856 - NO ALTO DA MONTANHA, NA LUZ DA PRESENÇA
- Por Wagner Borges -
Eterna Presença que está em tudo e em todos, acolhe o nosso terno assombro...
Aqui estou eu, no alto desta montanha, com os meus filhos pequenos.
Eu os trouxe para que eles vejam o nascer de um novo dia.
Para que eles vejam o nascer da aurora despontando na linha do horizonte escuro.
Para que eles valorizem a luz deste dia!
Porque os dias são como divindades, deuses do eterno recomeço...
Cada dia é uma nova oportunidade que vem junto com a luz a cada aurora.
E eu trouxe os meus filhos pequenos para que eles aprendam o valor da luz deste dia.
Eterna Presença!
Assim como um dia meu avô trouxe meu pai ao alto desta mesma montanha e, no tempo certo, meu pai trouxe a mim, agora trago os meus filhos.
E a lição é a mesma: o respeito à Luz!
Mais tarde eu os trarei novamente aqui, para que eles vejam o momento mágico do crepúsculo, onde a luz descende e vão surgindo, no horizonte, as primeiras estrelas e, mais tarde, o brilho da lua.
Para que eles também respeitem a noite, e saibam a diferença entre o momento da atividade diária e o momento do repouso necessário.
Para que eles entendam os ciclos da natureza: do dia, da noite, das estações...
E, assim, entendam seus próprios corações nos seus ciclos de amor e de vida!
Eterna Presença, abençoa estes filhos!
Como o dia abençoa a mim mesmo... como abençoou meu pai, meu avô e aos meus ancestrais...
Derrama sobre eles a inspiração celeste!
Para que eles sejam justos; para que eles vençam a si mesmos, por dentro, e se tornem trabalhadores da paz!
Que eles encontrem a Luz dentro do próprio coração...
Essa mesma Luz que brilha em outros corações, que brilha em tudo!
Eterna Presença, sentimos saudades das estrelas, mas, estamos aqui neste momento...
Aqui é o nosso lar temporário e precisamos honrá-lo.
Ilumina nossas jornadas humanas e espirituais, para que sejamos justos.
E nos dá força, para que nada neste mundo - e nem no outro - seja capaz de matar o espírito em nós.
E que coisa alguma seja capaz de matar os melhores valores que carregamos em nós mesmos...
Que jamais permitamos que a luz do nosso espírito seja abafada por qualquer coisa, porque este é o dom que nós trazemos das estrelas!
E que, admirando a luz do dia e a beleza do crepúsculo, e aprendendo as lições da vida, nós possamos, assim, compreender todos os outros seres...
Possamos respeitar a luz deste dia!
Possamos respeitar a noite mais tarde, assim como Tu sempre nos respeitaste!
E que os nossos filhos pequenos aprendam sobre este respeito; e que nós, como pais, sejamos exemplo desse respeito.
Para que, um dia, nossos filhos também tragam os filhos deles ao alto da montanha, e os filhos deles...
E que as novas gerações aprendam a agradecer a Luz.
A tua Luz, da Presença!*
Curitiba, 29 de maio de 2008.
Nota:
* A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo.
Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!”
E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano.
Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos.
Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres.
Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade.
Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro!
E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo.
E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no antigo Egito: “O TODO estáem tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê.
O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”
Eterna Presença que está em tudo e em todos, acolhe o nosso terno assombro...
Aqui estou eu, no alto desta montanha, com os meus filhos pequenos.
Eu os trouxe para que eles vejam o nascer de um novo dia.
Para que eles vejam o nascer da aurora despontando na linha do horizonte escuro.
Para que eles valorizem a luz deste dia!
Porque os dias são como divindades, deuses do eterno recomeço...
Cada dia é uma nova oportunidade que vem junto com a luz a cada aurora.
E eu trouxe os meus filhos pequenos para que eles aprendam o valor da luz deste dia.
Eterna Presença!
Assim como um dia meu avô trouxe meu pai ao alto desta mesma montanha e, no tempo certo, meu pai trouxe a mim, agora trago os meus filhos.
E a lição é a mesma: o respeito à Luz!
Mais tarde eu os trarei novamente aqui, para que eles vejam o momento mágico do crepúsculo, onde a luz descende e vão surgindo, no horizonte, as primeiras estrelas e, mais tarde, o brilho da lua.
Para que eles também respeitem a noite, e saibam a diferença entre o momento da atividade diária e o momento do repouso necessário.
Para que eles entendam os ciclos da natureza: do dia, da noite, das estações...
E, assim, entendam seus próprios corações nos seus ciclos de amor e de vida!
Eterna Presença, abençoa estes filhos!
Como o dia abençoa a mim mesmo... como abençoou meu pai, meu avô e aos meus ancestrais...
Derrama sobre eles a inspiração celeste!
Para que eles sejam justos; para que eles vençam a si mesmos, por dentro, e se tornem trabalhadores da paz!
Que eles encontrem a Luz dentro do próprio coração...
Essa mesma Luz que brilha em outros corações, que brilha em tudo!
Eterna Presença, sentimos saudades das estrelas, mas, estamos aqui neste momento...
Aqui é o nosso lar temporário e precisamos honrá-lo.
Ilumina nossas jornadas humanas e espirituais, para que sejamos justos.
E nos dá força, para que nada neste mundo - e nem no outro - seja capaz de matar o espírito em nós.
E que coisa alguma seja capaz de matar os melhores valores que carregamos em nós mesmos...
Que jamais permitamos que a luz do nosso espírito seja abafada por qualquer coisa, porque este é o dom que nós trazemos das estrelas!
E que, admirando a luz do dia e a beleza do crepúsculo, e aprendendo as lições da vida, nós possamos, assim, compreender todos os outros seres...
Possamos respeitar a luz deste dia!
Possamos respeitar a noite mais tarde, assim como Tu sempre nos respeitaste!
E que os nossos filhos pequenos aprendam sobre este respeito; e que nós, como pais, sejamos exemplo desse respeito.
Para que, um dia, nossos filhos também tragam os filhos deles ao alto da montanha, e os filhos deles...
E que as novas gerações aprendam a agradecer a Luz.
A tua Luz, da Presença!*
Curitiba, 29 de maio de 2008.
Nota:
* A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo.
Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!”
E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano.
Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos.
Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres.
Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade.
Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro!
E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo.
E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no antigo Egito: “O TODO está
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê.
O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”
Texto <856><07/06/2008>
