953 - VIAGEM ESPIRITUAL – SAÍDAS DO CORPO NA LUZ BRANCA
Ele continua rindo, como sempre fez; e eu, admirado, por vê-lo.
Ah, a morte não mata ninguém! E o meu amigo está ali...
E como eu gostaria que outros também o vissem, bem vivo, além...
Mas ele me diz: “Deixe disso. Tudo tem sua hora. Que bom revê-lo.”
Eu penso algo e, antes que termine, ele já me responde telepaticamente.
Então, falamos de coisas em comum, entre o Céu e a Terra... Coisas do coração.
“O Espaço Sideral não está vazio; a Luz preenche tudo”, me diz ele.
Pergunto a ele “se continua fazendo suas poesias e escrevendo sobre espiritualidade”.
Novamente ele ri igual criança sapeca e me diz, simplesmente:
“Milhares de estrelas não brilham mais do que o coração de quem amamos.”
Ah, eu vejo meu amigo querido, que a morte não matou!
O seu sorriso é o mesmo; mas ele está mais centrado, bem com ele mesmo.
Não sei dizer se ele parece mais espírito ou homem.
Só sei que ele está bem. E o danado continua ágil nas idéias e nas palavras.
Aproveito e lhe pergunto: “Você pode me passar algumas dicas sobre saídas do corpo?”*
E ele não se faz de rogado, e me responde o seguinte: “Claro, meu amigo. É até fácil.
Basta se deitar e se concentrar num foco de luz branca dentro da testa, com paciência.
No meio da luz frontal interna, visualize um triângulo e, dentro dele, uma cruz brilhante.
E entre no sono com essa imagem gravada na mente, todas as noites, com denodo e paz.
Você sabe bem o que esse símbolo representa, e os ideais associados e ele**.
Então, pratique! Se puder, faça uma prece, de sua escolha; e voe limpamente.
E jamais ache que sabe muito. Se o dia demanda trabalho, a noite também, além...
Aprenda e ensine; ensine e aprenda. E sempre fale da Luz, por onde for...
E, guri, por favor, seja sempre muito feliz. Brilhe mais do que milhares de estrelas.”
Ah, eu vejo o meu amigo que partiu há tantos anos, contente, no meio da luz branca.
Ele está feliz. Bem vivo, além... Brilhando mais do que milhares de estrelas.
P.S.:
Às vezes, o coração vira sol.
Mas isso só se vê com os olhos do amor.
Ah, isso não se explica, só se sente.
Quem ama, sabe. E vê, além...
E tudo se transforma.
Porque isso é da Luz.
Então, as palavras se vão...
Só fica o amor.
Pois, quando o coração fala ao coração,
Não há mais nada a dizer.
(Dedicado a Clóvis Fortes Paim, meu amigo e grande poeta e espiritualista gaúcho, que foi morar “do lado de lá” no ano de 1992, mas que, às vezes, aparece e dá alguns toques legais; e a Ramatís, sábio mentor espiritual, e sua equipe extrafísica, a quem devo tanto.)
Paz e Luz.
- Wagner Borges –
São Paulo, 08 de agosto de 2009.
- Notas:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
** Sobre a visualização que o meu amigo sugeriu, favor ver as ilustrações em meu livro “Viagem Espiritual II” (que está disponibilizado para leitura gratuita no site do IPPB – www.ippb.org.br), com as 60 ilustrações coloridas que estão em sua parte central. Os endereços específicos referentes à visualização sugerida são os seguintes:
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=Sections&file=index&req=viewarticle&artid=19&page=57 e
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=Sections&file=index&req=viewarticle&artid=19&page=58
*** Para enriquecimento desses escritos, deixo na sequência um texto antigo, em que falo sobre as experiências fora do corpo e os valores conscienciais inerentes a essa arte parapsíquica tão legal e com a qual tenho aprendido muito. Trata-se de um texto escrito em 1998. E hoje, onze anos depois, reafirmo tudo o que eu disse naquela ocasião, não por ego, mas porque são reflexões lúcidas e úteis para qualquer outro estudante do tema. E mais: alertam para o discernimento e o amor necessários a esses estudos.
REFLEXÕES SOBRE A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Daqui a pouco, sairei para dar um curso e, enquanto isso, escuto uma música suave.
Para poder dar um bom curso, faço um trabalho de energia comigo mesmo, para ficar com a intuição afiada, a inspiração limpa, as idéias claras, os sentimentos amigos e as energias equilibradas. Não por vaidade ou arrogância por ser o professor, mas porque preciso estar em boas condições para veicular idéias, energias e sentimentos bons, tanto meus como dos amparadores, para os alunos e para a humanidade toda.
Eu estava refletindo no sentimento, no amor pelas idéias e tudo que remonta à espiritualidade. Um sentimento bem grande, não só pelas idéias, mas também pelas pessoas, porque não adianta ser apaixonado por uma idéia e não pela humanidade. O ideal é ter um amor tão grande que envolva a tudo e a todos!
