925 - LIÇÕES DO TEMPO E DA VIDA II
Eles sentem alguma coisa,
Dentro do coração.
E poucos entendem isso.
Eles estão grávidos de poemas e músicas.
O tempo não pára...
E tudo acontece.
Às vezes chove; outras vezes, não.
E tudo é milagre da vida.
Ah, quem sabe amar?
Não quem só diz que ama.
Mas quem vê o milagre do amor,
Fazendo o próprio peito virar sol.
Quem morre mesmo?
Talvez os que não se realizam.
Os mesmos que não vêem milagres
Nas coisas simples da vida.
Talvez haja vida nessa vida...
Porque, além dela, isso é certo.
Assim como era antes.
Pois o tempo não pára...
E quem pode provar isso?
Quem não aprecia a vida, aqui e agora,
Também não fará isso depois da morte.
Sem ver o milagre, o espírito fica pobre.
E que milagre é esse?
O de transformar água em vinho?
Ou aquele de conhecer a si mesmo,
Para, assim, reconhecer a vida?
Ah, a música!
Pode até falar de vida além da vida...
De vida antes da vida...
E de vida, na vida mesma...
O tempo não pára...
Os poetas e os músicos sabem disso.
E sempre procuram a lição de cada dia.
Que sempre vira poema ou canção.
Para registrar o milagre da vida.
E acordar os que não vivem.
Para olhar as flores e os amores
Florescendo nos jardins e nos corações.
Ah, quem não sabe rir, fica doente.
E, assim, não vê milagre em nada.
Quem não sabe amar, perde a luz.
E a vida acaba antes da morte.
E não é depois que se conserta isso!
É agora mesmo, numa simples canção.
Pois o tempo não pára...
E tudo é lição... As flores, os amores, e a vida.
Ah, nem mesmo os poetas e os músicos
Sabem bem o que rola...
Eles são médiuns de algo mais...
Que entrega a mensagem em seus corações.
Que lhes inspira a falar de milagres
Nas coisas simples da vida.
Que lhes fala de belezas além...
Para quem já vê beleza no aqui e agora.
Ah, a música!
Pode falar de amor.
E até de vida, antes, agora, e depois...
Sempre vida.
O tempo não pára...
E tudo é lição;
Para quem vê milagres em seu próprio coração.
E admira a vida, antes, agora, e sempre...
Ah, quem sabe o que rola?...
Os poetas e os músicos só escrevem, e se encantam
Com a mensagem que desce em seus corações,
E que diz, “que todo tempo é tempo de crescer!”
P.S.:
O tempo não pára...
E quem ama, sabe.
E, amando, vive.
E vivendo, compreende...
Que, aqui e agora, ou depois,
A vida segue...
E, lá em cima, o Papai do Céu continua rindo, e dizendo:
“Todo tempo é tempo de crescer!”
(Dedicado ao meu amigo Pierre Weil, grande humanista e professor da consciência; ao grande Cazuza, genial poeta urbano e músico; e aos poetas da Companhia do Amor, a Turma dos Poetas em Flor**.)
Axé!
OM!
Paz e Luz.
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, 47 anos de “encadernação”, admirado, igual criança, olhando os milagres da vida, como a Luz olha.
- Notas:
* A primeira parte desse texto pode ser acessada no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6376.
** - Cazuza (pseud. de Agenor de Miranda Araújo Neto; 1958-1990) - foi um famoso cantor, compositor e poeta brasileiro.
- A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.
Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br
- Pierre Weil (1924-2008) – foi um grande educador e psicólogo francês que viveu a maior parte de sua vida no Brasil. Fundador da UNIPAZ – Universidade Holística Internacional - é autor de cerca de 40 livros. Foi um dos responsáveis pela regulamentação da profissão de psicólogo no Brasil. Assumiu na Universidade Federal de Belo Horizonte a cátedra em Psicologia Social, posteriormente ocupando a primeira cátedra em Psicologia Transpessoal, disciplina na qual é um dos pioneiros.
Obs.: No ano de 2000, quando o Pierre ainda estava aqui no plano físico, escrevi um texto em sua homenagem, logo após termos nos encontrado, mais uma vez, em Salvador, capital da Bahia e terra dos orixás. Ali, eu e ele (junto com o advogado Sérgio Nogueira reis, nosso amigo que nos levava para almoçar na cidade) contávamos diversos casos, desde fenômenos paranormais e ensinamentos espirituais e budistas, até um monte de piadas.
Segue-se o texto logo abaixo.
HOMEM UNIPAZ
Ele estava sentado no jardim da paz meditando.
As flores exalavam um aroma de compaixão e os raios de sol beijavam a grama verdinha enquanto o Yin e o Yang da natureza se mesclavam naquela dança multicolorida do Chi* expressando pura vida.
Ele abriu os olhos e sorriu ao ver-me ali.
