1429 - SOL NA CARA!

1429 - SOL NA CARA!
 
SOL NA CARA! 
(Presente da Presença*)
 
Quando o coração está triste, o olhar fica cinzento.
E o mundo todo parece opaco.
Mas isso é só ilusão, é falta de sol nos sentimentos.
Porque, quando o Amor está presente, a Luz bate na cara!
Então se diz que o olhar ganha o brilho do amanhecer.
Os mestres celtas ensinavam isso e admiravam-se com o novo dia.
Diziam que a aurora emergia do útero da madrugada.
Assim como, no homem, surge o raiar da aurora no seu olhar...
Vindo do centro do seu coração.
Ah, quando a Luz bate na cara, não há dúvidas: é Sol de Amor.
E o mundo ganha nova vida...
Os mestres celtas sabiam disso e diziam que não há melhor presente.
Sim, um presente da Presença.
E eles também ensinavam que quando o coração fala ao coração...
Não há mais nada a dizer.
 
P.S.:
Sol na cara!
É Amor, irmão.
É aurora e vida...
Na Terra e no Astral.
É presente.
É Presença!
 
(Dedicado ao meu amigo Luciano Rodrigues Maranhão**, que hoje mora lá em cima, na Casa das Estrelas e que adora os ensinamentos celtas e os presentes da Presença. Ah, que os nossos corações se encontrem... Aqui, nessas linhas, por obra e graça da Presença.)***
Paz e Luz.
 
Wagner Borges – surfando espiritualmente nas ondas da Presença...
São Paulo, 06 de março de 2015.
 
- Notas:
* A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo. Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!” E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano.
Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos. Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres. Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade. Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro! E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo. E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê. O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”
** Sobre o meu amigo Luciano, ver o texto “Rindo com Krishna nas Praias do Inifnito”, postado no site do IPPB no seguinte link específico:
*** Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no meu som a linda “Yesterday” – uma das maravilhosas baladas dos Beatles.
Link do Youtube para a versão original:
- Beatles - Yesterday
Links para outras versões:
- Paul McCartney - Yesterday
- Marvin Gaye - Yesterday
- Kaori Muraji - Yesterday
- Tom Jones - Yesterday
- Frank Sinatra - Yesterday
Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto do mestre búlgaro Mikhael Aivanhov. Segue-se o mesmo logo abaixo.
 
 
VIVAM NA POESIA
 
- Por Omraam Mikhaël Aïvanhov -
 
Andando pelas ruas e lojas, tomando o trem, o ônibus ou o metrô, vemos praticamente por toda parte apenas rostos desanimados, tristes, tensos, fechados, revoltados. Não é um belo espetáculo! E ainda que não tenhamos nenhum motivo para estar tristes ou infelizes, somos assim desagradavelmente influenciados: voltamos para casa com um mal-estar que transmitimos a toda a família.
É essa a vida lamentável que os seres humanos estão continuamente criando uns para os outros. Por que não se esforçam por apresentar sempre um rosto aberto, sorridente, luminoso?
Eles não sabem como viver essa vida poética graças à qual poderão ficar maravilhados uns com os outros. A verdadeira poesia não está na literatura, a verdadeira poesia é uma qualidade da vida interior.
Todo mundo gosta de pintura, de música, de dança, de escultura, das artes; por que então não fazer com que a própria vida interior fique em harmonia com essas cores, esses ritmos, essas formas, essas melodias?
É a poesia que amamos nos seres e que neles buscamos: alguma coisa leve, luminosa, que precisamos contemplar, sentir, respirar, algo que acalma, que harmoniza, que inspira.
Mas, quantas pessoas, que ainda não compreenderam isso, vivem sem jamais se preocupar com a impressão penosa que causam nos outros!
Lá estão elas, desagradáveis, mal-humoradas, com os lábios cerrados, as sobrancelhas franzidas, o olhar desconfiado, e ainda que tentem melhorar sua aparência exterior com toda espécie de truques, sua vida interior prosaica, comum, sempre transparece.
A partir de agora, então, deixem de relegar a poesia aos poetas que a escrevem.
A vida que levam é que deve ser poética.
Sim, a arte nova significa aprender a criar e propagar poesia em torno de si, ser caloroso, expressivo, luminoso, vivo!
 
(Texto extraído do excelente livro “Regras de Ouro Para a Vida Cotidiana” - Omraam Mikhaël Aïvanhov  - Editora Nova Era.)

Texto <1429><15/07/2015>