1459 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ – XCVIII*

HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ – XCVIII*
Nós nos conhecemos verdadeiramente?
Sabemos realmente quem nós somos?
Pensamos e ponderamos antes de agir?
Ou somente reagimos aos impulsos e emoções do momento?
Nossos nomes dizem o que nós somos?
Nosso sexo e cor de pele revelam nosso caráter?
Nós estamos aqui na Terra fazendo o que?
O nosso destino é apenas é esse: comer, beber, copular e dormir?
E, ao final, morrer sem saber o significado da própria passagem?
Nós somos espíritos, ou o que?
Viemos das estrelas, mas só a carne nos interessa?
Alguma tumba pode segurar nossas consciências?
E o que sentimos, em nosso coração, vem de onde?
Nós estamos aqui por acaso?
E olhando para a abóboda celeste, sentimos o que?
E quando vemos o brilho nos olhos de nossas crianças?
Nos consideramos como parte desse mistério vital?
Os anos nos trouxeram só rugas ou aprendemos algo?
Ainda nos admiramos com o nascer do sol ou com o crepúsculo?
E vemos a magia da vida nesses momentos de festa da Luz?
Nós estamos valorizando realmente a nossa passagem por aqui?
E, mesmo com problemas variados, ainda agradecemos o dom da vida?
O cheiro de terra molhada de chuva ainda nos alegra?
Olhar as ondas do mar ainda nos faz rir, como crianças arteiras?
Ainda escutamos uma linda canção e nos admiramos?
Escutamos música com os ouvidos ou com o coração?
Quando nós oramos, fazemos isso em Espírito e Verdade?
O Amor brilha em nossos olhos?
Ainda projetamos estrelinhas pelo nosso olhar admirado?
Ainda lembramos dos nossos mentores extrafísicos?**
E os respeitamos espiritualmente?
Nós somos gratos pelo Amor que os outros nos dedicam?
Algum caixão pode deter o nosso voo de volta para a Casa das Estrelas?
Quando nos alimentamos, ainda agradecemos por isso?
E quando tomamos banho, nos soltamos prazeirozamente?
Ainda imaginamos que o nosso umbigo é o centro do universo?
Enfim, ainda sentimos algo mais?...
Um Amor, uma Luz?
P.S.:
Ah, quem sabe se esses questionamentos não são armadilhas?
Sim, coisas perigosas para a nossa inércia consciencial.
Ou, talvez, sejam somente isso mesmo: questionamentos.
Quanto às respostas, isso é do nível consciencial de cada um...
Eu nada sei dos grandes mistérios, pois mal dou conta de mim mesmo.
Eu só sei escrever isso, que “há algo mais... Um Amor, uma Luz”.
E nisso eu respondo um monte de coisas...
Sim, aquelas coisas que não se explicam, só se sentem***.
Paz e Luz.
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 6 de novembro de 2015.
- Notas:
* Esse texto fará parte do segundo volume do livro “Há Algo Mais... Um Amor. Uma Luz.”.
** Mentores Espirituais – entidades extrafísicas e positivas que ajudam na evolução de todos; amparadores extrafísicos; protetores astrais; auxiliares invisíveis; guardiões astrais; guias espirituais; benfeitores espirituais.
*** Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no meu som a linda canção “Lindslide”, da vocalista Stivie Nicks (da banda inglesa Fleetwood Mac). Então, para quem quiser apreciá-la também, deixo na sequência alguns links no site do Youtube.
Stevie Nicks:
- “Landslide” – (Original) -
- “Landslide” – (Ao vivo) -
- “Landslide” – (Ao vivo - ft. Melbourne Symphony Orchestra) -
- “Landslide” – (Ao vivo, em dueto com Sheryl Crow) -
Obs.: Enquanto eu passava a limpo esses escritos, lembrei-me de um texto antigo. Então, deixo o mesmo na sequência, como um acréscimo ao texto de hoje.
OLHOS SERENOS NO MEIO DA TEMPESTADE
(Quando os Corações se Encontram no Zimbório Celeste)
Hoje, quando caiu a noite, a tempestade se fez e o céu se encheu de esplendores.
Os raios dançavam no negrume do céu, enquanto os trovões ribombavam o seu poder sonoro na atmosfera.
A força da Natureza é impressionante! É beleza selvagem, sem cabresto.
Olhando a festa natural no firmamento, quedei mais uma vez e pensei nas coisas do espírito. Pensei no Poder Invisível que criou a tormenta e que é doce calmaria infinita.
O mesmo Poder Secreto que criou os meus olhos, que veem a tempestade, e o meu coração que a aprecia.
Pensei que, para além da atmosfera e seus fenômenos que tanto me encantam, o mesmo Poder Incomensurável continua apresentando o espetáculo de suas infinitas luzes brilhando no zimbório celeste.
Senti que os meus olhos brilhavam no meio da noite escura, tal qual as miríades de estrelinhas na imensidão sideral. Eu e elas, frutos do mesmo Poder Engendrador de todas as coisas.
Então, junto com o clarão de mais um raio, um pensamento estalou em minha mente: será que outros olhos estariam brilhando lá em cima, também encantados com a beleza da tempestade?
Surpreso com tal ideia, fui até a sacada e abri a janela... O vento e a chuva saudaram o meu rosto com uma forte rajada e realizaram um pandemônio nos papéis que estavam na mesa. Mas eu não me preocupei com isso, apenas olhei para cima.
E fiquei ali por um bom tempo, recebendo os elementos da natureza como meus irmãos, admirado, e ponderando sobre os outros irmãos além da atmosfera, lá em cima, em suas naves reluzentes, também encantados com o mesmo Poder Gerador de todas as maravilhas.
No meio da noite, entre a tempestade e o zimbório celeste, os nossos olhares se cruzaram espiritualmente, brilhando entre os pensamentos.
Da mesma maneira que o vento e a chuva me saudaram numa rajada límpida e fresca, eu saudei em silêncio aqueles outros olhos, de coração a coração, na linguagem do Amor Que Ama Sem Nome.
Aqueles outros olhos, tão encantados quanto os meus.
No centro da noite, eu quedei mais uma vez, maravilhado com a tormenta.
Maravilha das maravilhas: no meio dela, a calmaria espiritual.
E, algures, no espaço sideral, os olhos que eu não vi, mas o meu coração sentiu.
Em silêncio, fiquei ali com os elementos da natureza, admirado e leve, com os dois olhos iguais a diamantes.
(Esses escritos me foram inspirados espiritualmente por uma presença extrafisica amiga. Fui acordado no meio da noite para grafar essas palavras rapidamente).
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
Texto <1459><19/11/2015>
