1458 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ - XCVII*

1458 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ - XCVII*
 
 
HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ – XCVII*
(Texto Postado Originalmente na Lista Interna do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)
 
Olá, pessoal.
Ainda agora, enquanto eu trabalhava revisando alguns textos de um livro, apareceu aqui na minha sala um velho amigo. Trata-se de um rapaz que era meu amigo e cresceu junto comigo. Jogávamos no mesmo time de futebol do bairro e frequentávamos o velho Maracanã em dias de clássico entre Botafogo e Fluminense (ele era tricolor).
Com o tempo, nos distanciamos, por circunstâncias da vida. Ele se meteu com um grupo de pessoas erradas e se desviou para um caminho de violência. Eu me mudei para São Paulo. No entanto, sempre que nos encontrávamos, ele me tratava como um velho amigo de infância.
O tempo passou e ele desencarnou num tiroteio.
Eu não soube dos detalhes, somente que ele tinha “descascado”. Então, de vez em quando, eu orava por ele e emanava energias em sua intenção (sem julgamento algum, apenas sentimentos bons sendo emanados silenciosamente).
Há alguns dias, eu comecei a me lembrar dele espontaneamente... e, quando é assim, eu sei que há algum lance em andamento.
E, nessa noite, ele surgiu aqui em casa. Ele está bem e risonho.
Junto com ele, veio uma Luz linda, que encheu minha sala de contentamento sereno e alegria. Presumo que esse contato com ele foi patrocinado pelos meus amigos extrafísicos.
Então, ele conversou comigo mentalmente... e me falou que estava bem e contente de me ver. Para minha surpresa, ele me disse que o responsável pela melhoria dele tinha sido eu. Que minha preces e energias tinham ajudado em sua recuperação extrafísica. E que eu era o único que se lembrava dele e que isso tinha dado forças para ele se superar.
Ele me disse isso rindo e suas energias não deixavam dúvidas de sua situação atual no extrafísico. Além disso, o seu apreço por mim era visível.
Eu evitei de perguntar coisas pessoais de sua vida e sua passagem, até mesmo para não constrangê-lo. Em contrapartida, ele me falou algumas coisas legais sobre sua mãe (que também está desencarnada) e também sobre mim (coisas que amigos conversam).
Em dado momento, ele projetou em minha mente imagens do tempo de nossa infância... e me disse que eram lembranças boas para ele. Também me disse que, nos momentos difíceis após a sua passagem final, sempre que pensava em mim, ele melhorava.
Eu perguntei a ele sobre outros amigos nossos do mesmo bairro e que já passaram também para o lado de lá (e que eu também orei e irradiei energias por eles ao longo dos anos)... mas ele me pediu para nem pensar mais nisso, que eu já tinha feito a minha parte por eles e que não era para me envolver de forma alguma.
Eu perguntei a ele o porquê disso... e ele me disse, rindo:
“Pensa na humanidade toda, é o seu trabalho. Não é para você ficar vendo coisas individuais. Ore pelo mundo, meu amigo. E irradie energias para melhoria de todos. E esteja sempre alegre, pois isso traz alegria e Luz para sua casa (e também para os seus).”
Em seguida, ele apontou para fora, e me disse:
“Olhe lá para fora e se conecte com a chuva fina e o vento da noite. Se ligue espiritualmente com a atmosfera e aprecie as energias da natureza. Talvez haja uma mensagem para você em meio a névoa noturna. Faça isso e capte os sussurros do Invisível viajando pelo vento úmido... e, enquanto isso, eu ficarei aqui orando por você. Agora é a minha vez de orar por você, que é como meu irmão no mundo. Você me ajudou muito e agora eu retribuo com a minha alegria de estar aqui na Luz da sua casa.
Você jamais me julgou, só me fez o Bem. E não só eu, mas todos da minha família o amam muito. Continue sendo você mesmo, bem alegre e grande amigo.”
Então, até mesmo para registrar o reencontro com ele, eu escrevi esse relato rapidamente. Agora, eu me sentarei na varanda do apartamento e olharei a névoa e a garoa da noite... e, quem sabe, escutarei a mensagem que o vento noturno quer me passar?
O meu amigo ainda está aqui na sala, concentrado, de mãos juntas e em atitude de prece. É, eu fico cada vez mais surpreendido pelas coisas que rolam espiritualmente.
Aqui embaixo, a gente não sabe de muita coisa, só pressente... e o que vale mesmo é o que está em nosso coração. E essa Luz que está aqui em casa, ah, que Luz gostosa!
Sim, me sentarei ali na varanda e deixarei o “Vento do Espírito” arejar minha mente e me inspirar para tudo aquilo que seja positivo.
 
P.S.:
Eu sou botafoguense e o meu amigo é tricolor...
Mas, nessa noite, somos apenas dois espíritos se reencontrando.
Ah, “Vento do Espírito”, muito obrigado por ter trazido o meu amigo até aqui.
Venha, pois estou esperando aqui na varanda, em Espírito e Verdade.
Sim, venha e vamos conversar sobre aquelas coisas do povo do invisível.
E também sobre as amizades que o tempo não mata...
Pois, há algo mais... Um Amor, uma Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 6 de novembro de 2015.
 
- Notas:
* Esse texto fará parte do segundo volume do livro “Há Algo Mais... Um Amor. Uma Luz.”.
Obs.: Ao passar essas linhas a limpo, rolava aqui no meu som o CD. “Rei Ki – Vol. 2”, do meu querido amigo Aurio Corrá (o grande músico new age do Brasil).

Texto <1458><13/11/2015>