Logo disse: "Chegou o viajante espiritual. Já sei! Vem cheio de piadas novas! Conta aquela do Buda."
Então, contei-lhe daquele ensinamento budista que diz o seguinte:
“Se durante a meditação você vir o Buda, mate-o”
Esse ensinamento significa que a mente deseja ver o Buda e, por isso, cria o apego sensorial e só aumenta o ego.
Daí, fiz uma ligeira adaptação e contei para ele:
"Se durante a meditação você vir o Buda, conte-lhe uma piada. Se ele rir, ótimo. Em caso contrário, desapareça com ele e ria sozinho da piada."
Depois, contei-lhe outras, bem mais picantes, como sempre.
Já é de praxe rirmos juntos de muitas piadas.
Enquanto ele ria, notei uma luz rosa emanando de seu peito.
Era a luz da paz brilhando no homem unipaz.
Ao vê-la, soube que um Buda estava sentado em seu coração.
Não o vi, mas meu coração escutou a sua canção pacífica.
E o melhor: eu sabia que o Buda estava rindo junto.
P.S.:
O homem unipaz sente a dor do mundo em si mesmo e, muitas vezes, chora em silêncio, mas suas lágrimas são búdicas**.
São inspiradas pela compaixão e o lavam internamente.
Mas, quando encontra o viajante espiritual, ele ri como menino.
E, em seu coração, o Buda ri, e canta:
“OM MANI PADME HUM! OM MANI PADME HUM! OM MANI PADME HUM!”***
Então, o rosa do amor invade tudo e nós nos abraçamos.
Ele sabe que, quando um coração pacífico encontra outro, o resultado é uma fusão de luz rosa e a compaixão emanando por todas as dimensões e planos, para todos os seres sencientes...
O homem unipaz, eu, e o Buda invisível do coração éramos ali apenas meninos pacíficos rindo e cantando o OM MANI PADME HUM!
E a compaixão era uma linda menina sutil que guiava nossos corações nas artes da paz imperecível.
(Esses escritos são dedicados ao amigo unipaz Pierre Weill).
- Wagner Borges -
Salvador, 31 de janeiro de 2000.
- Notas:
* Chi - do chinês - força vital, energia.
Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
** Búdicas – relativo a Buddhi (do sânscrito): iluminação.
*** Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a capela pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.
Texto <925><24/04/2009>
Dentro do coração.
E poucos entendem isso.
Eles estão grávidos de poemas e músicas.
O tempo não pára...
E tudo acontece.
Às vezes chove; outras vezes, não.
E tudo é milagre da vida.
Ah, quem sabe amar?
Não quem só diz que ama.
Mas quem vê o milagre do amor,
Fazendo o próprio peito virar sol.
Quem morre mesmo?
Talvez os que não se realizam.
Os mesmos que não vêem milagres
Nas coisas simples da vida.
Talvez haja vida nessa vida...
Porque, além dela, isso é certo.
Assim como era antes.
Pois o tempo não pára...
E quem pode provar isso?
Quem não aprecia a vida, aqui e agora,
Também não fará isso depois da morte.
Sem ver o milagre, o espírito fica pobre.
E que milagre é esse?
O de transformar água em vinho?
Ou aquele de conhecer a si mesmo,
Para, assim, reconhecer a vida?
Ah, a música!
Pode até falar de vida além da vida...
De vida antes da vida...
E de vida, na vida mesma...
O tempo não pára...
Os poetas e os músicos sabem disso.
E sempre procuram a lição de cada dia.
Que sempre vira poema ou canção.
Para registrar o milagre da vida.
E acordar os que não vivem.
Para olhar as flores e os amores
Florescendo nos jardins e nos corações.
Ah, quem não sabe rir, fica doente.
E, assim, não vê milagre em nada.
Quem não sabe amar, perde a luz.
E a vida acaba antes da morte.
E não é depois que se conserta isso!
É agora mesmo, numa simples canção.
Pois o tempo não pára...
E tudo é lição... As flores, os amores, e a vida.
Ah, nem mesmo os poetas e os músicos
Sabem bem o que rola...
Eles são médiuns de algo mais...
Que entrega a mensagem em seus corações.
Que lhes inspira a falar de milagres
Nas coisas simples da vida.
Que lhes fala de belezas além...
Para quem já vê beleza no aqui e agora.
Ah, a música!
Pode falar de amor.
E até de vida, antes, agora, e depois...
Sempre vida.
O tempo não pára...
E tudo é lição;
Para quem vê milagres em seu próprio coração.
E admira a vida, antes, agora, e sempre...
Ah, quem sabe o que rola?...
Os poetas e os músicos só escrevem, e se encantam
Com a mensagem que desce em seus corações,
E que diz, “que todo tempo é tempo de crescer!”
P.S.:
O tempo não pára...
E quem ama, sabe.
E, amando, vive.
E vivendo, compreende...
Que, aqui e agora, ou depois,
A vida segue...
