PROFANO OFÍCIO
Sabe-se que a mesa funerária dos altares de alguns povos da antigüidade (não só judeus e muçulmanos) viviam lotadas dos líquidos rubros da agonia animal no passado. Mas, o que é o passado senão a porta para a ignorância? Presente é consciência! Roma matava seus inimigos por crucifixão, os judeus puniam os infiéis por apedrejamentos e os inquisidores emparedavam os supostos bruxos e queimavam gatos em fogueiras. O mundo não evoluiu nenhum centímetro na régua do Pai?
Hoje, dia de janeiro em pleno século XXI, centenas de peregrinos morreram em Meca pisoteados e asfixiados pelo fanatismo. O que Deus quer? A alma dos aflitos? O sofrimento e a carnificina dos devotos? O abate de animais e seres humanos pelas pontes e ruas entre a Terra e o Céu? Desde quando o sacro ofício (origem do termo sacrifício) deve ser regado a sangue?
Deus busca que este trabalho divino, executado pelos homens (visto que a natureza já faz sua parte), seja frutífero e produtivo e que o seu teor ligue-se à manutenção e à transformação evolutiva de um Todo. Deus quer o bem-estar de seus filhos e o estágio natural das coisas, isto é, a mudança de turno entre a infância espiritual e a maturidade da consciência. Isso sim é uma causa nobre! Deus deseja que o homem beba do vinho da sabedoria e não das taças rubras de seu assassinato e suicídio. Deus criou o bicho vivo para que este ajude o homem em sua caminhada. É atributo divino promover a morte e permutar vidas? Por acaso as sombras também não promovem seus ritos de sacrifício (vide o sacrifício de galinhas, bodes e gatos em "alguns" ritos africanos para agradar entidades de baixo calão).
Deus está em Tudo! É vida plena sem morte, e busca na transformação o sentido para reciclar a vida. Jamais permuta Suas criações. Nunca requer violência e nem se nutre de dor e tristeza. Quanto mais, humilha a mais ínfima das Suas criaturas. Deus não quer sacrificar Seu cordeiro para livrar os pecados do mundo. Ele quer celebrar a vida com a taça do coração. Ele quer que bebamos da fonte inesgotável do Universo. Ele quer consagrar o nosso pão ázimo e fazê-lo crescer com o fermento do equilíbrio e do amor.
Sacrifiquemos sim os nossos ódios pela raça humana, nossos rancores, nossos ressentimentos, nossas vinganças estúpidas, nossas baixas estimas por nós e pelos outros, nossas atitudes ególatras, nossos egoísmos desmedidos, nossas deslealdades.
Estes sacrifícios sim valem a pena e trabalham divinamente a favor de Deus!
São Paulo, 12 de janeiro de 2006.
Hoje, dia de janeiro em pleno século XXI, centenas de peregrinos morreram em Meca pisoteados e asfixiados pelo fanatismo. O que Deus quer? A alma dos aflitos? O sofrimento e a carnificina dos devotos? O abate de animais e seres humanos pelas pontes e ruas entre a Terra e o Céu? Desde quando o sacro ofício (origem do termo sacrifício) deve ser regado a sangue?
Deus busca que este trabalho divino, executado pelos homens (visto que a natureza já faz sua parte), seja frutífero e produtivo e que o seu teor ligue-se à manutenção e à transformação evolutiva de um Todo. Deus quer o bem-estar de seus filhos e o estágio natural das coisas, isto é, a mudança de turno entre a infância espiritual e a maturidade da consciência. Isso sim é uma causa nobre! Deus deseja que o homem beba do vinho da sabedoria e não das taças rubras de seu assassinato e suicídio. Deus criou o bicho vivo para que este ajude o homem em sua caminhada. É atributo divino promover a morte e permutar vidas? Por acaso as sombras também não promovem seus ritos de sacrifício (vide o sacrifício de galinhas, bodes e gatos em "alguns" ritos africanos para agradar entidades de baixo calão).
Deus está em Tudo! É vida plena sem morte, e busca na transformação o sentido para reciclar a vida. Jamais permuta Suas criações. Nunca requer violência e nem se nutre de dor e tristeza. Quanto mais, humilha a mais ínfima das Suas criaturas. Deus não quer sacrificar Seu cordeiro para livrar os pecados do mundo. Ele quer celebrar a vida com a taça do coração. Ele quer que bebamos da fonte inesgotável do Universo. Ele quer consagrar o nosso pão ázimo e fazê-lo crescer com o fermento do equilíbrio e do amor.
Sacrifiquemos sim os nossos ódios pela raça humana, nossos rancores, nossos ressentimentos, nossas vinganças estúpidas, nossas baixas estimas por nós e pelos outros, nossas atitudes ególatras, nossos egoísmos desmedidos, nossas deslealdades.
Estes sacrifícios sim valem a pena e trabalham divinamente a favor de Deus!
São Paulo, 12 de janeiro de 2006.
