839 - VIAJANDO ESPIRITUALMENTE NO PÓ DE ESTRELAS
(Na Aurora da Consciência Cósmica Com o Doce Rabi)
Texto <839><21/03/2008>
Rabi*, eu escutei o Seu canto de amor.
O raio de luz que se projetou do topo de Sua cabeça entrou pelo topo da minha, com o esplendor de mil sóis.
E eu compreendi...
De coração, eu gostaria de fazer uma canção, mas não tenho palavras.
Não tenho como descrever a essência celeste que desceu em meus olhos, assim como a criança não sabe explicar o pó de estrelas que desce em seus sonhos.
No entanto, como hoje não tenho a canção para Você, peço-Lhe que aceite o meu olhar, que, quando reflete o Seu olhar, ganha o brilho da aurora.
Amigo dos homens, é Você que joga o pó de estrelas nas pestanas das crianças adormecidas?
Sabe, quando eu era bem pequeno, sentia uma presença espiritual, serena e protetora, ao lado do meu berço.
Eu ria, vendo alguém que ninguém via, e meus pais não entendiam nada.
Eu não tinha como explicar o que sentia, como agora.
Só quero ficar quietinho, com o Seu olhar no meu, por entre os planos, na doce luz do seu amor.
Sim, hoje a canção não veio!
Não estou mais no berço, mas me sinto como aquela criança pequena de outrora.
Rabi, o amor capturou minhas palavras.
E a luz de mil sóis desceu do topo de minha cabeça** e inundou meus olhos com o brilho da aurora.
Então, lembrei-me do poeta, que também era inundado pela cheia do amor, e que dizia que o Seu pó de estrelas transformava a aridez do deserto interno dele em jardim luminoso.
Por muitas vezes, o amor também capturava suas palavras, e ele não conseguia escrever. E, como tantos outros poetas místicos de todas as épocas, ele chorava quietinho o choro do eterno na carne.
Agora eu sei o que a criança e o poeta sempre souberam: quando o coração fala ao coração, não há muito que dizer.
Rabi, hoje a canção não veio, mas eu sei que Você compreende.
Nunca pensei que o amor pudesse capturar minhas palavras. Mas, aconteceu!
Então, só me resta deslizar espiritualmente pela esteira luminosa do Seu pó de estrelas, como a criança e o poeta, para dentro do Seu coração. Para sonhar com Você.
E, depois, quando voltar ao corpo e despertar no plano físico, talvez a canção esteja em meu coração. Sim, talvez amanhã haja uma canção.
Mas, por agora, só tenho a luz silenciosa do Seu olhar refletida no brilho dos meus olhos. E, no topo da minha cabeça, a festa das luzes, no esplendor de mil sóis, na aurora da consciência cósmica***.
Amigo, na falta da canção, peço-lhe que aceite essa luz do espírito.
E que ela se propague secretamente para as muitas humanidades espalhadas pela imensidão sideral.
Que essa luz seja digna da pureza da criança e da sensibilidade amorosa do poeta, como o Seu pó de estrelas brilhando na noite e chamando os homens para o infinito de Deus.
Jesus, valeu!
O raio de luz que se projetou do topo de Sua cabeça entrou pelo topo da minha, com o esplendor de mil sóis.
E eu compreendi...
De coração, eu gostaria de fazer uma canção, mas não tenho palavras.
Não tenho como descrever a essência celeste que desceu em meus olhos, assim como a criança não sabe explicar o pó de estrelas que desce em seus sonhos.
No entanto, como hoje não tenho a canção para Você, peço-Lhe que aceite o meu olhar, que, quando reflete o Seu olhar, ganha o brilho da aurora.
Amigo dos homens, é Você que joga o pó de estrelas nas pestanas das crianças adormecidas?
Sabe, quando eu era bem pequeno, sentia uma presença espiritual, serena e protetora, ao lado do meu berço.
Eu ria, vendo alguém que ninguém via, e meus pais não entendiam nada.
Eu não tinha como explicar o que sentia, como agora.
Só quero ficar quietinho, com o Seu olhar no meu, por entre os planos, na doce luz do seu amor.
Sim, hoje a canção não veio!
Não estou mais no berço, mas me sinto como aquela criança pequena de outrora.
Rabi, o amor capturou minhas palavras.