O amor pulsando no chacra cardíaco, com discernimento, alegria e inteligência, só tem como motivo ele próprio, não há como explicá-lo. Este amor move a maioria dos processos inteligentes e conscientes da espiritualidade. Não há alternativa para o amor a não ser amar; não o amor convencional, mas um amor mais tranquilo, mais sereno e mais equilibrado, contudo, não menos intenso.
Daqui a pouco, encontrarei uma turma de alunos fazendo o curso de projeção, muitas vezes, em busca de um fenômeno projetivo. Na verdade, para mim, como professor, não é muito importante se eles terão uma experiência consciente ou não. Mais importante é despertar neles um sentimento maior pelas pessoas e por tudo; revestir os fenômenos projetivos, bioenergéticos e espirituais com uma boa dose de espiritualidade e maturidade, isto é, uma noção espiritual maior das coisas; desenvolver nos alunos o universalismo, a cosmoética e a certeza da imortalidade; fazê-los compreender o respeito que se deve ter pelas leis de causa e efeito que comandam toda a natureza; fazê-los perceber que só o fato de estudar algo positivo já melhora a consciência e que qualquer esforço positivo vale a pena.
Algumas pessoas buscam a projeção e o estudo de chacras com uma leviandade, egoísmo e frieza impressionantes, tanto alunos, como pesquisadores que trabalham com fenômenos parapsíquicos, sem sentimento pelo que fazem ou pela humanidade. Alguns estão apegados à própria pesquisa, outros ao próprio ego. São raros aqueles que vão a um curso ou palestra, sejam professores ou alunos, imbuídos de uma consciência maior, maturidade serenidade e amor real.
Refletindo sobre isso, tento levar o melhor que posso às pessoas, respeitando o limite e grau de consciência de cada um e pretendendo, sem dúvida, enchê-las de alegria, compaixão, espiritualidade, abertura mental e tudo de bom em relação à evolução.
Em resumo, é o que Ramatís me ensinou: tentar portar, dentro do coração, da mente, da alma e do corpo, paz e luz; tentar veicular coisas boas, sabendo que nenhum de nós é perfeito, mas que também, muitos de nós já temos qualidades desenvolvidas e todos temos potenciais incríveis a desenvolver. Vamos seguir em frente, na direção de valores maiores, expandindo nossos conceitos, emoções e pensamentos no sentido de magnitude.
Isto é apenas uma reflexão para qualquer estudante de qualquer tema parapsíquico ou espiritual. Sem amor, nenhum de nós segue. E não se trata de emoções conturbadas, mas de amor sereno, intenso, que move você, eu e a todos de maneira oculta e invisível.
Paz e Luz!
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 30 de maio de 1998.
Texto <953><19/08/2009>
Ah, a morte não mata ninguém! E o meu amigo está ali...
E como eu gostaria que outros também o vissem, bem vivo, além...
Mas ele me diz: “Deixe disso. Tudo tem sua hora. Que bom revê-lo.”
Eu penso algo e, antes que termine, ele já me responde telepaticamente.
Então, falamos de coisas em comum, entre o Céu e a Terra... Coisas do coração.
“O Espaço Sideral não está vazio; a Luz preenche tudo”, me diz ele.
Pergunto a ele “se continua fazendo suas poesias e escrevendo sobre espiritualidade”.
Novamente ele ri igual criança sapeca e me diz, simplesmente:
“Milhares de estrelas não brilham mais do que o coração de quem amamos.”
Ah, eu vejo meu amigo querido, que a morte não matou!
O seu sorriso é o mesmo; mas ele está mais centrado, bem com ele mesmo.
Não sei dizer se ele parece mais espírito ou homem.
Só sei que ele está bem. E o danado continua ágil nas idéias e nas palavras.
Aproveito e lhe pergunto: “Você pode me passar algumas dicas sobre saídas do corpo?”*
E ele não se faz de rogado, e me responde o seguinte: “Claro, meu amigo. É até fácil.
Basta se deitar e se concentrar num foco de luz branca dentro da testa, com paciência.
No meio da luz frontal interna, visualize um triângulo e, dentro dele, uma cruz brilhante.
E entre no sono com essa imagem gravada na mente, todas as noites, com denodo e paz.
Você sabe bem o que esse símbolo representa, e os ideais associados e ele**.
Então, pratique! Se puder, faça uma prece, de sua escolha; e voe limpamente.
E jamais ache que sabe muito. Se o dia demanda trabalho, a noite também, além...
Aprenda e ensine; ensine e aprenda. E sempre fale da Luz, por onde for...
E, guri, por favor, seja sempre muito feliz. Brilhe mais do que milhares de estrelas.”
Ah, eu vejo o meu amigo que partiu há tantos anos, contente, no meio da luz branca.
Ele está feliz. Bem vivo, além... Brilhando mais do que milhares de estrelas.
P.S.:
Às vezes, o coração vira sol.
Mas isso só se vê com os olhos do amor.
Ah, isso não se explica, só se sente.
Quem ama, sabe. E vê, além...
E tudo se transforma.
Porque isso é da Luz.
Então, as palavras se vão...
Só fica o amor.
