembrar lá da Casa das Estrelas, de onde eu vim?
Que me faz ter mãos de Luz, para aplicar passes venturosos?
Que me faz pensar em meus amigos de todos os lugares?
Que faz o Amor descer em meu lar, como um sol na noite?
Que me faz lembrar os iniciados espirituais que tanto me ajudam?
Que me faz neófito na senda do Eterno, sempre querendo aprender?
Que me aquece por dentro, de forma doce e misteriosa?
Que me faz de caniço mediúnico, por onde a assistência espiritual toca?
Que me faz compreender que preciso melhorar muito (bem mais do que penso)?
Que me faz lembrar uma piada genial que mandei para um amigo?
Que me leva nas ondas de um Grande Amor, que não se explica, só se sente?
Que me faz captar a prosa dos mentores extrafísicos que também estão aqui?
Que me faz lembrar as viagens espirituais, onde eu danço nas pistas siderais?
Que me faz escrever essas linhas, para tocar outros corações, algures?
Que me desafia a ser feliz, aqui e agora, mesmo que ninguém entenda?
Que me ordena a viver, rir, amar, aprender, crescer e seguir?...
 
P.S.:
Ah, que som de flauta é esse
Que está aqui, ali, e em todo lugar?
E quem a toca nessa noite?
Será a flauta de Krishna?
Do sábio Kabir?
De um Deva da música?
Ou será o Amor tocando em mim mesmo?
Sei lá! Só sei que continua tocando...
E me chamando para fazer o Bem sem olhar a quem.
Ah, eu me tornei um caniço espiritual...
Onde os lábios do Todo fazem um som bom.
Um som Om!
Então, tudo de bom.
Para todos, sempre.
(E que oxalá outros se tornem caniços de Luz também!)
 
Om.
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges - caniço neófito, tentando melhorar o som...
São Paulo, 24 de fevereiro de 2015.
 
- Notas:
* As duas partes anteriores desse texto estão postadas no site do IPPB, nos seguintes links específicos:
** Rishis – do sânscrito – sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.
*** Prana – do sânscrito - sopro vital; força vital; energia.
Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no meu som o CD “Fragrance of the East” - Live in India-, do músico inglês Chinmaya Dunster (que faz um trabalho muito bonito de World Music, com ênfase na fusão de elementos da música celta com a sonoridade do Oriente). E eu gosto muito de uma música de flauta desse disco, que é a “Manipuri Megh”. Então, deixo na sequência o link do site do Youtube para quem quiser aprecia-la (e um outro link com música evocativa do mantra Om).
Chinmaya Dunster:
- “Manipuri Megh” -
- “Om Sacred Ground” -

Texto <1426><03/07/2015>