ACALANTO

Gostaríamos que não houvesse dúvidas na escuridão de vosso quarto, enquanto estamos abençoando vossa cama!

Quantas vezes, pelos vossos sussurros de tristeza, acariciamos vosso semblante enquanto vós apunhaláveis a Deus com vossas injúrias!

Quantas vezes caluniastes o Pai! Do primeiro tombo à última ferida!

Oh, Criador Universal mal amado por vossos filhos!

Perdoai-nos! Pois o verdadeiro perdão não alavancou nossa alma!

O escuro não é o escuro!

O silêncio não está em silêncio!

Nossa voz grita de amor aos vossos ouvidos ensurdecidos, enquanto a natureza nos ouve e balança suas folhas em louvor ao nosso trabalho!

Em todo Universo particular de sóis recém-acessos, de estrelas super novas e de astros recentes de lucidez espontânea, ecoa o singelo nome do amparo!

Oh, Onipotência!

Oh, Onipresença infinita!

Cuidai da criação amada!

Oh, filhos do medo e da dúvida!

Despertai do sono profundo da ignorância e amai!

Amai toda humanidade como amais vossos filhos!

Amai cada momento como o derradeiro!

E estendei vossos braços aos próximos e distantes, para que se aproximem de vós.

Colocai-vos no colo de Cristo!

E recebai vosso acalanto!


- Vossos Amparadores -
(Recebido espiritualmente por Maurício Santini - São Paulo, 01 de maio de 1998.)