Pois, quando o coração fala ao coração,
Não há mais nada a dizer.
(Dedicado a Clóvis Fortes Paim, meu amigo e grande poeta e espiritualista gaúcho, que foi morar “do lado de lá” no ano de 1992, mas que, às vezes, aparece e dá alguns toques legais; e a Ramatís, sábio mentor espiritual, e sua equipe extrafísica, a quem devo tanto.)
Paz e Luz.
- Wagner Borges –
São Paulo, 08 de agosto de 2009.
- Notas:
* Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
** Sobre a visualização que o meu amigo sugeriu, favor ver as ilustrações em meu livro “Viagem Espiritual II” (que está disponibilizado para leitura gratuita no site do IPPB – www.ippb.org.br), com as 60 ilustrações coloridas que estão em sua parte central. Os endereços específicos referentes à visualização sugerida são os seguintes:
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=Sections&file=index&req=viewarticle&artid=19&page=57 e
https://ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=Sections&file=index&req=viewarticle&artid=19&page=58
*** Para enriquecimento desses escritos, deixo na sequência um texto antigo, em que falo sobre as experiências fora do corpo e os valores conscienciais inerentes a essa arte parapsíquica tão legal e com a qual tenho aprendido muito. Trata-se de um texto escrito em 1998. E hoje, onze anos depois, reafirmo tudo o que eu disse naquela ocasião, não por ego, mas porque são reflexões lúcidas e úteis para qualquer outro estudante do tema. E mais: alertam para o discernimento e o amor necessários a esses estudos.
REFLEXÕES SOBRE A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Daqui a pouco, sairei para dar um curso e, enquanto isso, escuto uma música suave.
Para poder dar um bom curso, faço um trabalho de energia comigo mesmo, para ficar com a intuição afiada, a inspiração limpa, as idéias claras, os sentimentos amigos e as energias equilibradas. Não por vaidade ou arrogância por ser o professor, mas porque preciso estar em boas condições para veicular idéias, energias e sentimentos bons, tanto meus como dos amparadores, para os alunos e para a humanidade toda.
Eu estava refletindo no sentimento, no amor pelas idéias e tudo que remonta à espiritualidade. Um sentimento bem grande, não só pelas idéias, mas também pelas pessoas, porque não adianta ser apaixonado por uma idéia e não pela humanidade. O ideal é ter um amor tão grande que envolva a tudo e a todos!
O amor pulsando no chacra cardíaco, com discernimento, alegria e inteligência, só tem como motivo ele próprio, não há como explicá-lo. Este amor move a maioria dos processos inteligentes e conscientes da espiritualidade. Não há alternativa para o amor a não ser amar; não o amor convencional, mas um amor mais tranquilo, mais sereno e mais equilibrado, contudo, não menos intenso.
Daqui a pouco, encontrarei uma turma de alunos fazendo o curso de projeção, muitas vezes, em busca de um fenômeno projetivo. Na verdade, para mim, como professor, não é muito importante se eles terão uma experiência consciente ou não. Mais importante é despertar neles um sentimento maior pelas pessoas e por tudo; revestir os fenômenos projetivos, bioenergéticos e espirituais com uma boa dose de espiritualidade e maturidade, isto é, uma noção espiritual maior das coisas; desenvolver nos alunos o universalismo, a cosmoética e a certeza da imortalidade; fazê-los compreender o respeito que se deve ter pelas leis de causa e efeito que comandam toda a natureza; fazê-los perceber que só o fato de estudar algo positivo já melhora a consciência e que qualquer esforço positivo vale a pena.
Algumas pessoas buscam a projeção e o estudo de chacras com uma leviandade, egoísmo e frieza impressionantes, tanto alunos, como pesquisadores que trabalham com fenômenos parapsíquicos, sem sentimento pelo que fazem ou pela humanidade. Alguns estão apegados à própria pesquisa, outros ao próprio ego. São raros aqueles que vão a um curso ou palestra, sejam professores ou alunos, imbuídos de uma consciência maior, maturidade serenidade e amor real.
Refletindo sobre isso, tento levar o melhor que posso às pessoas, respeitando o limite e grau de consciência de cada um e pretendendo, sem dúvida, enchê-las de alegria, compaixão, espiritualidade, abertura mental e tudo de bom em relação à evolução.
Em resumo, é o que Ramatís me ensinou: tentar portar, dentro do coração, da mente, da alma e do corpo, paz e luz; tentar veicular coisas boas, sabendo que nenhum de nós é perfeito, mas que também, muitos de nós já temos qualidades desenvolvidas e todos temos potenciais incríveis a desenvolver. Vamos seguir em frente, na direção de valores maiores, expandindo nossos conceitos, emoções e pensamentos no sentido de magnitude.
Isto é apenas uma reflexão para qualquer estudante de qualquer tema parapsíquico ou espiritual. Sem amor, nenhum de nós segue. E não se trata de emoções conturbadas, mas de amor sereno, intenso, que move você, eu e a todos de maneira oculta e invisível.
Paz e Luz!
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 30 de maio de 1998.
Texto <953><19/08/2009>
