196 - PRANA-KRISHNA

No céu da projeção da consciência, em meio à volitação (1) consciente, surgiu o menino Krishna, nimbado de luzes azuis, douradas e amarelas.

Ele me disse:

"Narananda (2), as nuvens do mal não podem toldar os céus do coração valoroso. Dentro dele, está o mais puro amarelo do prana (3) em nobre função vital.

Visualize esse amarelo circulando em meu nome.

Interpenetre os pulmões, o fígado, o estômago, o baço e o coração com esse Prana-Krishna.

Mergulhe-os, banhe-os nessa massa de luz amarela.

Essa é a minha luz-sukshima (4) para renovar a vitalidade, combater a poluição e dispersar as nuvens da incompreensão.

Passe isso para os seus alunos.

Diga-lhes para não compactuarem com o cinza da violência e nem com o marron-avermelhado das emoções torpes.

Ensine-os a espalhar essa luz-amor pelos orgãos sugeridos.

Vá, meu amigo. Viaje por aí levando essa boa nova.

Compartilhe meu amor com seus irmãos e siga firme na trilha do Bem.

Lindananda (5) envia-lhe um abraço fraterno.

Quem viaja espiritualmente sabe: O AMOR É A LUZ DOS CAMINHOS!

Lembre-se de que são as gotas do meu amor que dão vida ao lótus de seu coração."

Pois aí está, amigo leitor, a orientação do menino Krishna.

Que seu coração celebre com a luz.

E que o céu de suas aspirações seja sempre sukshima (6).



- Wagner Borges -

1. Volitação: "Vôo".

2. Narananda (do sânscrito): "Nara": "Homem" - "Ananda": "Bem-aventurança". Logo, significa "Homem de bem" ou "Homem que porta a bem-aventurança de Krishna". Também é um epíteto de Arjuna, o discípulo-arqueiro de Krishna.

3. Prana (do sânscrito): sopro vital; energia; força vital.

4. Sukshima (do sânscrito): sutil.

5. Lindananda: devoto brasileiro de Paramahansa Ramakrishna e bom amigo extrafísico.

6. Enquanto eu passava esses escritos a limpo, lembrei-me de um texto que poderá enriquecer bastante as idéias inseridas nele, além de dar uma abordagem universalista complementar. Juntar os ensinamentos de Krishna e Jesus é muito legal! Segue-se o texto na seqüência.





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O YOGA DE JESUS
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Existe um Yoga (1) de Jesus.

É o "Amai-vos uns aos outros".

Colocado em prática, abre o chacra cardíaco. Então, surge uma vontade de compartilhar o amor.

Uma cascata de luz ascende do peito ao topo da cabeça.

Por ela correm para o alto as cores de SILA (2): rosa-amor, amarelo-consciência e azul-paz.

Possuído pelo amor, Jesus revelou um segredo:

"Na Casa do Pai há muitas moradas!"

Uma delas é o coração espiritual; a outra é o topo da cabeça.

Projetando as cores virtuosas entre essas duas moradas, faz-se a UNIÃO.

O Yogue de Jesus respira o prana (3) e acha o amor.

Sabe que "não cai um fio de cabelo que o Pai não saiba", pois o TODO está em tudo!

Sabe que o Invisível é a base de todo visível e que o silêncio porta um som que os ouvidos não escutam.

Sabe que o ódio rouba o brilho de seu coração, por isso combate tenazmente a negatividade em sua mente.

Aprendeu com Jesus que o amor é o grande lance. Vive por esse amor que não é da Terra, mas compartilha-o com os irmãos terrestres.

Quando é cercado pelas dificuldades ou pelas trevas, ele sempre se lembra do sorriso de Jesus e sorri também.

Basta lembrar-se do olhar meigo do Rabi para que os seus próprios olhos brilhem com amor.

O Yogue de Jesus não segue doutrina alguma da Terra, só segue o Amor...



Paz e Luz.

(Esses escritos são dedicados a dois grandes yogues de Jesus: o mentor espiritual Bezerra de Menezes, e o mestre Bábaji)


- Wagner Borges -
São Paulo, 17 de maio de 2002.


- Notas:

1. Yoga (do sânscrito): união.

2. Sila (do sânscrito): virtudes. Pronuncia-se: "Sheela".

3. Prana (do sânscrito): sopro vital, energia, força vital.

Texto <196><15/02/2000>
Texto <599><08/04/2005>