1500 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ. - CVII*

1500 - HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ. - CVII*
 
 
HÁ ALGO MAIS... UM AMOR, UMA LUZ. - CVII*
(Uma Canção da Presença, Com Assombro e Gratidão)
 
Deixe o seu ego de lado...
E aprenda a andar por você mesmo (a).
Não se iluda: ninguém vence todas...
Mas você pode vencer a si mesmo (a).
Quando você desperta, tudo muda...
E os erros antigos são compreendidos.
Você já teve muitas vidas, bem mais do que pensa...
Mas o que vale é o agora, é o que você faz de si mesmo (a).
Antes, você deixou o seu ego bloquear a canção...
Mas, ouça agora, ela continua tocando em seu coração.
Quando você tira as escamas do ego do seu olhar, você realmente vê...
E as cores reais das coisas surgem à sua frente.
Quem está certo em tudo?...
O orgulho pesa tanto, mais do que se imagina.
Quando a Coluna de Luz dourada descer, você emudecerá...
Então, só o seu coração falará, em Espírito e Verdade.
Ouça novamente, a canção das esferas continua...
Ela fala daquilo que não se explica, só se sente.
O Amor é o clarão que faz as escamas caírem...
Mas é preciso deixar o ego de lado, para ver realmente.
 
P.S.:
Quando olha para o zimbório celeste, você só vê estrelas?...
Ou você sente que há algo mais?... Um Amor, uma Luz!
Os seus olhos brilham diante da magia da vida universal?...
Você ainda é capaz de deixar o Amor derreter o seu coração?
Ouça novamente, a canção do Oran Mor** está no ar, chamando-o (a)...
Escute-a, em Espírito e Verdade.
Quando a Presença*** salpicou o negrume espacial com miríades de estrelas, foi um assombro! Eu sempre penso nisso quando olho para o zimbório celeste.
Então, o meu coração derrete de Amor.
Eu sei que isso não se explica, só se sente.
Eu sei que há algo mais... Um Amor, uma Luz!
Sei de outros que também sabem disso, pois eles escutam o Oran Mor.
E isso é em seus corações... ah, isso é um assombro!
(A madrugada está nublada, mas eu estou vendo estrelas...
Aqui comigo, só o Rama, como sempre.
Eu fecho os meus olhos e, então, eu vejo algures...
Para além das dores desse mundo, eu sei de um Grande Amor.
E por isso escrevo... para compartilhá-lo com outros corações.
Ah, como eu sou pequeno e limitado nisso!
Porque as palavras não podem conter o infinito...
E nem revelam Aquela Presença Imanente.
O que se sente e não se explica.
E que nos faz ver estrelas.
Ah, quem me dera ter o poder de dar o brilho dessas estrelas nessas linhas.
Eu estou cada vez menor diante de um Grande Amor...
Agora, só me resta orar e abraçar em silêncio as dores do mundo.
Sim, como Ramakrishna fazia.
Quem, em seu coração, compreende isso, realmente compreende).
 
Gratidão.
Assombro da Presença.
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 30 de maio de 2016.
 
- Notas:
* Esse texto fará parte do segundo volume do livro “Há Algo Mais... Um Amor, Uma Luz”.
Obs.: o primeiro volume do livro está disponibilizado para download gratuito no site do IPPB.
** Oran Mor, traduzido como “A Grande Melodia”, é o que existe de mais próximo sobre o mito da criação celta. Diz-se que o Oran Mor começou no silêncio, quando nada existia ainda. Depois a canção começou. A vida foi tocada na existência e a melodia continuou desde então para aqueles que a ouvem...
*** A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo.
Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!” E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano.
Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos. Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres. Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade.
Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro!
Saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “termo assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo.
E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Toth (também chamado na Grécia antiga de Hermes Trismegistro), que dizia no antigo Egito:
“O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração”.
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê, o que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso. Essa mesma grandiosidade de pensar nos miríades de sóis e seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer, de coração: “Caramba, que assombro!”
Obs.: Enquanto eu escrevia esse texto, estava rolando repetidamente aqui no meu som a bela música “Sanctuary” (faixa 5 do CD “Beyond Horizon” – do músico new age inglês Patrick Kelly). E para quem quiser curti-la, deixo, na sequência, o seu link no Youtube.
Patrick Kelly: “Sanctuary”.

Texto <1500><08/06/2016>