1502 - O GIGANTE E O ANÃO

1502 o gigante e o anao
 
 
O GIGANTE E O ANÃO
 
- Por J. J. Benitez -
 
Naquela nação, os gigantes adoravam a Deus.
Haviam sido criados à sua imagem e semelhança.
Era o que rezavam, ao menos em seus livros sagrados.
E os gigantes construíram estátuas simbolizando o Criador que lhes dera vida.
Aquelas imagens semelhantes às dos gigantes, eram de grande estatura e foram colocadas em todos os templos.
Concomitantemente, em outro país remoto e muito distante do primeiro, os anões também adoravam a Deus.
Seus livros sagrados afirmavam igualmente que o Pai Eterno os havia criado à sua imagem e semelhança. E os anões reuniam-se em templos e adoravam seu único Deus.
E chegaram, inclusive, a fabricar imagens que também simbolizavam e representavam Deus. Essas esculturas tinham no máximo um metro.
Até que, um belo dia, um gigante e um anão encontraram-se na solidão do caminho... e ambos se esconderam, estarrecidos.
E, contemplando-se mutuamente, se perguntaram: “Terá ele uma alma?”
(Texto extraído do livro “Sonhos” – do jornalista, pesquisador e escritor espanhol J. J. Benitez – Editora Record.)

Texto <1502><15/06/2016>