E a luz de mil sóis desceu do topo de minha cabeça** e inundou meus olhos com o brilho da aurora.
Então, lembrei-me do poeta, que também era inundado pela cheia do amor, e que dizia que o Seu pó de estrelas transformava a aridez do deserto interno dele em jardim luminoso.
Por muitas vezes, o amor também capturava suas palavras, e ele não conseguia escrever. E, como tantos outros poetas místicos de todas as épocas, ele chorava quietinho o choro do eterno na carne.
Agora eu sei o que a criança e o poeta sempre souberam: quando o coração fala ao coração, não há muito que dizer.
Rabi, hoje a canção não veio, mas eu sei que Você compreende.
Nunca pensei que o amor pudesse capturar minhas palavras. Mas, aconteceu!
Então, só me resta deslizar espiritualmente pela esteira luminosa do Seu pó de estrelas, como a criança e o poeta, para dentro do Seu coração. Para sonhar com Você.
E, depois, quando voltar ao corpo e despertar no plano físico, talvez a canção esteja em meu coração. Sim, talvez amanhã haja uma canção.
Mas, por agora, só tenho a luz silenciosa do Seu olhar refletida no brilho dos meus olhos. E, no topo da minha cabeça, a festa das luzes, no esplendor de mil sóis, na aurora da consciência cósmica***.
Amigo, na falta da canção, peço-lhe que aceite essa luz do espírito.
E que ela se propague secretamente para as muitas humanidades espalhadas pela imensidão sideral.
Que essa luz seja digna da pureza da criança e da sensibilidade amorosa do poeta, como o Seu pó de estrelas brilhando na noite e chamando os homens para o infinito de Deus.
Jesus, valeu!
P.S.: Agora eu sei o que a criança e o poeta sabem:
Só a luz compreende a luz.
Amor é amor.
Não se explica, só se sente...
Só a luz compreende a luz.
Amor é amor.
Não se explica, só se sente...
(Esses escritos são dedicados ao inspirado poeta Khalil Gibran****, aos meus amigos Maísa Intelisano e Carlos Henrique Souto, e às minhas crianças, Helena e Maria Luz, filhas-estrelinhas).
Paz e Luz.
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, 46 anos de “encadernação”, espiritualista, que não é cristão nem segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, sejam elas orientais ou ocidentais, mas que sente o pó de estrelas descendo em seus olhos e, por isso, sempre agradece ao Grande Arquiteto Do Universo, por tudo.
São Paulo, 15 de fevereiro de 2008.
- Notas:
* Rabi – mestre.
** Topo da cabeça – área onde fica situado energeticamente o chacra coronário (chacra da coroa).
*** Consciência cósmica – condição ou percepção interior pela qual a consciência sente a presença viva do Universo e se torna una com ele, numa unidade indivisível; satori (Zen-Budismo); samadhi (Ioga).
**** Khalil Gibran (1883-1931) – ensaísta filosófico, romancista, poeta e pintor americano de origem libanesa, Gibran – cujo nome completo em árabe era Jubran Khalil Jubran - produziu uma obra literária marcada pelo misticismo oriental, que alcançou popularidade em todo o mundo. Suas obras mais conhecidas são: “O Profeta” e “Jesus – O Filho do Homem”.
** Topo da cabeça – área onde fica situado energeticamente o chacra coronário (chacra da coroa).
*** Consciência cósmica – condição ou percepção interior pela qual a consciência sente a presença viva do Universo e se torna una com ele, numa unidade indivisível; satori (Zen-Budismo); samadhi (Ioga).
**** Khalil Gibran (1883-1931) – ensaísta filosófico, romancista, poeta e pintor americano de origem libanesa, Gibran – cujo nome completo em árabe era Jubran Khalil Jubran - produziu uma obra literária marcada pelo misticismo oriental, que alcançou popularidade em todo o mundo. Suas obras mais conhecidas são: “O Profeta” e “Jesus – O Filho do Homem”.
Obs.: Para enriquecimento desses escritos, sugiro aos leitores que leiam esses três textos, postados pelo site do IPPB: “Pensamentos e Sentimentos Que Viajam na Noite”, “ Na Atmosfera Diáfana” e “Viajando na Luz Líquida II” -, nos seguintes endereços específicos:
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2575.
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5001.
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=4460.
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2575.
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5001.
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=4460.
Texto <839><21/03/2008>
