1505 - NADANDO NAS ONDAS DE ANANDA DA ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL...
Foto de Ramana MaharishiNADANDO NAS ONDAS DE ANANDA DA ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL...
(Pegando uma Carona Espiritual no Olhar Sereno e Amoroso de um Rishi)
Eu vejo o seu olhar amoroso e sereno...
E isso é dentro da caverna secreta do coração.
Eu sei que você está me chamando, em Espírito e Verdade.
Então, eu fecho os meus olhos e mergulho na Luz...
O lindo mantra brota naturalmente: “Om Sat-Chit-Ananda!”*
Pego carona nessa onda sutil e penso no Bem da humanidade.
E me deixo levar, por entre os planos, guiado só pelo seu olhar...
Eu sei que há uma assistência espiritual em andamento.
Ah, meu amigo, eu sinto a partida desses irmãos em mim mesmo.
Eu não sei onde eles estão, mas vibro minhas mãos de Luz para ajuda-los.
Eu não os vejo, mas vejo o seu olhar... e torno-me médium do seu Amor.
É hora deles voltarem para casa, ao encontro dos seus irmãos de Luz.
Eles também não me veem, mas sabem que um Grande Amor os está guiando...
E que um Rishi** honra sua passagem final, com Respeito e Paz.
Eu estou aqui, por entre os planos, com eles numa ponta e você em mim...
E o “Amor Que Ama Sem Nome” falando no silêncio, como só o Amor pode falar.
Nesse momento, eu sei que os seus olhos estão interpenetrados nos meus olhos...
E também nos olhos deles. E que, por isso, eles estão vendo estrelas.
Ah, querido, eles estão entrando na Luz... e reencontrarão seus irmãos.
É você que os está guiando na serenidade silenciosa de um Grande Amor.
Sim, eles estão se elevando aos excelsos planos de Brahman, sua real Origem.
Eu volto e descubro que os meus olhos viraram cachoeiras...
Eu fico quietinho, pois esse Amor é um oceano de Ananda, eu só sou uma gotinha.
Você sabe nadar muito bem nas ondas de Luz, mas eu ainda estou aprendendo...
Muito obrigado por ter me dado a chance de participar de mais um trabalho.
Eu olho para fora, para os prédios ao redor, mas ainda vejo com o seu olhar...
Esse olhar de Ananda, que faz os meus olhos virarem cachoeiras de Luz.
P.S.:
Todos nós somos pequenas gotas no Infinito Oceano do Todo.
Estamos imersos em sua Luz, naturalmente.
Não nascemos ou morremos, só entramos e saímos dos corpos perecíveis.
O nosso destino comum é a Consciência Cósmica.
Então, avante, rumo a nossa meta, sem tergiversarmos na jornada.
Pois Brahman*** é o fim da saudade do Amor.
É só o Amor que nos leva, em Espírito e Verdade...
(Dedicado a Ramana Maharishi****).
Om Sat-Chit-Ananda!
Paz e Luz.
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 23 de março de 2016.
- Notas:
* Sat-Chit-Ananda – do sânscrito - Sat, O Ser – Chit, Consciência – Ananda, Bem-Aventurança.
É um mantra muito utilizado pelos iogues. Significa que o atman (a essência divina, o espírito), está consciente e tem a nítida percepção cósmica de que está completamente permeado pela onipresença de Brahman (O Absoluto, O Todo, Deus), no centro do coração espiritual.
** Rishis – do sânscrito – sábios espirituais; mestres da velha Índia; mentores dos Upanishads.
*** Brahman – do sânscrito - O Supremo; O Grande Arquiteto Do Universo; Deus; O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência, além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele/Ela é Pai-Mãe de todos.
**** Ramana Maharishi - 1879-1950 - Nascido no Sul da Índia (Madura), Venkatraman Aiyer completou seus estudos no liceu americano desta cidade. Aos 17 anos viveu, na tranquilidade de seu quarto, a experiência intensa de sua morte, contemplando em seguida a fonte divina de seu ser. Pouco depois, um chamado interior o obrigou, em 1896, a deixar tudo e retirar-se para uma gruta em Arunachala, montanha sagrada próxima a Tiruvannamalai, a oeste de Pondichery. Para lá foram atraídos os peregrinos que buscavam este asceta transfigurado, que passou a ser chamado de Maharishi (Grande Sábio). A chegada de mais e mais peregrinos levou a construção de dois ashrams próximos à gruta.
Ramana Maharishi nada escreveu, mas os que o cercavam registraram os diálogos que teve. O sábio sempre acentuou sua preferência por um método simples, leve, direto e desembaraçado. Sua presença e seu silêncio constituíram um ensinamento inestimável para seus discípulos.
Texto <1505><24/06/2016>
