1464 - ANANDA, ANANDA, SATVVA OM!

1464 - ANANDA, ANANDA, SATVVA OM!
 
 
ANANDA, ANANDA, SATVVA OM!
(Toques, Toques, Contentes...)
 
Roda, roda, vida...
Na Terra e além.
 
Ama, ama, coração...
Sem corrupção.
 
Voa, voa, colibri...
É com Tupã que eu também vou!
 
Passa, passa, energia...
Por minhas Mãos de Luz.
 
Canta, canta, alegria...
Enquanto eu danço nas pistas siderais de Shiva.
 
Água, água, Iemanjá...
Mãe que me limpa de corpo e alma.
 
Aura, aura, linda...
Cheia de Luz.
 
Chacra, chacra, irradiando...
Tudo de bom.
 
Mentor, mentor, amigo extrafísico...
Que vigia invisivelmente o meu caminho.
 
Tudo, tudo, o Todo...
O meu Primeiro Amor, a Primeira Luz!
 
Ananda, ananda, Sattva Om**...
Que esses escritos façam o Bem, sem olhar a quem!
 
P.S.:
O abraço de Jesus...
Cura.
 
O Som da Flauta de Krishna...
Eleva a consciência.
 
A serenidade do Buda...
Pacifica.
 
A risada de Lao-Tzé...
Revela a joia do coração.
 
O Toque sutil da Mãe Divina...
Faz o Amor acontecer.
 
A palhinha amiga do bom preto-velho...
Encanta, pois é sabedoria ativa.
 
Eu, o escritor e você, caro leitor...
Irmãos de jornada vital, sempre aprendendo.
 
(Dedicado ao sábio hindu Sry Aurobindo***, e também a todos aqueles que ainda se maravilham com uma linda canção e que se permitem viajar na aventura de sentir o infinito pulsando em seu próprio coração).
 
Om, tudo de bom!
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 23 de julho de 2015.
 
Notas:
* Tupã-Tenondé - dentro da Cosmogonia Tupi-Guarani é o Ser que a tudo criou (Criador da Luz que gera a vida).
Obs.: Sobre o simbolismo do colibri, favor ver o texto “A Canção do Colibri”, postado no seguinte link do site do IPPB:
** Ananda, ananda, Satvva Om – saudação espiritual iogue.
Ananda – do sânscrito – estado de bem-aventurança espiritual; êxtase espiritual.
Sattva – do sânscrito – equilíbrio; pureza. É uma das três qualidades (gunas) da energia manifestada.
Om – do sânscrito – o Verbo Divino - Shabda ou Pranava, a Vibração do Todo que está em tudo! É o principal mantra da cosmogonia hindu.
*** Sry Aurobindo (Aurobindo Ghose - Índia, 1872-1950) foi um dos maiores mestres da Índia. O seu trabalho tornou-se conhecido como “O Yoga Integral”, porque, como ele dizia, “Toda vida é Yoga”. Para mais detalhes sobre os seus escritos inspirados, ver o excelente livro “Sabedoria de Sry Aurobindo” (publicado no Brasil pela Editora Shakti), e o site da Casa Aurobindo no Brasil: http://www.casasriaurobindo.com.br/
Obs.: Deixo na sequência alguns trechos da sabedoria de Sry Aurobindo (compilados do seu épico, “Savitri”).
 
 
SAVITRI*
(A Certeza de Um Dia Espiritual)
 
- Versos do poema “Savitri”, de autoria de Sri Aurobindo** -
 
O Absoluto, o Perfeito, o Só,
Evocou sua Força muda do Silêncio,
Onde ela repousa na quietude sem forma e sem feições,
Resguardando do Tempo, por seu sono imóvel,
A potência inefável de Sua solidão.
 
O Absoluto, o Perfeito, o Só,
Entrou com seu silêncio no espaço:
Ele modelou estas incontáveis pessoas de um único Si;
Ele que viveu sozinho em seu vasto, vive em todos;
O Espaço é Ele mesmo e o tempo é só Ele.
 
O Absoluto, o Perfeito, o Imune,
Aquele que está em nós como nosso Si secreto,
Assumiu nossa máscara de imperfeição;
Ele tornou Dele esta morada de carne,
Sua imagem moldou na medida humana
Para que à Sua Medida Divina pudéssemos subir;
 
Aí, uma figura de Ser Divino,
O Criador irá remoldar-nos e impor
Um plano de Divindade ao molde do mortal,
Erguendo nossas mentes finitas à Sua infinita,
Tocando o momento com eternidade.
 
Esta transfiguração é o tributo da Terra para com o Céu.
Uma dívida mútua prende o homem ao Supremo:
Temos de assumir Sua natureza, assim como Ele assumiu a nossa;
Somos filhos de Deus e devemos mesmo ser como Ele:
Sua porção humana, temos de fazer-nos divinos.
Nossa vida é um paradoxo tendo Deus como chave.
A beatitude de uma miríade de miríades que são só UM.
 
(Compilador dos versos: Rolf Gelewski, da Casa Sri Aurobindo no Brasil).
- Nota de Wagner Borges:
* Savitri: Raio solar ou feixe destes raios; célebre hino de Visvamitra em homenagem ao sol. Sobrenome de Uma ou Parvati, a Mãe Divina, esposa de Shiva; nome próprio da mulher de Satyavan no épico “O Mahabaratha”; e também nome de um épico escrito pelo sábio Sri Aurobindo.

Texto <1464><09/12/2015>