E, lá em cima, o Papai do Céu continua rindo, e dizendo:
“Todo tempo é tempo de crescer!”
(Dedicado ao meu amigo Pierre Weil, grande humanista e professor da consciência; ao grande Cazuza, genial poeta urbano e músico; e aos poetas da Companhia do Amor, a Turma dos Poetas em Flor**.)
Axé!
OM!
Paz e Luz.
- Wagner Borges – sujeito com qualidades e defeitos, 47 anos de “encadernação”, admirado, igual criança, olhando os milagres da vida, como a Luz olha.
- Notas:
* A primeira parte desse texto pode ser acessada no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico: https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6376.
** - Cazuza (pseud. de Agenor de Miranda Araújo Neto; 1958-1990) - foi um famoso cantor, compositor e poeta brasileiro.
- A Companhia do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.
Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver os livros "Companhia do Amor - A Turma dos Poetas em Flor – Volumes 1 e 2" - Edição independente - Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB (que é uma das seções mais visitadas no site): www.ippb.org.br
- Pierre Weil (1924-2008) – foi um grande educador e psicólogo francês que viveu a maior parte de sua vida no Brasil. Fundador da UNIPAZ – Universidade Holística Internacional - é autor de cerca de 40 livros. Foi um dos responsáveis pela regulamentação da profissão de psicólogo no Brasil. Assumiu na Universidade Federal de Belo Horizonte a cátedra em Psicologia Social, posteriormente ocupando a primeira cátedra em Psicologia Transpessoal, disciplina na qual é um dos pioneiros.
Obs.: No ano de 2000, quando o Pierre ainda estava aqui no plano físico, escrevi um texto em sua homenagem, logo após termos nos encontrado, mais uma vez, em Salvador, capital da Bahia e terra dos orixás. Ali, eu e ele (junto com o advogado Sérgio Nogueira reis, nosso amigo que nos levava para almoçar na cidade) contávamos diversos casos, desde fenômenos paranormais e ensinamentos espirituais e budistas, até um monte de piadas.
Segue-se o texto logo abaixo.
HOMEM UNIPAZ
Ele estava sentado no jardim da paz meditando.
As flores exalavam um aroma de compaixão e os raios de sol beijavam a grama verdinha enquanto o Yin e o Yang da natureza se mesclavam naquela dança multicolorida do Chi* expressando pura vida.
Ele abriu os olhos e sorriu ao ver-me ali.
Logo disse: "Chegou o viajante espiritual. Já sei! Vem cheio de piadas novas! Conta aquela do Buda."
Então, contei-lhe daquele ensinamento budista que diz o seguinte:
“Se durante a meditação você vir o Buda, mate-o”
Esse ensinamento significa que a mente deseja ver o Buda e, por isso, cria o apego sensorial e só aumenta o ego.
Daí, fiz uma ligeira adaptação e contei para ele:
"Se durante a meditação você vir o Buda, conte-lhe uma piada. Se ele rir, ótimo. Em caso contrário, desapareça com ele e ria sozinho da piada."
Depois, contei-lhe outras, bem mais picantes, como sempre.
Já é de praxe rirmos juntos de muitas piadas.
Enquanto ele ria, notei uma luz rosa emanando de seu peito.
Era a luz da paz brilhando no homem unipaz.
Ao vê-la, soube que um Buda estava sentado em seu coração.
Não o vi, mas meu coração escutou a sua canção pacífica.
E o melhor: eu sabia que o Buda estava rindo junto.
P.S.:
O homem unipaz sente a dor do mundo em si mesmo e, muitas vezes, chora em silêncio, mas suas lágrimas são búdicas**.
São inspiradas pela compaixão e o lavam internamente.
Mas, quando encontra o viajante espiritual, ele ri como menino.
E, em seu coração, o Buda ri, e canta:
“OM MANI PADME HUM! OM MANI PADME HUM! OM MANI PADME HUM!”***
Então, o rosa do amor invade tudo e nós nos abraçamos.
Ele sabe que, quando um coração pacífico encontra outro, o resultado é uma fusão de luz rosa e a compaixão emanando por todas as dimensões e planos, para todos os seres sencientes...
O homem unipaz, eu, e o Buda invisível do coração éramos ali apenas meninos pacíficos rindo e cantando o OM MANI PADME HUM!
E a compaixão era uma linda menina sutil que guiava nossos corações nas artes da paz imperecível.
(Esses escritos são dedicados ao amigo unipaz Pierre Weill).
- Wagner Borges -
Salvador, 31 de janeiro de 2000.
- Notas:
* Chi - do chinês - força vital, energia.
Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
** Búdicas – relativo a Buddhi (do sânscrito): iluminação.
*** Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.
Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.
O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.
Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", pela Editora Pensamento.
Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:
- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.
- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a capela pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.
- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.
- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.
- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.
- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.
- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.
Texto <925><24/04/2009>
