703 - FLOQUINHOS

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Cada criança que nasce é uma canção de renovação no mundo.
Elas nascem chorando, e nós choramos juntos, de alegria.
Hoje somos pais, mas também já fomos crianças, chorando e rindo.
E nossos pais, assim como nós, se encantaram e riram.
Assim como os pais deles, nossos avós, se encantaram com eles...
Viajando nesses sentimentos, a vida, nos avós, nos pais, nos filhos e filhos...
Descendo com os espíritos no colo, os anjos os transformam em bebês.
São floquinhos do Céu em forma de gente, filhos de Deus em nós.
Por isso choramos e rimos, com o coração derretido de amor.
Eles ainda não sabem o que sentimos por eles, mas, com o tempo saberão.
Sim, eles saberão o que sentimos hoje, quando eles forem pais também.
Quando um floquinho do Céu pulsar em seus ventres a graça da vida.
Quando o amor derreter seus corações...
Antes, nossos pais; à frente, nossos filhos; e nós, no meio, filhos e pais.
E, acima de todos nós, O Grande Arquiteto Do Universo.
Que Ele guie os avós, os pais e os filhos, nesse milagre eterno da VIDA.

(Esses escritos são dedicados a todos os pais responsáveis e amorosos.
Que seus corações continuem derretendo de amor por esses floquinhos.
Que eduquem seus filhos pelo exemplo vivo de serem pessoas íntegras.
E que jamais se esqueçam de seus pais idosos, pois um dia foram floquinhos deles.
Os avós, os pais, os filhos... todos são floquinhos do Grande Espírito, Paizão de todos e de tudo.)

Paz e Luz.
São Paulo, 05 de junho de 2006.

P.S.: Agradeço a Deus pela presença de dois floquinhos em minha vida, Helena e Maria Luz, que, um dia lerão essas linhas e compreenderão esse amor, que não se explica, só se sente.

- Nota:

Enquanto digitava esses escritos, lembrei-me de uma canção alegre e muito conhecida do fenômeno musical americano Louis Armstrong. Finalizo esses escritos com ela e deixo aos leitores um abraço espiritual cheio de amor e discernimento, sabendo que há muitas encrencas no mundo e dentro das pessoas, mas sabendo, também, que em cada um pode surgir algo bom, para transformar o que é trevoso em algo luminoso. Se não há paz no mundo externo, que pelo menos haja um pouco de paz dentro do coração e bom humor para tocar a bola em frente com dignidade. Mesmo que o mundo não entenda como falar de amor e espiritualidade em meio a tantas encrencas diárias, há alguém muito maior que sabe.
ELE ri no invisível e compreende. E também deve gostar dessa canção maravilhosa do mestre musical Louis Armstrong.





QUE MUNDO MARAVILHOSO

- por Louis Armstrong -

Eu vejo árvores verdes, rosas e vermelhas também.
Eu as vejo desabrocharem, para mim e você.
E eu penso comigo mesmo, que mundo maravilhoso.
Eu vejo céus azuis e nuvens brancas.

O abençoado dia luminoso, a sagrada noite escura.
E eu penso comigo mesmo, que mundo maravilhoso.
As cores do arco-íris, tão lindas no céu.
Estão também nos rostos das pessoas passando.

Eu vejo amigos apertando as mãos, dizendo "Como vai você?"
Eles estão realmente dizendo: "Eu te amo".
Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer.
E eles aprenderão muito mais do que eu jamais saberei.

E eu penso comigo mesmo, que mundo maravilhoso.
Sim, eu penso comigo mesmo, que mundo maravilhoso.
Ó, Sim!


WHAT A WONDERFUL WORLD

- por Louis Armstrong -

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world
I see skies of blue and clouds of white

The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world
The colours of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by

I see friends shakin´ hands, sayin´ "How do you do?"
They´re really saying "I love you"
I hear babies cryin´, I watch them grow
They´ll learn much more than I´ll ever know

And I think to myself, what a wonderful world
Yes, I think to myself, what a wonderful world
Oh Yeah!


Texto <703><12/06/2006>